CAPÍTULO 177 ALANNY NARRANDO A Bruna já tinha saído com o Juninho, e o camarote tinha ficado mais vazio, mais calmo. O som lá embaixo ainda tava estourando, o povo dançando, mas ali em cima o clima era outro. Eu tava sentada no colo do Bruno, o braço dele em volta da minha cintura, e por incrível que pareça, pela primeira vez na noite, tava tudo em paz. Ele ficou me olhando de um jeito que me desmontava, aquele olhar firme, intenso, que parecia ver até o que eu não dizia. — Tá rindo de quê? — ele perguntou, com um sorrisinho de canto, passando a mão no meu cabelo. — De tu, — respondi, encostando o copo na boca. — Todo marrento lá embaixo, e agora tá aqui me fazendo cafuné igual um anjo. Ele riu baixo, encostando o queixo no meu ombro. — Anjo eu não sou, ruiva. Mas contigo eu tento.

