Episódio 9

1324 Words
POV Eric Walton Eu não conseguia acreditar no que tinha feito. Eu intimidei tanto Allison que ela estava tendo alucinações de masoquismo ou talvez gostasse disso, mas não sei, pedi para Hugo investigá-la antes de trazê-la para minha casa, eu não seria tão estúp*ido em trazer uma completa estranha para a minha casa e se tornar o seu guardião legal sem saber quem ela é. Allison Foster Wilson era uma garota de apenas vinte e um anos, o que me pareceu muito estranho, mas era de se esperar que os acréscimos estivessem desgastando o corpo das pessoas, talvez se ela parasse de consumir aquela me*rda ela pareceria um pouco mais jovem do que ela está parecendo agora. Ela era bonita, eu não poderia dizer que ela era menos atraente, mesmo drogada ela era muito atraente. Os seus olhos de gato feroz, a sua figura sofisticada que embora não tivesse grandes curvas, nem sei*os grandes ou bu*nda, a estúpida tinha tudo bem arrumado, longos cabelos cor de chocolate presos num r**o de cav*alo e a sua franja estava desalinhada, além das suas roupas estúpi*das de casa que consistiam em calças esportivas pretas com uma camiseta branca básica sem mangas e os seus pés descalços me atingiram com força a ponto de ecoar na minha mente a noite toda enquanto eu tentava dormir. Amanhã eu teria que falar com ela e pedir desculpas pelo meu comportamento horas atrás, mas o destino trabalhou a meu favor quando ela me chamou de doente se*xual. O que eu não conseguia entender é como uma garota que nunca teve um namorado, amante ou marido poderia ter ideias tão fantásticas. O seu pai contou a Hugo que a expulsou de casa há dois anos, depois que a sua mãe perdeu a vida devido a um câncer renal. Ela começou a usar entorpecentes meses depois. Ela teve alguns empregos onde, segundo conversou com os seus empregadores, eles a demitiram por ter chegado sob efeitos alucinógenos, e está última dona do café onde ela trabalha aceitou dinheiro meu para demiti-la se eu quisesse ajudá-la. Eu não poderia deixá-la sozinha andando pelas ruas sabendo que no momento em que ela sentisse necessidade de comprar a sua me*rda ele iria ao Bar Katana onde o desgraçado que vende para ela trabalha. Mas eu também não poderia mantê-la trancada, não poderia mentir para ela dizendo que ela teria que cumprir prisão domiciliar também, sei que ela pediria ao representante que viria avaliá-la periodicamente e isso significaria provar mais pessoas para mantê-la protegida de si mesma. A questão era: por que eu queria ajudá-la? Não foi a primeira vez que vi uma pessoa ligada a um vício, mas naquela noite, quando a encontrei dentro daquele carro, antes de abusarem dela, ela olhou para mim com aqueles olhos. Olhos como se ela me implorasse para salvá-la, não só daquele ataque, mas da sua própria vida, e quando ela tocou o meu rosto com a mão senti uma necessidade imensa de tomá-la nos meus braços e protegê-la até o fim do mundo, era algo difícil de explicar. E agora eu estava aqui a caminho do quarto dela, eu tinha notado que na noite anterior eu tinha deixado a porta entreaberta depois de irritá-la com o que eu tinha dito sobre ser direto, mas esta noite eu tinha entendido que ela era assim por me chamando de vergonhosamente doente s*x*ualmente, ficou claro que ser direta fazia parte da personalidade dela e eu gosto disso, ela não era uma garota de rodeio, ela sempre era direta. Entrei no quarto dela silenciosamente, enquanto a observava dormir, ela havia jogado algumas almofadas no chão, e ficou claro que o seu ponto forte não era a organização, pois ainda havia coisas espalhadas pelo local sem ordem, mas o que me chamou a atenção era a camisa que a abraçava, talvez ela tivesse namorado, mas não sei, Hugo nunca se enganava nas suas investigações, a coisa mais próxima que ele tinha de um parceiro foi um aluno do Minnesota Academy of Ballet e Teatro que era o seu colega de dança, talvez abraçar aquela camisa lhe desse alguma sensação de segurança, a maneira como ele fazia era como se a sua vida dependesse disso. E agora estava tudo perfeito, me senti atraído por uma estranha que era viciada, e não sei se gostaria de ajudá-la a sair de onde está, como se eu já não tivesse coisas suficientes para fazer na minha vida. Dei uma última olhada para ela sair daquele lugar, tinha que dormir e me concentrar nos meus projetos, embora tivesse que conversar com ela amanhã sobre as regras do meu apartamento. Na manhã seguinte eu estava vestida para ir ao escritório enquanto tomava café da manhã na cozinha. — Bom dia. Ela cumprimentou ao entrar na cozinha. Ela parecia um pouco desalinhada, mas era compreensível, ela tinha acabado de sair da cama, a sua pele estava um pouco vermelha e o seu cabelo estava bagunçado. — Bom dia, Allison. Respondi friamente, enquanto colocava a minha xícara no porta-copos. — Quero me desculpar por ontem, não foi isso que eu quis dizer. Justificou ela. Então levantei o meu olhar para encará-la, eu sabia que ela estava intimidada, eu poderia dizer. — Não trago mulheres aqui e muito menos para fazer se*xo no meu apartamento, é meu lugar sagrado. Eu esclareci. — Ah, nesse caso, por que você me trouxe aqui? — Porque eu não quero nem vou fazer se*xo com você. Declarei me levantando e pegando a minha pasta que estava em cima da ilha da minha cozinha. Naquele momento ouvi a campainha do meu apartamento tocar, talvez fosse o Hugo, tive que sair. — Não saia, termine de organizar seu quarto. Ordenei enquanto caminhava em direção à porta. — Como você sabe que o meu quarto está bagunçado? Ela questionou, levantando-se e andando atrás de mim. — Este é o meu apartamento, posso ir aonde quiser. Afirmei sem rodeios para que ela abandonasse o assunto. — Mas é o meu lugar sagrado? Disse ela, tentando dizer isso com a minha própria entonação. Olhei para ela por um momento, mas decidi ignorá-la, abri a porta e quando o fiz o meu amigo Frank estava parado ali. O que esse ido*ta estava fazendo aqui? — É uma mulher? Perguntou ele, intrigado na porta. — Você não traz mulheres, mas traz homens? Ela perguntou do outro lado do apartamento. E agora eu estava no meio de duas perguntas e já estava atrasado. — Você e eu conversaremos sobre essa questão mais tarde Allison. Disse a ela enquanto empurrava Frank para fora e fechava a porta. — Quem é a garota? Frank perguntou quando entramos no elevador. — Você não a conhece. Respondi secamente. — Claro que não a conheço, é por isso que estou perguntando. Disse ele obviamente. — Ela é apenas uma conhecida. Eu esclareci. — E você traz uma conhecida para o seu apartamento? Desde quando? — Tem dois dias. Relatei. — O quê! Você estava com aquela garota no seu apartamento há dois dias e não me contou nada. Ele reclamou. — Não é o que você pensa. Eu disse. Eu conheço Frank, ele já deveria estar criando um mundo na sua cabeça sobre Allison. — Você viu a aparência dela, sério, não é o que eu penso! A menina tinha acabado de acordar, estava descabelada e estava tomando café da manhã com você. Ele listou. — Ela tinha acabado de acordar, é normal ela estar desalinhada e não tomou café da manhã comigo, eu já tinha feito isso, ela é só alguém que precisa da minha ajuda. Eu esclareci. — Entendo... Ele comentou maliciosamente. — Eu explico mais tarde, agora é só entrar no seu m*aldito carro, vamos nos atrasar. Rosnei para ele enquanto me dirigia para o meu carro. ‎​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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