Episódio 7

1191 Words
POV Allison Foster Não sei quando aceitei ficar dependente de um estranho, mas estava assinando o documento de tutela depois que o motorista do Sr. Walton foi até a residência do meu pai para receber a sua assinatura. Não sei quando comecei a fazer isso, mas era tarde demais para me arrepender. O Sr. Walton pegou a caneta para assinar, mas antes de fazer isso ele olhou para mim por um segundo e assinou. Não pude deixar de sentir um aperto no peito, agora eu pertencia a ele. Pertencia a ele, a um completo estranho com quem eu teria que dividir residência a partir de hoje. O meu coração batia muito rápido enquanto eu caminhava pelo corredor do hospital atrás dele e do seu motorista, temia pela minha vida, temia pela minha liberdade, o que eu deveria fazer agora? Ele não tinha falado comigo desde que assinou aquele m*aldito documento e agia como se a culpa fosse minha. Eu nem tinha começado a morar com ele e ele já estava tornando a minha vida um infe*rno. — Senhorita Foster, o meu motorista irá com você até o seu apartamento para pegar as suas coisas. Ele me anunciou assim que saímos do hospital. — E o que você vai fazer? Foi a única coisa que consegui pensar em dizer, e me odiei por isso. — Eu? Tenho que trabalhar. Disse ele sem mais delongas para entrar no carro e sair no seu lindo carro. — Você tem um Audi S8? Perguntei do nada, enquanto o motorista dele olhava para mim. — É um Audi. Repeti novamente enquanto apontava para ele. — Senhorita Foster, venha por aqui. Disse-me o motorista, ignorando as minhas perguntas. Eu tinha ido ao meu apartamento pegar as poucas coisas que tinha dentro dele, concluindo que tudo poderia ser resumido numa mala, mas sem dúvida o mais importante eram os poucos comprimidos que me restavam para tentar sobreviver esses dias, eu ainda tinha as visitas regulares para avaliar o meu progresso, então não poderia simplesmente ficar chapada, precisava fazer alguma coisa. Desci a minha mala o melhor que pude pelas escadas do pequeno prédio, pedi ao motorista que ficasse lá embaixo apesar da insistência dele em me ajudar, mas simplesmente não queria que ele visse a bagunça que eu tinha naquele lugar, nem poderia Eu não poderia me trancar com um estranho num apartamento, embora tecnicamente fosse isso que eu faria a partir de hoje. O motorista do Sr. Walton me deixou na recepção do prédio que seria minha residência daqui em diante, me mostrou o andar onde morava o Sr. Walton e deu ordem para a recepcionista me deixar subir. Tudo neste lugar parecia tão perfeito que me apavorou. Eu tinha entrado no elevador e tinha discado o número do andar que o motorista havia me dito. Eu não gostava de elevadores, isso me dava a sensação de estar muito confinada a ponto de sentir desespero e agora eu moraria num lugar onde havia vários deles, eu tinha que decidir se pegava o elevador ou descia dez lances de escada. De qualquer forma, não creio que fosse sair muito deste lugar, não tinha outros lugares para ir, e o mais provável era que o Sr. Davis me mandasse embora, por ter faltado ao trabalho hoje sem justificativa, mas todos os pensamentos se dissiparam, quando ouvi as portas do elevador se abrir. Saí rapidamente do elevador com a minha mala, deixando-a de lado enquanto dava uma olhada no local, me surpreendi quando só encontrei duas portas em todo o corredor, aparentemente só moravam duas pessoas neste andar. Eu não tinha as chaves para abrir o apartamento do Sr. Walton, nem havia dito ao motorista como ele poderia entrar, não tinha celular e não conhecia ninguém aqui, então a minha única opção era esperar ele sentada aqui. As horas passaram devagar e eu estava quase morrendo de tédio, os meus olhos já estavam pesados ​​e eu estava extremamente cansada. Mas ouvi o som do elevador tocando quando a porta do elevador se abriu. O inútil andava firme na minha frente, eu odiava a segurança dele. — Senhorita Foster, devo perguntar o que você está fazendo sentada do lado de fora do apartamento? — Eu não tinha chaves para abri-lo. Confessei. — E você ficou aí o dia todo? Ele questionou. — Ah, sim. Eu disse obviamente enquanto ele suspirava exageradamente. — E esse não é o meu apartamento, é aquele. Ele esclareceu, apontando para a outra porta no corredor. Ele começou a andar, me deixando para trás, arrastando a minha mala o melhor que podia, ao vê-lo abrir a porta e entrar no apartamento, por um momento pensei em fugir, mas seria inútil. Então não pensei mais nisso e entrei. Fiquei chocada com o que os meus olhos estavam vendo. Era horrível, todo o lugar era monocromático, e você só conseguia distinguir quatro cores se pudesse chamar isso de cor. — Você parece surpresa, Srta. Foster. Ele perguntou ao ver o meu rosto contorcido num poema. — Não sei mentir, então se você não me perguntar vai ficar tudo bem. Assegurei ao começar a observar alguns detalhes do lugar. — Você é muito direta para quem é... Mas, ele parou até aí. —O que é...? Psicoindependente? Ou melhor, viciada? Expressei simplesmente, um tanto irritada. — Não. Eu não estava me referindo a... Mas suas palavras permaneceram lá quando eu o interrompi abruptamente. — Qual será o meu quarto? Perguntei. — O segundo depois de entrar naquele corredor. Ele apontou para mim. — Obrigado, até amanhã. Eu disse pegando a minha mala e saindo rapidamente. — O seu jantar... Ele gritou comigo antes que eu desaparecesse do lugar. — Eu não quero nada. Respondi antes de me perder no corredor que levava ao quarto. Na verdade, eu estava morrendo de fome, mas simplesmente não conseguia ver o rosto dele, havia algo nele que eu achava terrivelmente chato, talvez fosse sua maneira de exercer controle sobre tudo ao seu redor ou a sua personalidade um tanto excêntrica, mas a verdade é que isso foi intimidante. E agora eu morreria de fome por causa dele. Quando abri a porta do quarto não esperava nada menos >, no ritmo que estou indo será a única cor que as minhas retinas reconhecerão, mas o quarto era bonito e espaçoso, tinha uma cama grande com lençóis extremamente brancos, duas mesinhas de cabeceira com as suas luminárias, um armário que amanhã eu organizaria para guardar as minhas coisas, e o que vi a seguir me deixou realmente impressionado, o banheiro era extremamente interessante enfim, tinha uma banheira linda, que foi o que mais gostei, poder entrar nele e me divertir, tinha banheira com box de vidro e um grande espelho com pia, sem dúvida será meu lugar preferido em todo o apartamento. Mas, eu teria que esperar para experimentar a banheira, agora eu só podia tomar uma ducha rápida e deitar para dormir. Talvez amanhã o dia não seja tão deprimente como hoje. ‎​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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