Episódio 6

1483 Words
POV Eric Walton Eu havia conversado com o médico, Allison havia consumido e injetado drogas até ficar intoxicada, mas a dose não tinha sido alta o suficiente, o entorpecente que ela tomou poderia causar desmaios e de certa forma até fazer ela perder a consciência ou entrar em coma. Ela foi encontrada desmaiada em um dos corredores de um supermercado. Na manhã seguinte, um representante do Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Minnesota estava no local, bem como um representante do Departamento de Correções e Reabilitação Feminina do estado, que me informou que Allison tinha três opções: aceitar ou não a reabilitação domiciliar sob o proteção de um tutor, concordar em fazer a reabilitação interna na instalação designada ou ir para cadeia sob acusação de porte de drogas. Mas eu não conhecia a menina, não podia fazer nada por ela, então pedi para o Hugo falar com o pai dela para que fosse feito de acordo com o que ele queria, seria fácil encontrá-lo já que ele morava aqui em Rochester. — Senhor. Falei com o pai da menina. Hugo me informou. — O que ele disse, porque, ele não está aqui? Questionei estranhamente. — Ele diz que Allison não é filha dele, que ele não é pai de uma viciada em drogas, e que não tem intenção de assumir responsabilidade por ela. Disse o meu motorista. Nesse momento a representante da prisão e de reabilitação voltou com uma pasta nas mãos. — Tenho o relatório médico de Allison, a sua avaliação psicológica e também a sua análise toxicológica. Informou o representante. — Onde está o pai da senhorita Foster? Preciso passar a ele as orientações de como será o processo de reabilitação da sua filha, bem como o horário dos medicamentos indicados pelo médico que atenderá o caso. Finalizou o representante. — Temo que o seu pai não venha. Eu confessei. — Como? Ela perguntou. — O pai dela não pretende cuidar dela. Eu esclareci. — Nesse caso não sei como podemos ajudá-la, se algum familiar não concordar em levá-la para reabilitação domiciliar, ela só terá duas opções: ser internada na reabilitação ou ir para a cadeia, a menos que você assuma o comando, você pode assinar um documento que assume a responsabilidade como tutor imediato até que ela esteja psicologicamente estável e possa usar as suas faculdades. Sugeriu o representante. — Senhor. Com todo o respeito, não sei se é uma boa ideia, a senhora é maior de idade, ela teria que assinar um documento aceitando que você é seu responsável legal, e de certa forma isso poderia prejudicar a sua imagem, você é o CEO da Walton & Walton, se a garota fizesse um escândalo, ela poderia ser relacionada legalmente com você. Disse Hugo. — Sim, mas para você, Sr. Walton, se tornar o seu tutor, se o pai dela, assinar o documento é o suficiente. Corrigiu o representante. Tudo isso me colocou entre a espada e a espada, eu era um completo estranho, mas se não me tornasse o seu tutor, ela iria para cadeia, a menos que aceitasse a internação. Eu tinha que explicar isso para ela. — Vou falar com ela. Respondi e fui em direção ao quarto dela. POV Allison Foster Este dia foi difícil para mim, tinha acordado pela segunda vez este mês numa cama de hospital e a única coisa que me lembrava era de ter me injetado no banheiro de um supermercado enquanto comprava algumas coisas. Eu tinha falado com uma das enfermeiras quando acordei, eles fizeram alguns exames em mim e aí chegou um médico para me fazer algumas perguntas, mas eu senti que ele estava mentindo, eu sabia que era psicólogo ou psiquiatra. Neste momento eu estava muito preocupada, tentei convencer a enfermeira, mas ela simplesmente me disse que havia chegado um representante do setor de correção e reabilitação, e eu estava com problemas. Enquanto eu pensava no que fazer, vi a porta do quarto aberta e ele estava lá. — O que você está fazendo aqui? Perguntei rapidamente. — O meu cartão estava na sua carteira. Respondeu o homem um tanto frio. — Desculpe pelo transtorno, Sr. ahhh. Naquele momento eu honestamente não conseguia lembrar o seu nome. — Walton, Erick Walton. Ele esclareceu, ao se aproximar da beirada da maca. — Ah, Sr. Walton, estou bem, obrigado pela sua ajuda, isso não vai acontecer de novo. Eu acrescentei. — É claro que isso não vai acontecer de novo, já que você só tem três opções. Ele afirmou. — Ah... eu não entendo. Eu disse enquanto voltava para a maca. — Lá fora está um representante da secretaria estadual de correção e reabilitação, você foi trazida a este hospital com um caso de envenenamento por um poderoso depressor do sistema nervoso, foi encontrada carregando entorpecentes. Ele respondeu calmamente. — Muitas pessoas tomam medicamentos. Cuspi com certa raiva. Quem ele pensa que é? Ele é um completo idio*ta. Vê-lo ali parado explicando coisas estúp*idas me deixou com raiva. — Medicação?? Você chama drogas de medicação? Você realmente precisa de ajuda. Ele anunciou. — Você só tem três opções: você pode concordar em ir para a reabilitação num centro que será designado para você; se recusar, estará sujeita a sanções e acusações por posse de entorpecentes ilegais. Ele disse sem mais delongas. Não pude acreditar no que tinha ouvido, queriam me internar como doente mental, mas se eu não aceitasse poderia ir para a cadeia, neste momento não sabia o que ia fazer, eu não poderia ir para a cadeia. — E qual é a terceira opção? Até agora você só me disse duas. Eu perguntei. — Fazer com que o seu pai assine o documento assumindo a responsabilidade por você e pela reabilitação em domicílio. Mas o Sr. Foster se recusou a fazer isso. Ele me informou. — Então estou indo para a penitenciária? Solucei, incapaz de acreditar. — Você pode aceitar o confinamento na reabilitação. Ele afirmou. — NÃO ESTOU DOENTE! Cuspi. — Há uma forma de não ir para a prisão se não aceitar a reabilitação. Ele esclareceu. — Sério? Naquele momento pude sentir o ar voltando para o meu corpo novamente, eu não queria ser internado mas também não queria ir para a prisão, o meu pai nunca assinaria aquele papel, há dois anos eu deixei de ser filha dele para me condenar ao abandono, ele me odiava. — Deixe que outra pessoa fique responsável por você, se você tiver outro familiar próxima, essa pessoa pode assumir a sua tutela para o processo de reabilitação domiciliar. Ele explicou. — Então irei para a cadeia. Eu disse honestamente. Eu não tinha família em Minnesota, o meu parente mais próximo era uma prima, que estava em Chicago, mas tinha dois filhos, eu não poderia obrigá-la a fazer isso, bastava ser mãe solteira para lidar com as minhas mer*das, tio Jack havia se mudado para Rhode Island. — O que você quer dizer com isso? Ele perguntou. — Ninguém vai assinar esse papel, Sr. Walton. Expliquei com tristeza. — Eu posso fazer isso. Ele afirmou. — O quê? Foi a única coisa que consegui articular. — Mas você teria que assinar um acordo, como você é maior de idade, o seu pai também teria que assinar o documento para me tornar o seu tutor legal até você terminar a reabilitação domiciliar. Ele explicou. O que foi tudo isso? Uma espécie de brincadeira, como um estranho poderia se tornar o meu tutor em apenas um minuto, se eu aceitasse isso ele seria praticamente o meu dono. Eu preferiria estar na cadeia do que pertencer a um completo estranho. — Então... Se eu não quiser ir para a cadeia, devo deixar um estranho assumir o controle da minha vida? — Eu não disse que você tem que aceitar, apenas listei as opções que você tem, que aparentemente não são muitas. Você acha que eu quero assumir a responsabilidade por você? Que eu gostaria? Ele desabafou. Aí ele me deu um golpe baixo. Nem o meu pai queria. Isso foi um golpe na direção da realidade, o que eu faria agora? — Desculpe, senhorita Foster, eu não quis dizer isso. Disse ele. — Não importa. Eu o interrompi. — O que quero dizer é que só assim você poderia ser livre de uma certa forma, porque se eu aceitar ser seu tutor você receberia visitas domiciliares regulares para avaliar o seu progresso, assistiria a palestras e às vezes iria à psicologia. Ele me explicou. — E quanto tempo eu teria para fazer essas coisas? — Até que você dê sinais de autocontrole e uso normal das suas faculdades, você é um toxicodependente segundo o diagnóstico médico, mas se fizer a sua parte será apenas um ano, tudo depende de você. Ele esclareceu. ‎​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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