Capítulo 10

1518 Words
Alina Eu tinha horas de trabalho mais tarde. Eu tenho um mala cheia de tudo que eu poderia precisar no porta-malas do carro dele. — Venha cá — ele disse através da janela. — Você pode fazer uma pausa se quiser. — E alguém vir aqui e matar você? Não. — Ele fechou a janela e foi embora. Fiquei observando-o partir, sem saber o que fazer. Pelo menos o trabalho estava tranquilo. Eu cuidava do bar com meu entusiasmo habitual, ou seja, não muito. Alguns primos da família passaram por aqui e eu fiz um bom show sorrindo e dizendo olá e até coloquei uma rodada na minha própria conta. Imaginei que eles voltariam para Cormac e todos os outros e diriam como a prima Alina estava sendo uma menina muito boa ou algo e******o assim. Enquanto isso, pensei em Nikolay. Eu não entendia por que ele iria aparentemente sacrificar tudo por mim. A família dele viria atrás dele se soubessem que ele estava trabalhando para me proteger. Eles o fariam em pedaços se achassem que ele era um traidor. A família da máfia vivem em torno da lealdade. E ainda assim eu precisava dele. Mesmo que tudo isso pudesse arrastá-lo para a lama e destruí-lo, eu não poderia ir embora. Meu irmãozinho estava em perigo e cada dia que eu demorava era mais um dia que ele passava sob custódia de Leone. Nikolay era minha única chance de trazê-lo de volta inteiro. Eu não era i****a. Eu entendi o que aconteceria quando os Leones se cansassem de mim. Não havia como eles mandarem Aiden para casa, não depois de manterem ele preso por esse tempo — era apenas uma parte horrível dessa guerra. Cormac não conseguiria manter a família Petrov fora disso, e a cidade inteira seria despedaçada. Já era r**m os Leones estarem lutando entre si, mas seria ainda pior se todos estivessem envolvidos. Talvez fosse por isso que os Starkovs me queriam morta. Talvez eles de alguma forma soubessem — Mas não, se eles soubessem, nada disso estaria acontecendo. Minha mente estava em mil lugares diferentes, mas pelo menos o trabalho de barman ajudou a me manter focada. Era um trabalho tedioso mas me mantinha concentrada e trabalhando eu não posso perder muito tempo perdida no labirinto escuro e n***o que era meu cérebro. A noite terminou e os clientes foram embora. Duas da manhã parece muito mais tarde quando você está sóbria. — Uma para a viagem? — Tom perguntou, o outro barman trabalhando naquela noite. Ele era um cara jovem, cabelo loiro, barba espessa. — Já estou fechando. Fechei meu caixa e juntei minhas gorjetas. Enfiei-as no bolso. — Sim, tudo bem. — Ele sorriu para mim. — Esgueirando-se para longe de mim de novo. — Não leve para o lado pessoal. — Dei a ele meu melhor sorriso. Ele apenas acenou enquanto eu saí e fui para o corredor dos fundos. Nikolay estava lá fora me esperando, e não queria que ele ficasse sentado sozinho naquele carro a noite toda. Cheguei à porta dos fundos e saí para o beco escuro. Demorou um momento para meus olhos se ajustarem, e avistei uma pessoa parada não muito longe. Por um segundo, Eu pensei que era Nikolay. Até que ele se virou para mim. O porta para o bar balançou fechando, eu virei para arrumar. Era tarde — não havia maçaneta deste lado. — Qual é o problema, Alina? Você não está feliz em me ver? — Renzo se aproximou, seu pé pousando em uma poça. Meu coração acelerou e eu me forcei a me recompor — eu tinha a informação que ele queria, então isso não demoraria. Virei-me para ele e soltei um suspiro. — Você me paresse surpresa. Está nervosa? — Tenho inúmeras razões. Eu estou sendo chantageada por um monte de idiotas Italianos. Ele fingiu parecer ferido. — Como você ousa. Não somos idiotas, somos perfeitamente agradáveis. Afinal, isso é só um negócio. — O que você quer? — Estou aqui para cobrar o que você deve. —Seu sorriso desapareceu. — Chega de jogos. Sem atrasos. Ele retirou algo do bolso e abriu rapidamente. A faca brilhou no luar, uma brilhante lâmina afiada. Olhei em seus olhos. — Está acontecendo em uma escola abandonada em St. Airy. Ele inclinou a cabeça, uma pequena surpresa em seus lábios enquanto se aproximava, a faca empunhada firmemente. Eu olhei de relance sobre o ombro dele, esperando Nikolay aparecer, ou alguém dele, qualquer um que pudesse impedir esse bastardo de me machucar, mas não havia nada. — Quando? — ele pressionou. — Eu não sei ao certo. — Qual escola secundária abandonada? — Eu duvido que lá tenha muitas. Por que você não vasculha até você encontrar? Ele me olhou com cara feia e levantou a faca, a lâmina horizontalmente em seu rosto. — Isso não é grande coisa. Você sabe disso, certo? Você vem até mim com essa merda e espera que eu fique feliz. — Estou te dando o que você quer — eu disse, uma pitada de desespero surgindo em meu tom. — Só por favor não machuque Aiden, ok? Isso foi o máximo que eu consegui te dar sem estragar tudo. Você não quer que eu seja pega, certo? Ele hesitou, abaixou a faca. — Você não é tão inteligente quanto pensa que é e não sabe o que queremos. — Ele fechou a faca e eu quase vomitei de alívio. — Se isso não der certo, você vai ouvir falar de mim. Vou mandar uma caixa para o seu apartamento com a língua do seu irmão embrulhada em papel alumínio. Ele enfiou a faca no bolso e foi embora. Eu o observei ir e me encostei na parede. Senti lágrimas nos olhos e fechei as mãos em punhos, batendo-as contra a parede de tijolos. Deus, eu não esperava por isso. Eu deveria estar preparada para ver Renzo, mas em vez disso ele me surpreendeu, e agora eu estava uma bagunça. Mais passos. Alguém caiu na mesma poça. Abri meus olhos, esperando Tom, mas Nikolay estava parado alguns metros na minha frente, respirando com dificuldade. — Eu o vi sair do beco — ele disse, com os olhos semicerrados. — O que aconteceu? Você está bem? — Eu sou inteligente — disse fracamente. — Ele não me feriu. — Eu deveria ter esperado aqui por você. Eu estava dando voltas no quarteirão e ele deve ter entrado enquanto eu estava do outro lado. p***a, Alina. Me desculpe. — Não é sua culpa. — Estendi a mão por instinto, querendo confortá-lo por algum motivo insano. Toquei seu braço e ele se aproximou, suas mãos se movendo para baixo, para meus quadris. Deixei que ele me tocasse. Eu ansiava pelo conforto que ele poderia trazer, mesmo que o conforto fosse um veneno. — Eu sei que isso é complicado, mas eu vou te tirar disso. Eu prometo, Alina. Eu estou aqui para você. — Não fale assim. Olhei fixamente em seus olhos, tentando entender o que esse homem via quando olhava de volta para mim. Só havia devoção ali — devoção e raiva. — Você não me deve nada, certo? — Eu não te devo nada — ele disse, se aproximando, seus lábios entreabertos, seus olhos como dois raios correndo pela minha espinha. — Mas eu quero você de qualquer jeito. Tem certeza de que está bem? — Estou bem. Coloquei minhas mãos em seu peito. Ele beijou minha bochecha, seus lábios quentes e convidativos. Eu me pressionei contra ele e apertei meus olhos contra as lágrimas. Ele me segurou em silêncio naquele beco até que eu me sentisse calma o suficiente para voltar para o carro dele. Nós dirigimos de volta para a casa dele, e ele escutou enquanto eu lhe contava sobre o trabalho — escutou como se ele se importasse com o fato de eu servir cerveja e uísque para um bando de bêbados. Mas ele pareceu interessado, como o detalhes da minha vida fosse fascinante. Ele carregou minha bolsa para dentro e levou para o meu quarto. — Acho que vou tomar banho e ir para a cama — eu disse, esticando as costas. — Estou de pé há um tempo e realmente preciso tirar essas roupas. — Eu posso ajudar. Sou muito bom em esfregar as costas. — Suspeito que se eu deixar você chegar perto do meu chuveiro, você não estará esfregando minhas costas. — Isso é muito verdade. Balancei a cabeça e acenei para ele. — Vá fazer o que quer que você faça quando não está matando pessoas. Ele suspirou dramaticamente. — Quando não estou matando, estou planejando minha próxima matança. É uma vida simples, mas boa. Eu não sabia se eu deveria sorrir ou me sentir aterrorizada. Ele desci e tranquei a porta do banheiro. Fiquei no chuveiro e deixei a água quente escorrer pelo meu rosto. Fechei os olhos e pensei em Aiden em algum porão da Leone, sofrendo desnecessariamente, morrendo porque não consegui salvá-lo rápido o suficiente. E eu soube então que faria o que fosse preciso para trazê-lo para casa.
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