Capítulo 11

2215 Words
Nikolay Alina estava indo resolver os problemas do irmão dela sozinha. Então fiz algumas ligações. Quando você trabalha tanto e tão intensamente quanto eu em uma cidade como Filadélfia, você tende a fazer alguns contatos. Eu principalmente mato para os Starkovs, mas emprestei minhas habilidades para a maioria das famílias principais ao longo dos anos, pegando alvos pequenos para manter a paz entre meu Pakhan e os outros líderes. Minha pistola era um sinal de respeito. Exceto quando estava apontando para você. Então era uma sentença de morte. — Quem é esse cara de novo? — Alina senta inclinando-se em volta do seu assento e olha fixamente pela janela. — O nome dele é José Luís. — Não é Italiano. — Ele não é. Eu acho que ele é Argentino. Ela franziu a testa, mas não olhou para mim. — Eu pensava que os Leones só aceitavam italianos. — Eles são empregadores que oferecem oportunidades iguais. Ela riu e tamborilou os dedos nervosamente no joelho. — Eu não gosto disso. Se ele voltar e contar para Renzo, eles podem machucar Aiden. — Você não precisa se preocupar com José Luís. — Isso não está me fazendo me sentir melhor. — Ele me deve o mesmo que eu devo a Mikhail. Ela olhou para cima. — Você salvou a vida dele? Eu assenti e diminuí o ritmo do lado de fora de uma cafeteria enfiada na esquina de um bairro chique perto da avenida mais movimentada. — Trabalhamos juntos há anos. As coisas deram errado e ele levou um tiro na perna. Eu poderia tê-lo deixado, mas em vez disso matei três homens e o arrastei para um médico. Agora ele acha que me deve algum tipo de dívida de sangue. — Eu tenho esperança que será suficiente para manter boca dele fechada. — Não se preocupe, vai ser. Estacionei e desliguei o motor. Se ela conhecesse José Luís, não ficaria preocupada. Ele era um cara fiel, mesmo que trabalhasse para os Leones. — José Luís se juntou aos Leones porque eles pagam bem e ele não tinha mais nada, mas ele não é italiano e nunca será, então ele é um estranho em sua própria família. Você provavelmente pode imaginar como eles o tratam. Ela mordeu o lábio. — Provavelmente não tão bem. — Não, não muito bem. Ele não os odeia por isso, mas há algum ressentimento. Eu tiro vantagem dessa raiva de vez em quando. Se alguém souber sobre seu irmão, será ele. — Eu não sei — Eu disse nervosamente mudando em meu assento. — então ele não é importante. — Só confie em mim. Estendi a mão de repente e toquei em seu cabelo. Estava preso em um coque bagunçado com pequenos fios soltos flutuando em volta de seu lindo rosto. — Deixe eles soltos. — O quê? — Seu cabelo. Deixe eles soltos. — Suavemente, desfiz o elástico. — Por quê? — Ela estendeu a mão para desembaraçar o elástico de cabelo. — Seu cabelo é lindo para esconder. Olhei fixamente em seus olhos e senti um estranho salto no meu peito enquanto ela obedecia. Eu o vi cair em volta de seus ombros e um arrepio tocou minha pele enquanto eu corria meus dedos por ele. A garota era linda, e eu senti uma possessividade afiada me dominar, algo que eu nunca tinha experimentado antes. Na minha linha de trabalho, a vida era insignificante e as mulheres iam e vinham — mas Alina era diferente. Ela me fez querer queimar a cidade para mantê-la segura. Eu tinha um carinho por ela. Eu não sabia por que — mas eu tinha — Venha comigo. Eu saio do carro e caminho em direção ao café. Ela correu para me seguir. Lá dentro, a loja estava escura, e uma música suave de violão acústico ecoava pelas mesas. A garota atrás do balcão sorriu e eu pedi dois cafés. Ela os trouxe, e eu os levei para uma mesa bem no fundo, onde um sujeito pequeno estava sentado com as pernas esticadas com um bolinho de mirtilo meio comido se desintegrando em um prato na frente dele. Ele tinha cabelos preto, olhos escuros, pele marrom, e um largo, branco sorriso. Apertei sua mão e sorri de volta enquanto me sentava. — É bom ver você — eu disse. — Você também, Nikolay. — José olhou de relance para Alina. — Essa é a garota você mencionou? — Alina, este é José Luís. Ele é uma boa pessoa. — Ei — José disse, assentindo. — Prazer em conhecê-lo — ela disse. Ele olhou para mim e seu sorriso vacilou. Eu não gostei da energia nervosa que eu sentia saindo dele. — Tenho que dizer, cara, você normalmente não liga para um encontro social, e você definitivamente não trás uma garota sexy e irlandesa como ela. Alina corou um pouco e Eu sorri, mas meu olhos estreitaram. — Vá com calma. A menina é minha. — Isso parece um elogio. — José Luís levantou as mãos pacificamente. Inclinei-me em direção a José Luís e tomei um gole do meu café quente. Passei meus dedos no cabelo de Alina, meus olhos percorrendo seu corpo — minha possessividade, meu ciúme — e soube que nunca deixaria outro homem olhar para ela do jeito que eu olhava. José Luís tinha boas intenções, eu sabia disso, mas esse ciúme me fez querer manter o olhar masculino longe da Alina. Senti uma raiva crescente em meu sangue, como fogo e trovão. — Preciso de informações suas — eu disse calmamente, mudando de assunto para evitar qualquer aborrecimento. Olhei para Alina e ela estava me dando um olhar estranho que eu não conseguia entender. José Luís assentiu e olhou ao redor. — Que tipo de informação? — Os Leones têm um garoto refém agora. Preciso saber onde eles o estão mantendo. Se José Luís pudesse ficar pálido, ele estaria branco como uma folha. Ele se moveu de um lado para o outro como uma criança na igreja pega quebrando as regras. — Cara, eu não sei, quer dizer, eu, uh, eu não, oh, merda. — José Luís, o que você sabe? — Isso é coisa de alto nível, Nikolay. Como você sabe sobre isso. — José Luís olhou para Alina e gemeu. — Você é aquela garota, não é? — Olhe para mim — eu disse. — O que você sabe? José Luís olhou para ela e esfregou o rosto com as duas mãos. — Nada oficialmente. Ouvi umas merdas, só isso. — Como o quê? — Você sabe. Ele olhou para o Rodriguez e o cutucou. — Eles não prestam atenção quando estou por perto, apenas apontam para o que precisa ser feito e depois esquecem que estou na sala. — Onde você estava quando ouviu isso? Ele parou de mexer no Rodriguez. — Cara, Nikolay, você está realmente me matando aqui. — Se eu quisesse você morto, eu teria deixado você com aquele buraco na perna e deixado você sangrar até a morte. Você me deve. O rosto de José Luís se contraiu como se eu tivesse lhe dado uma cotovelada na garganta. — É uma casa segura no bairro de Norte West, na verdade. — É lá que o estão mantendo? José Luís assentiu uma vez. — Amarrado no porão. Acho que o tiraram de lá, mas não tenho certeza. Eles me trouxeram para limpar um pouco de sangue e dar comida ao garoto. Ele olhou para Alina. — Desculpe. Seu rosto estava branco pálido e suas mãos tremiam. Ela tentou sorrir. — Muito sangue? ela sussurrou. — Não muito. Eles não o machucaram muito Quero dizer, um pouco, mas você sabe. Alina soltou um soluço estrangulado e desviou o olhar. O rosto de José Luís caiu, então ele olhou para mim e levantou as mãos como se estivesse tentando se desculpar, e eu apenas balancei a cabeça e coloquei uma mão na coxa de Alina. Ela se afastou e de repente parou de chorar. Ela respirou fundo e soltou o ar entre os lábios franzidos. Era quase assustador, o jeito como ela passou de chateada — para nada. Olhar morto, sem sentimentos. A garota sabia como se fechar. Muito interessante. uma habilidade como essa seria útil em uma família como a dos Petrovs. Aprendi algo parecido há muito tempo, antes de ser acolhido por Mikhail, mais ou menos na época em que minha mãe morreu. Mais ou menos no mesmo dia em que entrei no quarto dela e encontrei um cinto enrolado em seu pescoço... Aprendi rápido como silenciar os gritos na minha cabeça. — Ele vai viver? — ela perguntou. — Eles vão matá -lo? — Não sei — disse José Luís. — Eles não falaram sobre isso, apenas que estão mantendo o garoto até que ele não seja mais útil. Eles estavam reclamando que ele é um pé no saco, você sabe, para limpar e essas coisas. — Agradeço a você por ter me contado isso. — Qual é o endereço da casa? José Luís me deu e eu digitei no meu telefone. — Eles não estão brincando com esse garoto, Nikolay. Eles têm muitos guardas por aí o dia todo e a noite toda. — Ele é importante. — Não apenas para algo que estão planejamento, mas eu não sei o quê. — Você acha que o garoto está envolvido? Ele apenas deu de ombros. — Não sei, cara. Só que parece que eles estão preparando alguma merda, mas não me disseram o que. Bati meus dedos na mesa, tentando pensar. Eu não sabia o que os Leones estavam fazendo, roubando esse garoto Petrov e usando Alina para espionar sua família. Eles estavam ocupados tentando matar uns aos outros, não fazia sentido que eles quisessem ir atrás de outra família. A menos que o Pakhan tenha visto algo que eu não vi. Aquele desgraçado poderia ser astuto. Eu conhecia sua reputação, mas se o que todos diziam era verdade, o homem era formidável. Ou talvez eu estivesse pensando demais. Pode ser que os Leones simplesmente quisessem extrair o máximo de sangue e tesouro dos Petrovs enquanto eles tinham uma vantagem. Chantagem era a especialidade deles, afinal. Levantei-me e acenei para José Luís. — Agradeço a ajuda. — Só não traga meu nome para essa merda, tá? O que quer que você esteja fazendo com os Leones, deixe-me fora disso. — Até onde sei, nunca nos conhecemos. Saí da mesa com Alina. Lá fora, ela parou enquanto caminhávamos de volta para o meu carro e se encostou em uma árvore. Observei várias emoções saltando em seu rosto: raiva, tristeza, devastação. — Eles nunca vão mandá-lo para casa. As palavras saíram como um sussurro estrangulado. — Provavelmente não. Ela estremeceu como se eu tivesse lhe dado um tapa no rosto. — Agora você sabe o que precisa fazer — Inclinei a cabeça. — O que decido o que devo fazer ou não. Os olhos estreitos fixamente nos meus. preenchidos com raiva. Fiquei me perguntando como ela conseguiu sobreviver por tanto tempo. — Qual é o seu jogo, você é i****a? O que você ganha com tudo isso? — Ainda não tenho certeza. Ela bufou desdenhosamente. — Você disse que foi criado por Mikhail. Ele é o líder da sua família, certo? Você não parece o tipo de homem que trairia sua figura paterna por nada. Então por que diabos você está fazendo tudo isso? O que você quer de mim? Cheguei mais perto, pensando na noite em que ela me beijou, na sensação de sua b****a escorregadia de excitação, nos gemidos que saíam de sua garganta enquanto ela gozava em êxtase incrível, e eu queria explicar como aquele momento foi revelador para mim, como eu ainda pensava nisso e sentia meu p*u endurecer quase instantaneamente, como desde que a provei, não conseguia tirá-la da minha mente. Mas ela nunca acreditaria nisso. E eu não podia culpá-la. Eu era um assassino, um bandido, uma b***a — e ela conhecia meu tipo. Ela era inteligente o suficiente para pensar que eu estava mentindo. Pela primeira vez na minha vida, eu não estava, e não sabia como fazer com que ela percebesse isso. Todos que já foram importantes para mim acabaram mortos. Minha mãe, meu pai. Amigos da família. Os cadáveres se estendiam por anos. Cadáveres, corpos, sangue. Homens implorando pela vida deles. Mulheres implorando por mais uma chance. E todos eles se foram. Por que diabos eu estava ajudando ela? — Você sabe o que eu quero de você. — Eu a encarei e senti a fome rondar meu peito. Eu senti meu p*u crescer contra minha cueca boxer. — Você não pode ter isso. — Ela sussurrou as palavras como se elas doessem. Ela as forçou a sair como se estivesse vomitando em um piso frio de ladrilho. — Talvez você me possua, mas você não pode me ter. Você não entendeu? Não há nada para ter. — Eu que julgarei isso. Agora, vamos lá, não deveríamos ficar na rua. Não há como saber quem está nos observando. Eu me virei e comecei a andar de volta para o caminhão. Depois de um momento, ela se apressou e me alcançou. Seus braços a envolveram, abraçando-a com força, e não falamos enquanto dirigíamos de volta para minha casa.
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