Algumas horas depois Leonardo emerge das profundezas de um edifício inacabado. Ele está completamente coberto por uma camada uniforme de poeira de construção, e a sua camisa, que estava branca como a neve há apenas algumas horas, agora tem uma tonalidade cinza. — Leandro, por acaso você tem comida no seu carro? Aidarov pergunta ao irmão. Ele abre as mãos e Leonardo enxuga o rosto com as costas da mão. — Droga, eu comeria qualquer coisa agora. Estou morrendo de fome. — Você acabou de espalhar a sujeira no rosto. Ele disse tirando lenços umedecidos da bolsa. — Não estamos tão longe da cidade, não é? Talvez pedir uma pizza? Ou hambúrgueres. — Sônia, veja no mapa o que está por perto. Leandro se vira para mim, esperançoso. — Comida para todos e... Leonardo te

