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A Escolhida do Traficante

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Júlia jurou nunca se envolver com o homem mais perigoso do morro. Bruno é frio, c***l e dono de um poder que faz todos abaixarem a cabeça, menos ela. Mas basta um olhar para transformar provocação em desejo, e desejo em obsessão.Entre ameaças, ciúmes, segredos e noites incendiárias, Júlia se vê presa em um jogo perigoso com o traficante que a escolheu para si. Bruno sempre consegue o que quer. E agora, ele quer ela.No morro, amar Bruno pode ser o maior pecado… ou a perdição mais gostosa da vida dela.

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Capítulo 1 — A Menina que Não Abaixa a Cabeça
Júlia No morro, a gente aprende cedo que sobreviver é diferente de viver. Eu descobri isso ainda menina, quando entendi que o barulho do tiro fazia parte da rotina da mesma forma que o funk alto nas lajes, o cheiro de café passado de manhã cedo e as vozes das vizinhas gritando nome de filho no beco. Cresci vendo gente baixar a cabeça por medo, por dívida, por fome, por homem. Eu não julgo. Cada um sabe onde a dor aperta. Mas, desde nova, eu prometi uma coisa pra mim mesma: podia me faltar dinheiro, paz e até sorte. Coragem, não. Naquela manhã, o céu tinha acordado cinza, pesado, como se o Rio inteiro estivesse segurando a respiração. Eu subi a viela com duas sacolas de mercado cortando meus dedos e o suor colando minha blusa nas costas. O morro já estava acordado fazia tempo. Criança correndo descalça, rádio estourando sertanejo numa janela, moto subindo rápido demais e homem demais parado em esquina, olhando tudo como se fosse dono do mundo. Eu odiava esse tipo de olhar. — Júlia! — dona Marlene me chamou da porta, com um pano no ombro e a testa brilhando de calor. — Teu irmão saiu cedo de novo. Assenti com a cabeça. — Eu sei. Depois eu puxo a orelha dele. Ela riu, mas era riso cansado, desses que a vida mastiga antes de deixar sair. Continuei andando até a nossa casa, uma construção simples, apertada, com parede descascada e alma de fortaleza. Era feia pra quem olhava de fora. Pra mim, era o que ainda restava de lar. Empurrei o portão, entrei e deixei as sacolas na mesa. Tinha conta atrasada dentro da gaveta, arroz contado no pote e preocupação sobrando no peito. Minha rotina era sempre uma guerra silenciosa: fazer o dinheiro esticar, vigiar meu irmão mais novo pra ele não se perder, aguentar cantada de homem folgado na rua e ainda sorrir pra ninguém perceber o peso que eu carregava. Mas eu carregava. E carregava sozinha. Depois de arrumar a casa e trocar de roupa, desci para o trabalho na lanchonete da praça. O caminho era o mesmo de sempre, mas no morro até o conhecido pode virar ameaça em questão de segundos. Passei pelo campinho, pela escadaria onde as meninas sentavam pra fofocar, e virei o beco estreito que cortava caminho. Foi ali que ouvi a voz. — Tá bonita hoje, Júlia. Revirei os olhos antes mesmo de olhar. Beto estava encostado na parede, com o boné torto e aquele sorriso de quem confundia insistência com charme. — E você continua inconveniente — respondi, sem parar. Ele se afastou da parede e veio atrás de mim. — Qual foi? Só tô falando. — Então fala pra tua sombra, porque eu não tenho interesse. — Tu se acha demais. Parei. Virei devagar. As casas ao redor pareciam mais quietas, como se até elas soubessem que alguma coisa estava prestes a acontecer. Beto deu mais um passo, e eu senti aquele velho fogo subir pelo meu peito, o mesmo que me impedia de engolir desaforo desde sempre. — Escuta bem — falei, encarando ele sem piscar. — Eu não me acho demais. Só não fui criada pra aceitar migalha de homem folgado. Então me erra. O sorriso dele morreu. Por um segundo, achei que ele fosse insistir. O maxilar travou, os dedos dele abriram e fecharam ao lado do corpo. Eu conhecia aquele tipo de reação. Homem que não suporta ouvir “não” quase sempre tenta transformar raiva em coragem. Só que eu também conhecia o meu nome e a força que tinha dentro dele. — Tu fala assim comigo porque tá no morro, né? — ele soltou, baixo. Inclinei a cabeça. — Eu falo assim em qualquer lugar. Ficamos nos encarando por mais um instante, até ele cuspir no chão e sair resmungando. Só depois que virou a esquina eu respirei direito. Meu coração estava acelerado, mas não de medo. Era ódio. Ódio de precisar estar alerta o tempo inteiro. Ódio de saber que, naquele lugar, ser mulher e bonita já bastava pra acharem que tinham algum direito sobre você. Passei a mão no rosto e voltei a andar, mais dura do que antes. Quando cheguei à praça, o movimento já tinha engrossado. A lanchonete fervia, óleo chiando, copos batendo, gente pedindo salgado fiado como se eu tivesse milagre no bolso. Trabalhei no automático, mas a sensação estranha não me largava. Era como se alguma coisa tivesse mudado no ar. Como se olhos demais estivessem me seguindo. No fim da tarde, quando saí pra jogar o lixo na caçamba atrás do comércio, senti de novo. A presença. Olhei por reflexo para o alto da rua, onde os homens armados costumavam circular como se fossem parte da paisagem. E, entre eles, um se destacava não pelo barulho, mas pelo silêncio. Postado mais acima, cercado de respeito e distância, ele observava tudo com uma calma que metia medo. Ou talvez não fosse tudo. Talvez fosse eu. E, pela primeira vez naquele dia, um arrepio deslizou pela minha espinha. Não de fraqueza. De aviso.

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