Víbora Narrando A indignação ainda queimava no meu peito quando subi na moto. Aquele coice de mula do Sanga, meter os dois pés no meu peito como se eu fosse uma intrusa, uma fofoqueira qualquer. p**a que pariu. Eu, que seguro metade do morro pra ele, que cuido da grana, da logística, e agora, por tabela, da cabeça e do corpo daquela menina. A vontade de enfiar a mão na cara dele e gritar “acorda, seu emocionado do caralhø!” foi grande. Muito grande. Mas engoli. Como sempre. Só virei as costas e saí, porque se ficasse mais um segundo, eu soltava o verbo e a p***a toda ia pro saco. Mas ele errou feio em uma coisa: achou que eu ia embora e ficaria quieta. Errado. Problema dele, ele disse. Beleza. Mas a Mariana, dentro dessa história toda, virou problema nosso. Das minas. Da matilha. E eu nã

