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A Babá e o Magnata de Gelo

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Blurb

Depois de descobrir que o próprio noivo a traiu, Hannah Brooks vê sua vida desmoronar. Desesperada por um recomeço, ela aceita um trabalho que nunca imaginou ter: babá de um garotinho de três anos. — mesmo que ela nunca tenha cuidado de uma criança antes.O que Hannah não esperava… era que o pai do pequeno Theo, seria claramente o maior impecilho para seu trabalho. Cael Sterling, aos 38 anos, o magnata conhecido por sua frieza domina o mundo dos negócios e mantém todos à distância. Para ele, contratar uma nova babá deveria ser apenas uma decisão prática.Mas Hannah Brooks não segue regras com facilidade.Ela discute com ele.Desafia sua autoridade.E parece completamente imune ao gelo que mantém todos afastados.E tudo muda quando o pequeno Theo passa a ver em Hannah a figura materna que nunca teve. Entre discussões constantes, olhares perigosos e uma atração que nenhum dos dois deveria sentir, trabalhar na casa de Cael Sterling começa a se tornar um erro cada vez mais difícil de evitar.Porque existe uma regra muito clara naquela casa: Não se apaixone pelo chefe. Regra que pode ou não, esta prestes a ser quebrada.

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🥀 Prólogo 🥀
Hannah Brooks Há certos momentos na vida em que costumamos questionar nossas escolhas. O que fizemos no passado é o reflexo de quem somos hoje. E, parando para pensar por um momento... Se somos o reflexo do nosso passado, então o meu "eu" de antigamente estaria feliz com quem me tornei hoje? Eu não saberia responder a essa pergunta se ela me fosse feita por outra pessoa, assim como também não sei o que responder enquanto eu mesma a faço neste momento. É estranho pensar que, lá atrás, enquanto crescia, eu queria ser a princesa que seria salva por um príncipe em um cavalo branco. Hoje, eu não acredito mais em príncipes - e não sou muito fã de cavalos desde que caí de um, aos quinze anos, num passeio escolar numa fazenda. É uma longa história, de fato... talvez eu conte depois. O que quero dizer é que não é porque idealizamos algo para a nossa vida que isso irá se concretizar - ou acontecer da forma como esperamos. Mas também não posso deixar de me sentir grata por tudo o que conquistei. Eu tenho um emprego que paga minhas contas. Não é o emprego dos sonhos, mas cobre as despesas e a faculdade. Tenho um teto sobre minha cabeça, mesmo que seja na casa dos meus pais. Tenho uma família, ainda que disfuncional. E tenho um noivo que me ama - e estamos prestes a nos casar, mesmo que o casamento esteja sendo adiado há meses por causa dos nossos problemas financeiros. O que quero dizer é: nem tudo são flores, mas ainda assim sou muito grata pelo que tenho. Mesmo que o meu guarda-chuva tenha ido parar no espaço, eu esteja carregando sacolas de supermercado pesadas e encharcadas enquanto tento abrir a porta de casa no meio de uma tempestade - e, aparentemente, ninguém tenha me ouvido chegar. Mesmo que a chave insista em não entrar na maçaneta, me fazendo ficar cada vez mais molhada... apesar de ser, sim, a chave certa. Respiro fundo quando ouço o barulho da porta sendo destrancada. Pego as sacolas, finalmente conseguindo entrar em casa. Estou parecendo a Samara do poço - mas, ao menos, consegui fazer as compras da semana. Caminho até a cozinha, passo pela sala e encontro meu pai no sofá assistindo a um jogo, enquanto minha mãe está na poltrona com seu kit de crochê nas mãos. Seus olhos levantam ao me ver chegando, e um pequeno sorriso surge em seus lábios. - Hannah querida, você finalmente chegou - diz ela, com um sorriso torto. - Sua irmã estava perguntando quando você chegaria. Algo sobre precisar de duzentos dólares emprestados. Ignoro aquelas palavras e apenas sigo para a cozinha. Estou ensopada, e o que menos preciso agora é me preocupar com a forma que a Amelie vai inventar para me pedir dinheiro emprestado. Empréstimo esse que, aliás, nunca teve pagamento. Ponho as sacolas sobre a bancada e reviro os olhos ao ver a pilha de louça suja na pia. Eu sempre lavo - se não, ela fica ali por semanas. Mas não hoje. Preciso subir e estudar para a prova de amanhã. Guardo as compras em seus devidos lugares, pego uma maçã e saio da cozinha em direção às escadas, subindo degrau após degrau até meu quarto. Tudo o que quero é me trancar e só sair de lá depois de horas de estudo. - Hannah, querida - a voz da minha mãe soa novamente. - Onde vai? Não vai preparar o jantar? E lembra que também precisa lavar aquela louça que está na pia. Ela diz isso me fazendo parar no meio da escada, encarando-a sem acreditar no que ouvi. - A Amelie pode muito bem fazer as duas coisas, mãe - digo com firmeza. - Eu preciso estudar para uma prova importante amanhã. - Não fale da sua irmã dessa forma, Hannah- ela responde em um tom mais duro. - Você sabe que nossa Mel não pode fazer essas coisas. Ela tem alergias severas e não pode sequer encostar em produtos de limpeza. E quanto ao jantar, ela não sabe cozinhar. - A Amelie não tem alergia, mãe. Ela tem preguiça. São coisas totalmente diferentes. - digo com indiferença. - E quanto ao jantar, vocês podem muito bem pedir alguma coisa. Sem esperar por resposta, termino de subir as escadas e entro no meu quarto, trancando a porta atrás de mim. Me preparo para começar minha maratona de estudos. Mas antes... preciso de um banho e de roupas secas antes que eu acabe contraindo uma pneumonia. A dinâmica da minha casa pode ser considerada complicada - talvez até tóxica. Mas, depois de viver vinte e três anos sob o mesmo teto, dentro do mesmo sistema, a gente acaba se acostumando. Em certos momentos, é como se você parasse de se importar com o que os outros fazem ou deixam de fazer. Desde que me entendo por gente, as coisas sempre foram assim. Amelie era a frágil, a que precisava de cuidados. Eu? Sempre a forte, a responsável, a independente. Em aniversários, ela ganhava os presentes mais caros, luxuosos, mesmo que nossos pais m*l pudessem pagar. Eu? Ficava com as coisas práticas: vales-presentes, meias, livros. Quando questionava, a resposta era sempre a mesma: - Sua irmã precisa mais do que você querida. - era oque meu pai costumava dizer. E então tinha minha mãe. - Ela é mais nova querida, achei que você entendesse isso. Você é tão madura para sua idade. É aí que muitos se perguntam: o que ainda estou fazendo aqui? Por que ainda moro com os meus pais, se tudo é tão desigual? A resposta é simples: não tenho dinheiro suficiente para sair de casa. Mesmo aos vinte e três anos, ainda não juntei o bastante para ter meu próprio canto. Trabalho em uma lanchonete no centro. Meio período. O suficiente para pagar a faculdade e cobrir o básico - e, mesmo assim, ajudo em casa. Pelo menos esse trabalho me permite estudar. Minha mãe está desempregada. Meu pai trabalha como contador em uma empresa de médio porte. E minha irmã? Bem, ela é "jovem demais" ou "frágil demais" para trabalhar - segundo os meus pais. Então, sair de casa agora seria inviável. E no meio de tudo isso, ainda tem o casamento. Ryan e eu estamos juntos há dois anos e alguns meses. Nos conhecemos na lanchonete onde trabalho e nos demos bem logo de cara. Saímos algumas vezes, até ele me pedir em namoro. Quando completamos um ano e meio juntos, ele me pediu em casamento durante um jantar na casa dos pais dele. E eu aceitei. Eu o amo, claro. Temos planos para o futuro e, mesmo com tão pouco, ele consegue me fazer a mulher mais feliz do mundo. Saio do banho e vou para o quarto, já vestida. Meu celular vibra em cima da mesa - graças a Deus, deixei ele em casa hoje. É uma mensagem do Ryan. "Pensando em você." Abaixo, uma foto dele fazendo mais um de seus esboços. Sim, ele é um aspirante a pintor/cantor que ainda não teve sua grande chance. No momento, trabalha repondo prateleiras no Walmart. Mas isso não importa. Eu o amo. Acredito no seu talento - assim como ele acredita em mim.

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