CAPÍTULO 38 BIBI NARRANDO O meu chão parecia girar. A voz do Escorpião ecoava na minha cabeça, mas eu m*l conseguia raciocinar. Júlio… preso. As palavras batiam e voltavam, sem fazer sentido. — Não… — murmurei, o peito travando. — Isso é mentira. — Queria que fosse, Bibi. — ele disse, ofegante. — Mas os cara tavam de tocaia, cercaram tudo. Ele nem teve tempo de correr. Senti as lágrimas queimarem, a vista embaçando. — Meu irmão, Escorpião… meu irmão, caralhø! Ele segurou meus ombros, firme, tentando me manter de pé. — Respira. Eu já tô vendo o que dá pra fazer. Vou falar com o advogado, ver se conseguem tirar ele antes da audiência. — E se não der? — perguntei, a voz falhando. — E se ele for pra cadeia lá em Foz do Iguaçu? — Ele não vai, porrä. — ele respondeu, a mandíbula tra

