Os dias iam passando em meio a tardes ensolaradas no campo, onde Henry e Isaak se divertiam no campo, fosse Isaak acompanhado Henry num dia de pastorar o gado, fossem tardes onde eles sentavam a noite na varanda tomando chocolate quente e jogando conversa fora, voltavam sempre que dava para um banho no rio ao final de alguns dias exaustivos, Isaak não saia do quarto do mais velho, dividiam a mesma cama, o quarto que o foi designado em sua chegada apenas servia para que ele fosse em busca de roupas sempre que tomava banho. A relação dos dois foi se estreitando, tornando-se um laço quase que inquebrável, onde eles mantinham uma boa comunicação, que foi construída nas poucas conversas e diálogos sinceros um com o outro.
Era raro ter algo assim, esse tipo de ligação em uma semana e alguns dias, mas com esforço da parte dos dois, estava dando certo. Logo chegaria o dia de partir, o casamento aconteceria em menos de uma semana, Isaak tinha certeza agora que queria aquilo, mas ainda sentia medo. Tudo o que fez para que isso fosse meio que esquecido foi se concentrar em seus momentos com o noivo, onde eles se divertiam, faltando dois dias para deixarem a fazenda, eles estavam em um jantar romântico na sala da grande casa, a mesa foi posta e os empregados deixaram a casa para eles, saindo mais cedo e partindo para casa a pedido do mais velho que queria ter mais alguns momento a sós com o noivo antes de partir.
Já tinham jantado e agora mantinham uma conversa animada, Isaak estava na quarta taça de vinho, e Henry em sua terceira, já dava para notar a embriagues nos sorrisos fáceis e risadas altas.
— Teve uma vez que voltei muito bêbado das noites de festas, meu pai odiava. — O sorriso se desfez do rosto de Isaak. — Eu era um grande filho da p**a. Não aceitei a morte da minha mãe e tentei me destruir por causa disso, mas sabe, eu já estou cansado de sofrer por causa disso, de ser quem eu não sou para agradar pessoas que não estão se fodendo para mim, eu sou uma grande merda, perdi minha mãe e ao invés de cuidar do meu pai eu estava tentando impressionar pessoas com medo de ficar sozinho, sendo que minha única família ainda estava ali, do meu lado, tentando cuidar de mim, eu fui tão cego. — Isaak tem lágrimas nos olhos enquanto fala, ele gargalha alto e joga a cabeça para trás no encosto da cadeira.
— Tudo bem meu amor, você fez o que pode para se manter são. — Ele levanta a cabeça e encara Henry com um grande sorriso.
— Pela primeira vez eu não preciso mostrar um lado meu que não é verdade. Eu posso ser eu mesmo. — Seus olhos apaixonados brilham na direção de Henry. — Você foi algo tão bom que aconteceu na minha vida, muitos não tem a sorte que eu tive de encontrar alguém a quem se agarrar. Você deixa eu me agarrar a você e ainda me puxa para mais junto, não me deixa afogar. Esses dias ao seu lado, foi verdadeiramente maravilhoso, eu amei, me fez sentir vivo como a muito tempo eu não sentia. Eu não precisei beber para fugir da minha realidade porque você a transformou num mar de rosas.
— Isaak. — Henry diz, completamente hipnotizado pelo homem a sua frente.
O mais novo solta uma risadinha e se levanta de sua cadeira, e meio tropego ele vai em direção ao futuro marido, e se apoiando nos ombros largos ele passa as pernas pelas da de Henry e se senta sobre o colo do mais velho, circulando o pescoço alheio com suas mãos, deixando um selinho estralado nos lábios do noivo ele sorrir.
— Você é tão lindo. — Henry beija os lábios do outro novamente. — Que tal você ficar ao meu lado para sempre?
— Isso é um convite irresistível. — Mordendo os lábios do noivo Isaak sussurra contra os lábios dele.
— É, eu sei. — Então ele toma a boca de Henry na sua, num beija calmo onde os dois sentem os pelos arrepiarem, as línguas se enroscam numa dança calma, mas barulhenta, os corpos se chocam de uma forma maravilhosa, Isaak sente o p*u do mais velho roçar sua b***a. Ele gosta daquilo, muito. Mais do deseja admitir.
— Isaak. — Henry chama.
— Humm. — Ele responde, empenhado em abrir os botões da camisa social do noivo.
— Não vou prometer que será um mar de rosas por todos os nossos dias, pois será impossível nos manter assim pelos nossos dias, prova disso é o nosso começo junto, mas posso prometer que irei fazer o impossível para me manter calmo durante nossas futuras brigas, irei nos manter juntos mesmo com elas, pois será impossível não discutimos, mas iremos manter a conversa, farei o impossível para que seja feliz durante seus dias ao meu lado.
— Iremos manter esse relacionamento da melhor forma possível.
— Sim, iremos fazer isso. — Isaak sorrir e volta a beijar o mais velho, os dois estão envoltos em uma onda de desejo e amor, se deixam levar, uma pequena briga entre cão e gato que não durou muito, mas serviu para os aproximar, fazer deles um casal apaixonado e doce, doce até demais.
Com um suspiro, Isaak deixou que sua camisa fosse retirada, e assim ele fez o mesmo com o maior, os torços nus, se tocando, era como uma bela canção de arrepiar a alma, aquilo era mais do que algo carnal, tão forte que quase fazia o mais novo chorar ao se derreter no braço alheio.
Deixando beijos e prováveis marcas sobre o pescoço e torso do mais novo Henry não se continha com o seu crescente desejo, ele sempre ansiava por mais do seu noivo, ele sempre queria e queria mais, nunca era o suficiente.
Com as roupas não mais impedindo aquele contato precioso entre os dois corpos, Isaak explorou o corpo alheio, beijando e lambendo onde podia tocar na posição que se encontrava, enquanto o mais velho se empenhava em abrir caminho para que seu p*u se aprofundasse no mais novo.
Beijos estalados e molhados quando Henry retirou seus dedos de dentro do menor e o substituiu por seu p*u, Isaak gemeu, sentindo cada centímetro entrar cada vez mais fundo. Henry sabia exatamente o que fazer para deixar Isaak implorando por mais, ele acetava o lugar certo várias e várias vezes, Isaak gemia sem controle, no ouvido do mais velho e o acendia ainda mais, o menor começou a se mover em cima do noivo, acompanhado seus movimentos, os dois estavam em sincronia, se amando em corpo e alma, era um amor, um sentimento tão genuíno, como alguém no mundo poderia dizer que aquilo alguma vez foi considerado errado?
— Eu te amo. — Henry deixou que as palavras saíssem, com um suspiro e seu g**o preenchendo o interior do menor.
Isaak estava cansado, sem forças, mas reuniu as últimas que tinha e levantou a cabeça depois de gozar junto com o futuro marido, ele ainda sentia seu corpo vibrar, ele sorriu e encostou sua cabeça na de Henry.
— Eu também te amo.
Não precisou demais, eles sorriram apaixonadamente um para o outro e se beijaram, firmando aquele laço mais uma vez.
Eles estavam apaixonados e não tinha mais como negar o obvio.
Era o último dia dos dois na fazenda, Isaak já estava sentindo falta do lugar, e apenas estava em seu quarto estudando, mas cada momento que passou na fazenda passava por sua cabeça, estava difícil se concentrar nas aulas aquela manhã.
Ele acordou cedo quando sentiu a cama se movimentar, era Henry acordando e saindo para seu último dia ali, ele iria dar uma olhada na parte burocrática da fazenda, ver se tudo estava em seu devido lugar, olhar os animais uma última vez e passar algumas novas instruções. Então Isaak acordou junto e tomaram café da manhã juntos também, depois ele terminou um novo livro que tinha começado e ler e agora se encontrava estudando, na parte da tarde eles iriam para um último passeio a cavalo, Isaak já estava morrendo um pouco por dentro por ter que abandonar Nuvem por alguns dias que ele nem ao menos sabia quanto. Ele tinha se aperfeiçoado ao animal e a cavalgar, estar em cima do cavalo, sentir o vento no rosto e nos cabelos dava uma sensação de liberdade, de ser livre realmente, ele esquecia tudo quando estava sobre Nuvem vendo verde para todos os lados, o azul sobre sua cabeça e as aves a voar pelo horizonte. Era lindo e fascinante. Ele sentiria muita falta dali, mas sabia que ainda voltaria e muito para aquele lugar, seu coração se mantinha calmo por causa disso, dessa certeza.
Terminado a aula depois de muito lutar para se manter concentrado, Isaak desceu para a sala de jantar bem quando o almoço estava sendo terminado de ser servido, ele olhou o relógio que carregava no pulso e passava das onze e meia e nada de seu noivo ter voltado.
— Senhor, sente-se. Soube por alguns empregados que vieram do campo que teve uma complicação com o gado, uma vaca foi picada por uma cobra e parece que ela estava para parir, então o senhor Henry está cuidando de tudo.
— Entendo. Obrigado. — Com um aceno a cozinheira, Suzi, se retira e volta para a cozinha, então Isaak acaba seu almoço sem companhia.
Passava das quatro da tarde quando Isaak cansado de ler se levanta do sofá e segue até a varanda de trás onde dar para o pasto, ele se senta sobre os degraus e encara a árvore onde eles tiveram a primeira conversa sobre os bancos de cimento ao redor da mesa. Ele fica ali sentado, esperando, enquanto algumas pessoas passam para lá e para cá, cuidando dos animais ou apenas passando. Seus pés batem impaciente sobre a terra que os seus pés pisam, quando ele avista um cavalo n***o vindo ao longe, seu sorriso se alarga e ele se levanta, andando na direção do seu amor.
Henry desce do cavalo com Isaak já próximo e dar alguns passos que os separavam, segurando o corpo menor, Henry beija os lábios doces do noivo.
— Desculpe a demora, nosso último dia aqui e eu apenas não estava com você. — Ele diz, sua mão acariciando a bochecha alheia. Isaak sorrir e beija a bochecha do noivo.
— Tudo bem, você tinha que ajudar. O que aconteceu com o bezerro? Mais um parto bem-sucedido na fazenda?
— Sim, felizmente conseguimos salvar a vaca e o filhote.
— Fico feliz com isso. — Henry sorrir e segura o corpo menor ainda mais perto do seu.
— Quando viermos novamente, irei te ensinar tudo sobre a fazenda, assim não terá que ficar aqui na casa a maior parte do tempo, poderá andar por aí e resolver as coisas que quiser resolver. O que acha da ideia?
— Eu amei, eu gostei muito desse lugar. Será maravilhoso cuidar de tudo junto com você.
Eles sorriem um para ao outro e seguem para dentro da casa de mãos dadas, Henry faria um pequeno lanche antes do jantar já que não tinha almoçado.
Um pouco longe dali Marcos Walker olhava pela janela do carro enquanto os prédios da cidade passavam pela janela, seus pensamentos estavam no filho e no futuro genro, eles receberam notícias pela cozinheira todos os dias pelos dias que se passaram dos dois na casa as sós, as notícias eram animadoras, mas ainda sentia seu peito apertar, ele tinha que falar com o filho. Sua mão que pousava em sua cocha direita foi pega, o assustando e lhe tirando dos seus pensamentos.
— O que tanto pensa? — Alexandre Rossi pergunta enquanto beija a mão de seu amor.
— Em nossos filhos.
— Eles ficaram bem, não se preocupe, Suzi disse que eles estavam bem, nem mesmo mais brigam, vivem sozinhos e aos risos, eles estão se acertando. — Os olhos de Marcos lacrimejam.
— Eu preciso falar para ele, eu temo por isso. — Alexandre sente o bolo na garganta. Mesmo assim sorrir.
— Tudo meu amor, eu vou estar com você, não ficará sozinho, nem Isaak, ele terá o Henry. — Com os olhos molhados Marcos encara Alexandre.
— E você? terá a quem?
Engolindo a seco e desviando os olhos Alexandre tenta não deixar as lágrimas caírem.
— Eu ainda terei você, para sempre eu terei você. — Ele puxa seu amor para seu peito, e chora baixinho com o nariz nos cabelos cheirosos de seu grande amor.