Capítulo 13 GABRIELA NARRANDO Ele parou de repente. O peito dele subia e descia rápido demais. Ele me encarou, e por um segundo, o ódio no olhar dele deu lugar a algo que eu não soube identificar. Ele parecia estar em uma luta interna tão violenta quanto a que aconteceu lá fora. O olhar dele desceu, rápido como um raio, para a minha boca e depois para o meu corpo, antes de voltar a ficar frio como gelo. — Tu não quer ajudar porrä nenhuma! — Ele deu mais um passo na minha direção, agora a expressão dele era de um animal encurralado, instável, perigoso. — Tu quer me testar. Tu quer ficar perto pra ver até onde eu aguento. Eu acabei de ver homem morrendo na minha frente, Gabriela! Eu tô com o sangue fervendo e tu aparece aqui, com esse cheiro, com essa pele... Tu acha que eu sou de ferro?

