Capítulo Quatro — Isabela

2504 Words
Foi uma verdadeira guerra, convencer os meus pais de que não havia necessidade de ir para o hospital, talvez a super proteção deles, seja porque eu sou filha única e eles ficam apavorados, só de imaginar que possa acontecer alguma coisa comigo. — Ainda acho que você deveria deixar de ser teimosa e ter ido ao hospital filha, não custava nada, já que você está dizendo que está em perfeita condições, não vejo porque não ir ao médico. Abraço a minha mãe, dizendo que não é necessário, não tem porque ocupar uma ambulância, movimentar um hospital inteiro, somente para ver que eu estou bem. — Não tem porque se preocupar dona Arlene, eu estou em perfeita condições, foi apenas um susto, que eu não gosto nem de lembrar, agora o importante é que eu estou bem e que o documento que o meu pai tanto queria está aqui, inteiro na minha bolsa, agora não tem porque vocês dois brigarem. O meu pai diz que foi por causa deste maldito documento, que eu quase morri e que se ele soubesse que isto ia acontecer, jamais teria brigado com a minha mãe por isso. — Por causa deste documento que você quase morreu minha filha, se eu soubesse nem tinha levantando este assunto com a sua mãe. Explico para os dois que se tivesse que acontecer, iria acontecer, se não fosse este documento, seria por outra coisa, mas eu iria ter que está naquela fábrica hoje. — Não foi por causa de documento nenhum, vocês dois tirem isto da cabeça, porque era para acontecer, independente se tivesse este documento lá ou não, eu iria de alguma forma, parar naquela fábrica, agora os dois parem de discutir por minha causa, porque eu estou indo tomar um banho e vou na produtora, já fiquei quinze dias longe de lá. Os dois reclama, diz que eu deveria ficar em casa, pelo o menos hoje, mas o fato de ficar em casa, não vai apagar o que aconteceu, também estou com umas ideias novas e quero compartilhar com os meus amigos, por que antes de sermos uma equipe, somos amigos. — Isabela porque você não fica em casa? Não acha que o dia hoje, não já foi cheio de emoções, além do mais já é noite, quem você vai encontrar, trabalhando na produtora a está hora? Claro! Que o meu pai seria o primeiro a perceber a questão do horário, mas na verdade, eu já tinha marcado está reunião com eles, inclusive acabei me atrasando por conta deste incêndio. — Todos pai, na verdade, eu já tinha marcado está reunião, porém acabei me atrasando, por causa deste incêndio e por ter ido na fábrica, mas não se preocupem, eu estou bem, só estou indo lá em cima, tomar um banho, para tirar este perfume de fumaça e seguir para a produtora e não se preocupem comigo. Subir antes que a minha mãe, também resolvesse falar, porque se não, eles vão acabar me convencendo de marcar está reunião, para outro dia e não quero fazer isto, pois estou repleta de ideias e claro além de dividir com todos, quero ver se a gente monta uma estratégia, para conseguir patrocínio para colocar em prática tudo que estamos pensando. — Pai, mãe eu já estou indo, não se preocupem comigo logo estou de volta. Ainda escuto, quando a minha mãe, fala que eu só invento e eles que ficam em casa preocupados, mas não posso parar a minha vida, eu estou bem, não me aconteceu absolutamente nada, graças ao Mateus, eu não tenho se quer um arranhão no corpo, então, não existe motivos, para desmarcar a nossa reunião, claro que estou com mais de uma hora de atraso, até já pedi desculpas, no nosso grupo do w******p, mas lá eu explico a loucura que foi o meu início de noite, tenho certeza que eles vão entender. — Desculpem, pelo atraso pessoal, é que digamos que a minha noite foi um pouco mais movimentada que o normal. A Drica diz que não tem problema, pois ela aproveitou, para amadurecer umas ideias também, estou animada, vejo que a nossa reunião será bastante produtiva, o que eu tenho para propor, é algo que já estamos acostumados, quer dizer uma das ideias, que é um documentário sobre a vida dos bombeiros, mas o outro é algo totalmente novo. — Foi até bom você ter atrasado, porque eu aproveitei para rabiscar umas ideias legais também no papel e expor para vocês agora na nossa reunião. Antes de tudo eu me sinto, na obrigação de dizer a eles, o motivo deste atraso, até pelo fato de que não gosto de chegar atrasada, eu gosto sempre de chegar antes do horário combinado. — Na verdade, eu me atrasei sem querer Drica, os meus pais, iniciaram, uma discussão, por causa de um documento, que o meu pai havia esquecido na fábrica e a minha mãe, estava alegando que ele esqueceu porque foi defender a minha sogra. Minha amiga diz que isto não é novidade e que dá para perceber de longe, que a dona Arlene, tem um ciúmes tremendo dela. — Sua mãe não consegue disfarçar que tem ciúmes dela, não é amiga? Qualquer pessoa consegue perceber isso. Sorrio, pois ela está dizendo a coisa certa, realmente minha mãe tem ciúmes, da minha sogra, quer dizer, eu nem sei o que ela vai ser mais minha, porque está mais do que claro que eu e o Carlos, não temos mais nada a ver. — Também, porém eu me ofereci para ir buscar este documento, porque os dois estavam, numa briga tão acalorada, que eu achei melhor intervir e vocês sabem, que não costumo fazer isso, porém eu vi que as coisas estavam saindo do controle e decidir ajudar, peguei a minha bicicleta e fui até a fábrica buscar o bendito documento, para ver se os ânimos acalmava entre eles. Os meus amigos diz que estava explicado o motivo de mais de uma hora, m*l eles sabem que ainda tem mais. — Agora em entendi amiga, porque você se atrasou desta maneira, em nossas reuniões, às vezes você é a primeira a chega. Falo para Drica que ainda não acabou e que a pior parte ainda está por vir. — Mas não foi só isso não Drica, eu entrei na fábrica normalmente, o segurança falou comigo, deixei minha bicicleta sobre vigília dele e seguir com o meu dever, que era pegar este bendito documento, até encontrei o mesmo rápido, porém eu não sei como a fábrica pegou fogo, somente do lado em que eu estava, vocês não imaginam, o quanto eu fiquei desesperada, vendo a fumaça entrando pela porta, sem saber como sair daquela enrascada, que eu havia me metido. Eles ficam boquiabertos, engraçado, todos desconfiam deste incêndio, até porque meu pai sempre cuidou da segurança de todos pessoalmente, os bombeiros foram até solicitados por ele, para fazer a vistoria primeiro do que a data prevista. — Como assim um incêndio Isabela? Seu pai sempre ficou de olho em tudo na fábrica, para que anda colocasse em risco a vida das pessoas. Digo para a mesma, que também estamos sem entender e que os próprios bombeiros que fizeram a vistoria, ficaram abismados, pois não havia nada que pudesse inciar um incêndio por conta própria. — Os bombeiros também não intendem o que aconteceu, na verdade, só vamos saber, quando sair o resultado da perícia, mas eu tenho quase certeza, de que alguém colocou fogo na fábrica do meu pai de propósito. Todos perguntam ao mesmo tempo se eu estou bem e se não quero marcar a reunião para outro dia, que mania é essa das pessoas acharem que eu estou sem condições de fazer nada, somente porque passei por um pequeno susto no começo da noite. — Se quiser marcar a reunião para outro dia, a gente vai entender Isa. Confesso que estava morrendo de saudades de escutar este apelido, pois faz tempo que não escuto eles me chamarem assim, na verdade, faz só quinze dias, eu que sou dramática mesmo. — Nada disso, eu estou com inúmeras ideias e se remarcarmos, capaz delas escaparem, por isso não vou dá, nem tempo de vocês respirarem e já vou dizer a minha primeira ideia, eu pensei que seria interessante fazermos um documentário sobre os bombeiros, poderíamos iniciar explicando as origens da profissão, essas coisas, além de mostrar desde do treinamento, até os chamados e as demandas eles. Minha amiga diz que será difícil o chefe deles, permitir que a gente filme as operações ou que participe com eles apenas para mostrar no documentário, mas eu não sou mulher de desistir fácil, então se eu levar um não, mesmo assim vou persistir para que o mesmo libere ao menos a rotina, o treinamento, essas coisas. — A ideia do documentário é boa Isabela, acho que você a teve depois de ser salva hoje por um, mas a questão é que eles fazem inúmeros trabalhos arriscados e que provavelmente o comandante deles, vai embasar a nossa presença nos chamados deles. Eu concordo que no fundo ela tenha um pouco de razão, mas acredito que nada que uma boa conversa não resolva, porém vamos com calma, uma coisa de cada vez, estou vendo que todos, estão a todo vapor, com várias ideias na cabeça. — Essa é apenas uma ideia minha que falta ser amadurecida, a outra é tentarmos produzir uma série original da nossa produtora, ainda não sei sobre o que, só queria compartilhar a ideia com vocês e claro para que todas as ideias ditas aqui, saiam do papel, teremos que batalhar por inúmeros patrocínios, então isso eu preciso da garra de todos. Eles concordam, dizendo que seria maravilhoso, se todas as ideias saíssem do papel. — Ok! Bem eu tinha pensando uma ideia parecida com essa sua segunda, mas pensei em tentarmos uma série sobre profissões, mas não pensei em ser nós mesmos entrevistando ou falando sobre a profissão, se não iria ficar parecendo um documentário, com a única diferença que seria dividido em partes, pensei em criamos uma série mesmo, com todo um roteiro, com uma história de amor, entre os protagonistas, entre outras coisas. A ideia dela não é r**m e casou perfeitamente com a minha, porém eu não sei se conseguimos tirar a ideia do papel exatamente assim, como ela quer, até porque teríamos que ter um roteiro, com falas do personagens, com discrição dos ambientes, sem contar que o nosso estúdio é pequeno, para fazer uma produção dessas, teríamos que ter realmente uma quantidade de patrocínios boa, para que saísse do papel. — Está ideia é muito boa, porém como já falei, teremos que ter vários patrocinadores, porque para tirar todo o capital do nosso bolso, será complicado, mas para isso, todo mundo precisa batalhar, porque aí sim todos os projetos, vai sair do lugar. Todos concordam comigo, as outras ideias também foram excelentes, agora é digitalizar tudo que foi colocado em pauta, na nossa última reunião, assinar e pronto decidir qual projeto vão ser colocado em prática primeiro. — Agora que tudo já está organizado, só decidir o que vamos começar primeiro, porque tem que ser uma coisa de cada vez. A Drica diz, super entusiasmada, estou pensando em deixar a serie por último,.pelo fato de que vai ser algo mais demorado e que exige muito tempo para começar a entrar no ar, sem contar que vou precisar de gente para enviar para a Netflix, na verdade para uma produtora conseguir chamar atenção, com algum conteúdo de uma empresa mundialmente conhecida, o negócio tem que ser muito bom. — Porque não começamos pelo seu documentar Isabela? Eu acredito que é algo diferente do que a gente costuma fazer e se investissemos, em propaganda, com certeza a galera, ficaria ansiosa e quando for lançado, já vai ter milhares de pessoas esperando. Ok! A Drica viajou na maionese agora, milhares de pessoas não, até porque a produtora não tem milhares de seguidores, mas acho que eu conseguir, acompanhar, mas ou menos o raciocínio dela. — Espera! Deixa eu ver, se eu estou conseguindo acompanhar o seu raciocínio Drica, a gente começa pelo meu documentário e antes de lançar, solta algumas partes nas redes sociais, como é? Desenvolve mais, está ideia para a gente. Os meninos reclamam que já está ficando tarde e que de certa forma eu sempre acabo voltando sozinha no final, então é melhor deixarmos para discutir sobre isso no nosso grupo. — Meninas! Eu sei que vocês estão super empolgadas e que as ideias estão fluindo como água, mas acho melhor a gente partir, já são quase onze horas da noite. Sou obrigada a concordar, porque mesmo estando de carro, mas eu deixo a Drica a alguns quilômetros da sua casa, então melhor não arriscar. — Sou obrigada a concordar com eles Drica, sem contar que você fica a alguns quilômetros da sua casa, eu já te falei que ali é esquisito, mas você não quer me escutar. A mesma diz que não me deixa subir, porque mora num lugar barra pesada e que para o seu carro passar teria que passar pelo pessoal que toma conta, mas se ela diz que é seguro e que eles não vão fazer nada com ela, só me resta acreditar. — Você sabe o porquê eu não deixo você subir, não há necessidade para isso, além do mais, eu estou na minha área, ninguém vai mexer comigo, ao contrário de você, chegar lá com esse carrão, os caras vão imaginar logo que você é patricinha. Os meninos concordam e enfim, eu acabo desistindo de discutir sobre este assunto, enquanto nós duas saímos na frente, os meninos ficaram fechando o prédio. — Eu gostei muito desta ideia do documentário sobre os bombeiros, tem uma pegada muito boa, sem contar que o fato deles não se importarem com a própria vida, para que quando alguém esteja em perigo ganhar vida, vai atrair muita gente nova, para o nosso lado. Isto ela tem razão, as pessoas vão adorar conhecer este lado deles, sem contar que eles tem uma rotina super interessante. — Confesso, que eu só vir ter está ideia, depois que fui salva por um deles, no incêndio da fábrica hoje, claro que eu sempre achei uma profissão linda, mas nunca pensei em fazer algo sobre ela. A mesma me diz que também nunca imaginou, mas proponhem que se der certo, nós duas vamos ficar escolhendo uma profissão de cada vez, para ser retardada no documentário profissões: um amor que vai além das escolhas da vida. Não é que ela realmente se animou com está história de documentário? Até um título ela deu para ela, tem que ser a Drica mesmo, mas eu amo está maluquinha. — Uau! Até nome para o documentário já temos Drica? Gostei de ver está animação toda em, agora só falta ir falar com o comandante para ele permitir as imagens, porque você sabe que eu não posso sair assim filmando, nas dependências do quartel sem autorização.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD