O incêndio na fábrica foi complicado, na verdade, a parte que mais nos cansou, não foi salvar a vítima e sim controlar o fogo, quem quer que tenha feito isso, não só espalhou a gasolina, mas soltou pelo caminho também embalagens inflamáveis que contribuiu para que o fogo se alastrasse de forma mas rápida.
— Eu não sei você Mateus, mas tenho quase certeza que este incêndio foi criminoso cara, você sabe que a fábrica cuida das coisas, principalmente da segurança de todos, inclusive fizemos uma vistoria aqui mês passado e estava tudo no lugar, como de uma hora para outra aparece um incêndio e além do mais com o número de embalagens espalhadas pelo corredor?
O Gustavo está coberto de ração, eu e ele verificamos tudo mês passado e não pensem que viemos porque chegou o prazo da vistoria normal, pelo contrário o próprio senhor Vanderlei, solicitou que a vistoria fosse feita, segundo ele não queria arriscar a vida de ninguém e cada segundo, poderia ser precioso, se houvesse algo que colocasse a todos em risco.
— Você agora tocou num ponto chave Gustavo, a folha do dono não iria espalhar isso feito uma criança, sem contar que ela veio apenas pegar a papelada que o pai dela esqueceu, você tem razão, acredito que vamos ter que esperar até a polícia analisar a área, para sabermos o que de fato aconteceu. Na verdade é nossa obrigação ficar, pois foi um incêndio e além disso fomos os primeiros a chegar no local e ver como era a verdadeira situação.
— Sim! Tenho certeza que a perícia vai chegar a está mesma conclusão, escuta Mateus, eu não estou querendo ser pessimista, ou deixar você pilhado com ideias erradas, mas infelizmente só me vem na minha cabeça o Diego, você não acha que é muito suspeito um incêndio na fábrica que ele foi demitido acontecer no mesmo dia da sua demissão no caso hoje?
Olho para o mesmo confuso, pois o meu irmão não tinha comentado comigo que havia sido demitido.
— Do que você está falando Gustavo? Até agora o Diego não me avisou que tinha sido demitido, nem se quer mas cedo, quando fui tirar o mesmo da delegacia. O mesmo me explica que também não estava sabendo, que acabou de escutar o segurança, justamente comentando com o outro que achava estranho, este incêndio, ter acontecido no dia da confusão que levou a demissão do funcionário Diego e que ele é conhecido por suas inúmeras confusões.
— Eu também não sabia de nada, acabei escutando uma conversa sem querer dos seguranças e eles falavam justamente que era estranho o fato da fábrica ter pegado fogo, no dia em que o seu irmão foi demitido e discutiu com o seu chefe. Droga! Só espero que ele não tenha razão e que o meu irmão não esteja envolvido nesta confusão toda, porque era só o que me faltava.
— Espero que ele não esteja envolvido nisso cara, porque aí sim o Diego vai ter passado de todos os limites, porque a Isabela poderia ter morrido aí dentro Gustavo, fazer uma besteira dessas por vingança, sem imaginar que ninguém vai está dentro da fábrica é burrice cara. O Gustavo diz que pode ser apenas uma especulação dos seguranças, mas que é bom ficarmos atentos, para ver se vão achar, alguma pista que leve até o Diego.
Eu só espero que não ache nada que indique que ele é o responsável, porque eu não posso acreditar que comigo sendo um bombeiro, restando todos os dias os perigos de incêndios criminosos, dentro da nossa própria casa, ele tenha feito uma besteira dessas.
— Também espero Mateus, porque se conseguirem provar que ele tem culpa, o mesmo não é mais réu primário, com certeza vai ser preso, assim que descobrirem e eu não gostaria que isso acontecesse, não pelo Diego, porque ele faz as coisas e não prensa que haverá consequências, mas por você e pelos irmãos de vocês, que vão ficar arrasados, caso isso vem acontecer.
Eu sei que o meu irmão é maluco e faz as coisas somente pelo prazer de sentir a adrenalina, correndo nas suas veias, mas não acredito que ele seria capaz de incendiar a fábrica, afinal de contas seria um plano muito arriscado, porque por mais que ele soubesse toda a rotina da fábrica, ainda sim os seguranças, estão sempre fazendo rondas, um deles poderiam ser machucar, não acredito que ele faria uma loucura dessas sem pensar no que poderia acontecer com eles, que não tem culpa da sua demissão.
— Se for provado que ele é culpado Gustavo, eu juro para você que eu lavo as minhas mãos e deixo o Diego entregue a própria sorte, porque não é possível que ele tenha feito uma besteira dessas, mesmo tendo um irmão bombeiro dentro de casa. Meu amigo me diz que não coloca a mão no fogo por ele e que sabe que quando o mesmo tá com raiva, faz qualquer coisa para extravasar, é mas dessa vez se ele for mesmo culpado, ele foi longe de mais, porque a sua brincadeira de m*l gosto, poderia ter acabado com a filha dos donos da fábrica morta.
— Fica calmo, vamos esperar o que vão dizer, se vão achar algum objeto de quem colocou fogo aqui,.inclusive alguns de nossos companheiros estão lá, ajudando na investigação, tenho certeza que qualquer um dos seus companheiros, se encontrarem qualquer objeto que seja do Diego, por menor que seja, eles vão reconhecer, referente a isto pode ficar tranquilo. Ele tem razão, não vai adiantar de nada, que eu fique aflito, se for mesmo o meu irmão, eu só vou poder lamentar, por ele está jogando a sua vida fora, porque se ele soubesse como é a vida daqueles que estão na prisão, com certeza pensaria duas vezes, antes de fazer qualquer coisa, eu nunca vivi por detrás das grades, mas já houve situações que precisamos ir fazer algo lá e eu sei do que estou falando.
— É não adianta nada ficar aqui se torturando, só estou cruzando os dedos, para que o Diego, não tenha sido louco o suficiente para colocar fogo na fábrica. Poucos minutos depois da nossa conversa, alguns companheiros que estavam ajudando a polícia chegaram, mas eu percebi que o Pedro estava calado e ficou afastado dos demais.
— Algum problema Pedro? Ou depois desta loucura toda, está apenas querendo ficar sozinho? O mesmo me diz que achou algo esquisito na cena do crime, como se fosse uma assinatura, mas que não entregou a polícia e acho melhor pegar ela com as luvas e enrolar com cuidado em um pano. Peço para que o mesmo fale baixo e me explique direito o que de fato ele achou, na verdade estou com medo que seja um dos objetos que o Diego usa.
— Eu acabei achando algo esquisito na cena do crime, na minha visão pode ser algum tipo de assinatura de quem deu início ao incêndio, por isso preferir pedir para me retirar da cena do crime, para que ninguém percebesse, o que eu tinha encontrado. Ok! Ele achou um objetivo que está mais do que claro, que não fazia parte da cena do crime e que foi plantado lá, justamente como se fosse uma assinatura, ou seja se a teoria do Pedro estiver correta, teremos mais incêndios pela frente, não tenho dúvidas que terá o mesmo objeto na cema do crime.
— Espera! Quer dizer então que ele não fazia parte de decoração alguma da fábrica, mas foi plantado como uma marca registrada de que a pessoa colocou fogo nela, é isso que você está querendo me dizer Pedro? O mesmo afirma que sim, por isso teve cuidado ao manusear para não tocar, pois ele queria conversar comigo primeiro, para saber o que eu achava.
— Eu tenho certeza que não, até porque é um objeto de ouro e que provavelmente se estivesse na cena do crime, assim que o incêndio foi iniciado, teria derretido por causa da temperatura. Nisso ele tem razão, caso já estivesse quando o fogo iniciou, não teria sobrado se quer vestígios, de que um dia ele teria tido uma forma.
— Mas que tipo de objeto é este Pedro? Tem como você me mostrar? Eu vou ficar de costas para que os outros não vejam, o que estamos conversando. O mesmo me diz que é uma caneta de ouro, é ouro puro porque ele fez um pequeno teste para ver se danificada a peça e não consegui fazer nem se quer um arranhão nela.
— Uma caneta de ouro, é como se fosse uma miniatura de caneta, mas tenho certeza absoluta que ela foi colocada na cena do crime, em algum momento de distração dos peritos, para ficar como uma assinatura, mas eu achei antes e preferir trazer, por me desculpas Mateus, mas eu também escutei rumores, sobre o seu irmão está envolvido, tive medo que está caneta fosse dele. O Pedro só pode está maluco, aonde o Diego, iria arranjar dinheiro para fazer uma caneta de ouro e além do mais deixar ela largada assim, para se incriminar? Porque quem colocou este objeto lá tem dinheiro, isto está mais do que óbvio.
— O Diego não teria dinheiro para mandar fazer um objeto desses. Falo, enquanto levando a caneta, com cuidado, para que ninguém veja o que estamos conversando, nem venha perguntar de onde saiu está caneta.
— Ele pode não ter dinheiro, mas os amigos, alguns são ricos, vive no meio da gangue, somente por causa da adrenalina de sair bagunçando por aí, eles poderiam muito bem, bancar uma brincadeirinha dessas de olhos fechados e você sabe disso Mateus.
Droga! O Pedro tem razão, a própria namorada do Diego, tem dinheiro, mas vive metida em confusão, até ela mesmo, poderia ter providenciado, está assinatura para ele colocar no local do crime, quanto mais eu penso, fico com mais medo dele está metido do fio do cabelo até o último dedo do pé.
— Você tem razão, sem contar que aquela namorada louca dele, faz todas as vontades do Antônio, eu nunca vi, duas pessoas mais loucas, igual a eles. O mesmo concorda comigo e me pergunta o que deve fazer com isso, eu sei que o correto seria entregar as autoridades, mas não posso entregar está prova, até ter certeza que não pertence ao Diego e isso apenas a palavra dele, não vai ser o suficiente, porque eu sei que o meu irmão para se safar é capaz de dizer tudo que vier na cabeça, então não vou confiar, preciso, encontrar uma forma, de provar se está caneta, pertence ao meu irmão ou não, só não sei como que eu vou fazer isso, mas tenho certeza que vou conseguir, só espero que desta vez não seja culpa do mesmo, porque se não, ele vai ter passado de todos os limites.
— Foi justamente nisso que pensei Mateus, por isso em um momento de distração do perito, peguei ela com o maior cuidado possível, para não ficar minhas digitais e trouxe até você. O agradeço, por ele ter tido está consideração por mim, pois não seria qualquer soldado que tomaria uma atitude dessas, afinal se for descoberto, ele pode ser acusado de estar obstruindo provas da justiça.
— Muito obrigado, meu amigo, mas por enquanto não vamos entregar essa prova as autoridades, eu vou primeiro descobrir, se ela é do Diego ou não, pode me entregar ela e ficar tranquilo, que eu não vou dizer para ninguém, que foi você que me deu ela, qualquer coisa se o comandante perguntar, eu encontrei ela, antes de chegar até a nossa vítima, você me entendeu Pedro? Nada de me desmimtir em? Não quero que você se prejudique por tentar ajudar o meu irmão. O mesmo me agradece, mas diz que se for necessário, ele dizer que ele encontrou, não haverá problema algum para ele, mas que ele vai ficar bem mais tranquilo, quando souber que está prova não tem nada a ver com o meu irmão, eu queria ser tão otimista quanto ele, porque também espero do fundo do meu coração que isto não pertença ao meu irmão.
— Eu não vou falar nada, mas caso eu veja que a situação está fingindo do seu controle e que é necessário que eu fale a verdade, irei falar e do fundo do meu coração, eu espero que o Diego não tenha nada a ver com este incêndio, porque caso ele seja culpado, agora ele não é mais réu primário, vai ir direto para a cadeia. Nisso ele tem razão, mas eu não posso fazer nada, se o juízo do meu irmão, parece que ele pisa por cima, porque não é possível uma pessoa só, fazer tantas besteiras assim.
— Ok! Vamos ir encontrar os demais, porque se não daqui a pouco, eles vão desconfiar, porque já estamos conversando aqui faz um tempo. O mesmo me acompanha, para ficar juntos dos demais bombeiros, queremos ter acesso ao laudo dos peritos e para isso temos que esperar, já que temos certeza de que foi criminoso, então isso não precisa ninguém nos provar.
— A reunião estava boa lá com o Pedro, não é Mateus? Eu não sei o que fiz ao Oséas, porque ele é o único dentro da corporação que implica comigo, até de olhos fechados, mas acho que no fundo, está sua atitude é ciúmes, da boa relação que tenho com o pai dele, que também é o nosso comandante.
— Ele veio me passar algumas informações sobre a cena do crime Oséas, inclusive, você estava lá dentro, também deveria me dá um relatório sobre o que aconteceu, porque assim que chegar no quartel, eu vou digitalizar o que aconteceu na nossa ocorrência. O mesmo fica branco como um papel, tenho certeza que ele estava lá dentro, apenas para implicar com os colegas e não deve ter prestado atenção, em absolutamente nada.
— Eu sair, porque não estava aguentando o cheiro forte de fumaça, mesmo com o fogo controlado, você sabe como eu sou, não é Mateus? Claro! Eu nunca vi, um oficial, mas atrapalhado como ele, olha que o nosso comandante, antes de assumir este cargo, era um dos melhores no meio da corporação, mas na verdade, eu não acredito que ele tenha escolhido está profissão, por causa de vocação, mas para provar ao pai, que ele era capaz sim, de ser bombeiro.
— Mas antes de você sair, deve ter visto alguma coisa para me dizer? Ou você saiu no começo e eu não vi? O mesmo gagueja e me diz que foi exatamente isso, que ele saiu logo quando eles chegaram, pois havia muita fumaça e ele não estava conseguindo respirar. Ele pensa que eu caiu nesta conversa fiada, já viu bombeiro ter medo de fumaça, por favor, ele deveria se esforçar em suas desculpas, porque está realmente não funcionou e eu não quero saber aonde ele vai arranjar os dados, quero um relatório por parte dele, para que o mesmo aprenda a não querer questionar os seus superiores, nas operações, eu não sou o amigo da rua e sim um companheiro de farda.