Naquela noite, tudo, absolutamente tudo saiu do controle. Maurice sabia disso desde o momento em que Violeta deu o segundo gole naquela bebida azul fluorescente — mas só se deu conta do tamanho do erro quando ela começou a rebolar até o chão no meio da roda, como se fosse dona do batidão, da laje e da madrugada. Ele deveria tê-la arrastado dali naquela hora. Devia ter mantido o foco, lembrado do motivo pelo qual estavam ali: um compromisso marcado com o chefe do morro. Um acordo que envolvia nomes perigosos e favores que jamais deveriam ser cobrados em voz alta. Mas não. Ele esqueceu. Esqueceu porque Violeta pediu. Porque ela o agarrou pelo colarinho, com aquele brilho no olhar, e sussurrou um "só mais um pouquinho" que veio com o cheiro doce da bebida e a promessa silenciosa de que tud

