Maurice arqueou uma sobrancelha, ainda recuperando o fôlego da dança. — Não, Violeta. — Mas você nem ouviu o motivo… — Não preciso. Eu dancei pra que você não bebesse. Esse era o acordo invisível. — Acordo invisível? — ela fez uma careta debochada. — Isso é tipo promessa imaginária? — Isso é tipo "eu tentando manter você fora do radar da ambulância". Aquilo nem era bebida, era um experimento químico em copo de plástico. Ela fez um biquinho. Aquele biquinho. — Por favorzinho, Dom? — Não. — Um golinho? — Não. — Dois golinhos? — Isso é mais que um golinho. Ela se aproximou, dramática, colocando uma mão no peito dele como se fosse desmaiar. — Maurice… estou fraca… perdi sais minerais dançando… preciso de… álcool nas veias. Ele fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, co

