Quando o chefe do morro se retirou, dando o recado final com um aceno firme, as pessoas foram voltando ao ritmo da festa, a música retomando sua força como se nada tivesse acontecido. Violeta se inclinou um pouco para perto de Maurice, os olhos fixos no copo colorido na mão de uma garota que passava, sorrindo e dançando com os quadris soltos. — O que é aquilo ali? — perguntou, apontando com o queixo. — Energético com algum tipo de uísque barato — ele respondeu sem tirar os olhos dela. — Quero um. — Já disse não — retrucou, direto, seco. Ela ergueu uma sobrancelha, desafiadora. — Mas eu nem pedi ainda. — Por isso mesmo — ele rebateu, e estava prestes a dizer algo mais quando ela mudou de tática. — Então dança comigo? Maurice a olhou, surpreso. — Nem morto. Ela fez uma careta ime

