Capítulo 9: A primeira vez

2264 Words
Kate voltou pro quarto, enquanto Andrew não soube o que fazer. Não tinha ideia se deveria ir atrás dela ou ficar ali mesmo. Por fim, sentou na espreguiçadeira, pegou o telefone e iniciou uma ligação. — Achei que não ia ter notícias suas tão cedo. — Está tudo uma merda, Karen. Andrew respondeu, passando a mão pelos cabelos. — O que houve? — A Kate e eu temos mais problemas do que eu tinha me dado conta. Não sei se conseguiremos ficar realmente juntos. — Achei que a amasse. Duvidou Karen, sabendo exatamente qual a resposta, mas buscando entender porque Andrew parecia tão desanimado e perdido, apesar de ter certeza dos seus sentimentos. — E eu amo! Mas nós dois tomamos decisões difíceis, magoamos pessoas, perdemos também... — Vocês estão casados. Constatou ela, como se estivesse fazendo um afirmação que ninguém conhecia. Andrew enrugou a testa, confuso. Ele sabia que estava casado, que no papel, Kate e ele eram marido e mulher, mas o que isso tinha a ver com os problemas que ambos estavam enfrentando? — Não entendi. — Casamento é isso, Andy. Passar por momentos difíceis, enfrentar os problemas juntos, as dores e os medos um do outro. Mas precisam se fortalecer. Eu sei que foi um casamento de conveniência, mas isso não muda a essência da coisa toda. Andrew deu um pequeno sorriso, sabendo que a melhor escolha que tinha feito era ter ligado para Karen. — As vezes eu esqueço que você estudou psicologia. — Relaxa, eu também esqueço. Do outro lado da linha, ela deu de ombros, tomando um gole da xícara de café. — O que você acha que eu deveria fazer? — Abra seu coração, diga a verdade sobre tudo. — Karen... Ele balançou a cabeça, sabendo que toda a verdade era uma das coisas que ele não poderia fazer. Pelo menos, não ainda. — Tudo bem, eu sei que não quer falar disso ainda, mas precisa. Nunca vão ser plenamente felizes enquanto ela não souber de toda verdade. — Eu sei disso, mas preciso saber que ela está apaixonada por mim. Se ela souber antes, eu a perderei para sempre. — Não posso fazer muita coisa por você, Andy. Se eu fosse você, teria uma conversa franca consigo mesmo e com ela. Se querem ficar juntos, precisarão passar por essa tempestade. — Geralmente vem um pouco de calmaria depois, não é? Indagou, esperançoso. Precisava se agarrar a alguma coisa. A ideia de que se enfrentassem tudo aquilo juntos pudesse uni-los de vez e que em algum momento conseguissem viver em paz, acalentava o coração de Andrew. No entanto, a resposta que Karen lhe deu não foi exatamente o que ele esperava. — Depende. As vezes vem outra tempestade. Resta saber se vai sobrar alguma coisa de vocês para sobreviver as outras. Ele não tinha como saber se de fato iriam sobreviver a essa primeira, quem dirás qualquer outra que poderia vir. Mas de uma coisa Andrew tinha certeza, estar com Kate valia a uma vida inteira de tempestades, que ele estava disposto a enfrentar. — Obrigado por ser sempre a minha luz. — Não tem de quê. Ele desligou, com o coração um pouco mais calmo. Enquanto Andrew tinha uma conversa esclarecedora com Karen, Kate estava deixando que as gotas d'água batessem em suas costas como se pudesse castigá-la. Ela simplesmente não conseguia esquecer os problemas que aquela missão tinha causado, nem ignorar mais a dor que a acometia desde a perda de Nick e Lucas. Um buraco enorme e vazio se estendia cada vez mais dentro dela, que não era capaz de fechar um centímetro sequer. Nem mesmo, sabia por onde e nem como começar. Depois de alguns minutos no banho, ela se ergueu, secando o rosto sem saber se era as lágrimas ou a água que tinha deixado sua pele tão enrugada. Se vestiu e saiu do banheiro, com uma toalha envolta do corpo e outra secando os cabelos. Ela deu de cara com um Andrew aflito e que ficou envergonhado ao vê-la daquela forma. — Ahn, desculpa, eu não sabia que... — Tudo bem, eu já vou me trocar. — Antes disso, será que podemos conversar? Eu preciso muito falar. — Então diga, se é tão urgente. Ele respirou fundo e deu alguns poucos e cuidadosos passos a frente. O peito de Andrew estava com um misto de sentimentos. Angústiado, ansioso e ao mesmo tempo maravilhado com a visão que tinha. — Nós temos alguns problemas, eu sei disso. Eu quero que você saiba que não me importo com o que aconteceu, com o que foi dito, o que não foi. Com as mentiras ou com as dores que causamos. Isso aqui, esse momento agora, é tudo pra mim. Eu amo você, Kate. E eu quero fazer isso dar certo. Preciso fazer. Porque você é tudo o que eu mais quero nessa vida. — Andrew... — Não, espera, eu não terminei. Olha, casamento é complicado. Eu nunca fui casado, não sei como funciona. Mas eu sei que vou precisar lutar pra que a gente consiga viver em paz e bem um com o outro. E eu estou disposto a tudo com você e... Naquele momento, Kate já tinha se aproximado e deixado a toalha que secava seus cabelos sobre a cama. E o vendo tão de perto, tão nervoso e falando aos montes, parecia que um pouco daquela dor que estava lhe aflingindo minutos atrás, tinha desaparecido. E a única coisa que ela foi capaz de fazer, foi puxá-lo pelo pescoço, para que seus lábios se encontrassem. Somente aquilo, calou a boca de Andrew, que não parava quieta. A princípio, ele ficou surpreso, pois não esperava aquela resposta. Mas não demorou nada para reagir, pondo os braços fortes envolta de Kate, grudando um corpo ao outro, em um beijo intenso, demorado e apaixonante. Ela entrelaçou os dedos no cabelo dele com uma mão, enquanto a outra segurava seu ombro firme. Andrew tentou se controlar pelos primeiros dez segundos, mas foi impossível não permitir que sua mão passeasse suavemente pelo corpo de Kate, que estava coberto apenas pelo tecido fino da toalha. Kate não sabia se deveria deixar as coisas avançarem ao próximo nível. Seu corpo ardia em chamas, mas seu lado racional não tinha certeza se deveria entregar-se daquela forma, naquele momento. Ainda tinham tanto a resolver, muito a conversar... No entanto, no instante em que estavam, ela não conseguia pensar em nada além de tê-lo por completo. Andrew apertou a cintura de Kate contra seu corpo, permitindo que ela sentisse sua excitação latente, o que deixou os pensamentos de Kate completamente rendidos ao desejo de seu corpo. Ela afastou os lábios dos dele, que ficaram sedentos. Mas Andrew sabia que precisava tomar muito cuidado quando se tratava de sua maravilhosa esposa. — Andrew... — Está tudo bem, não precisamos fazer nada ainda. Tudo no seu tempo. Kate deu um passo pra trás, olhando profundamente nos olhos dele. O coração de Andrew batia forte, de uma forma como nunca tinha acontecido. Ele não sabia qual a explicação, mas certamente algo dentro dele sabia que o minuto seguinte o faria perder completamente a compostura e o controle do próprio corpo. Em um gesto simples, sem dizer uma palavra, ela desprendeu a toalha do corpo e a deixou cair aos seus pés. Andrew abriu a boca, olhando-a de cima a baixo. Kate resolveu ignorar qualquer pensamento racional, todo seu bom senso e a dor que ainda a afligia. Ela precisava voltar a viver. Respirar de verdade, sem que cada inspiração lhe cortasse o coração. Em silêncio e incapaz de romper aquela troca profunda de olhar, Andrew tirou os sapatos, devagar, seguida das calças e da camisa. Suas mãos estavam tremendo, seus lábios tinham secado e seus olhos ainda estavam fixos nos dela. Ele deu um passo a frente, enquanto Kate ficou parada, olhando para os músculos torneados, o peito amplo e definido, os gominhos da barriga desenhados perfeitamente, de forma que ela duvidava não ter sido uma obra esculpida por um anjo. Kate respirou fundo, enquanto observava Andrew abaixar a última peça que faltava para deixá-lo completamente nu. Sem nenhuma pressa, ele jogou a cueca para longe, deixando Kate ainda mais ansiosa ao ver o m****o grosso, longo e duro. Fazia muito tempo que ela não via um outro homem nu. Aquilo era estranho, talvez recente demais, o que a deixou envergonhada de sua decisão. Ela abaixou a cabeça, com as dúvidas lhe assombrando novamente. Percebendo que talvez Kate não estivesse tão confortável com aquela situação como poderia, Andrew se aproximou devagar e ergueu seu queixo com o indicador, fazendo ela olhar pra ele. — Não sinta vergonha de sentir desejo por alguém. Você merece ser feliz, principalmente depois de tudo. Mas não tem que fazer nada agora, se realmente não quiser. Kate o encarou. Aqueles olhos azuis, tão ternos e cheios de brilho. Ela queria. Ainda que pudesse sentir seu coração sangrando, ela queria se perder por um momento. Talvez pudesse se sentir viva novamente. Devagar, ela deu um passo que deixou seu corpos a centímetros um do outro. Andrew respirou fundo, mas não se mexeu. Kate passou as unhas levemente pelo pescoço dele, antes de agarrá-lo pelo cabelo. Os lábios se aproximaram e Andrew não esperou mais. Ele segurou na cintura de Kate, enquanto sua língua invadia a boca dela, que estava pronta pra ele. Kate logo enfraqueceu com o toque íntimo entre suas pernas, que há muito tempo ela não sentia. Andrew deu alguns poucos passos em direção a cama, que estava logo atrás do casal. Kate o acompanhou, sem desgrudar as bocas. Devagar, Andrew a deitou, vendo ainda melhor seu corpo exposto, deitado de modo natural. Ele desceu os beijos para o pescoço, em direção aos s***s. Sua mão forte segurou o seio direito enquanto sua língua chupava o mamilo esquerdo, provocando pequenas faíscas de excitação em Kate, que foi crescendo conforme Andrew revezava entre seus p****s. — Andrew... Ela o chamou, gemendo, o que o deixou ainda mais e******o. — Por favor, me fode. Um sorriso abriu nos lábios de Andrew, que apressou-se em atender o desejo de sua esposa. Ele desceu a língua pela barriga chapada de Kate, que se contraiu com seu toque. Ele segurou em sua cintura e encarou o objeto de desejo. O que ele tanto queria, há muito mais tempo do que poderia se lembrar. Sem cerimônia, Andrew passou a língua nos lábios de baixo, fazendo Kate arquear de desejo. Depois ele enfiou a língua na região do c******s, fazendo movimentos circulares. Primeiro devagar, pra saborear aquele momento, e conforme Kate gemia, ele aumentou sua velocidade, obrigando Kate a segurar nos lençóis enquanto o corpo se debatia na cama. Com Kate completamente úmida, Andrew não quis prolongar ainda mais aquele instante tão esperado. Depois de por a camisinha, ele ficou de joelhos na cama e enfiou seu m****o rígido na i********e de Kate, que deu um gemido mais alto do que os anteriores. Ele não economizou fôlego e manteve o ritmo da sua língua, com rapidez e em movimentos de vai e vem. Kate entrelaçou as pernas a cintura de Andrew, o que tornou seu fluxo ainda mais rápido e forte. Antes que Andrew percebesse, ela o empurrou para o lado, em um movimento rápido, sentando em cima do seu p*u duro e começou a rebolar. Andrew segurou em sua cintura com uma mão e no seio com a outra, enquanto gemia baixinho. Kate começou a cavalgar, enquanto apoiava suas duas mãos no peitoral de Andrew. Sexo pra Kate sempre foi um ponto importante na sua vida, mas que ela deixou de lado dezenas de vezes, até por não confiar nas pessoas o suficiente para permitirem que a conhecessem tão intimamente. Mas aquele momento com Andrew, aquela conexão, força, paixão e intensidade que ambos emitiam um ao outro, fora algo que ela só sentiu com uma pessoa até então. Alguém com quem ela pretendia realmente estar casada naquele instante, se o destino não tivesse sido tão c***l e implacável. Pra ela, não era apenas um orgasmo o que estava prestes a ter. Era o encontro de duas almas que estavam buscando um futuro juntos. Duas pessoas que se conheciam, se gostavam o suficiente para estarem ali e, que, a qualquer custo, tentariam viver aquele sentimento tão confuso e intenso. No entanto, havia mais surpresas que o destino ainda reservava para Katharina. Andrew inclinou o corpo pra frente, enquanto mordiscava e lambia os s***s de Kate, que começou a sentir as pernas enfraquecerem enquanto o ápice do prazer lhe invadia o corpo com tamanha força que ela m*l se conteve. Ele segurou em sua cintura, enquanto ela ainda cavalgava pra manter aqueles segundos preciosos até o último instante. – Continua... Não para... Implorou ele, também sentindo as ondas do orgasmo inundá-lo aos poucos. Kate o empurrou de volta pra que ficasse deitado, depois colocou as mãos pra trás, se apoiando nas pernas fortes do marido, enquanto se mantinha com movimentos rápidos em cima de Andrew, que não demorou a gozar fervorosamente, com direito a gemidos altos. Ela saiu de cima dele devagar e deitou ao lado, suada e sem ar. Andrew também arfava, com o corpo enfraquecido. O silêncio perdurou durante algum tempo. O suficiente para ambos recuperarem um pouco do fôlego perdido. – Isso foi... — Incrível. Completou Kate, afável, se virando pra olhá-lo. Andrew deu um sorriso, se virou por completo pra ela e acariciou o rosto da amada. — Eu te amo, Kate. E não importa o que aconteça, sempre vou te amar.
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