You and I go hard at each other like we're going to war
Nos dois pegamos pesado como se estivéssemos indo á guerra
You and I go rough, we keep throwing things and slammin' the doors
Nós somos rudes, continuamos a atirar coisas e bater portas
Ambos, Louis e Harry, estavam sentados em lados opostos do mesmo sofá em silêncio há quase dez minutos. Louis ainda bebia, mais devagar agora, e Harry ainda pensava por onde começar. Ele olhava pela janela quando a noite caiu por completa na capital britânica. Styles sentia falta da lua e estava acostumado com a solidão e o silêncio. Amava Londres, mas era realmente uma vantagem que Louis morasse num andar tão alto, pois quase anulava o barulho dos carros que passavam na avenida.
— Como me encontrou? — Harry perguntou deitando a cabeça no encosto do sofá, apoiando-a em um de seus cotovelos dobrados. — Quer dizer, você sabia que eu estava em Londres, mas como sabia que eu estava naquele depósito?
Louis repassou aquela noite rapidamente em sua memória ao ouvir as perguntas. Ele lembrava-se das conversas noturnas durante meses com Harry e não precisava de muito para saber que seria fácil achá-lo se o conhecesse melhor, se ele provasse ser uma criatura de hábitos e que bastaria um pouco da atenção especial de Louis para fazer Styles cair por terra e, sem perceber, iria revelar onde estava.
— Quando você chegou com CO19, eu quase não acreditei. — Harry continuou e agora sorria de canto, fazendo Louis igualmente sorrir, mesmo que tivesse com o olhar perdido, porém fixo no tapete da sala. Ele lembrava que seu superior na época fez absolutamente questão de que as forças especiais britânicas, a CO19, quase equivalente a uma SWAT na versão inglesa, o acompanhassem na apreensão de Harry. Totalmente desnecessário.
— Você não sabe disso, mas eu queria ir sozinho, não queria nem reforço. — Louis começou e finalmente encarou os olhos de Harry. — Queria ver você, queria ver se... Se realmente fugiria de mim. — Tomlinson tinha um tom de voz tão sereno que Harry relaxou os ombros e sustentou um olhar carinhoso pra ele. — Depois de meses de conversas no telefone, você me dava pistas, eu juntei o quebra cabeça... Você me falou do Cinnamon e seu primeiro beijo em um homem... Não foi difícil pesquisar sobre a vida dele depois dele estar associado a você. — Louis ajeitou-se no sofá e deixou a bebida de lado. Estava tão mais aberto que percebeu que não precisaria mais daquilo. — Você e ele são fãs de anagramas...
— É, nossos nicknames desde a escola são anagramas para os nossos nomes. — Harry esclareceu, mas obviamente Louis já sabia.
— Quando perguntei porque continuava me ligando, mesmo depois de tantos meses, mesmo depois de estar tão confiante de que eu não sabia onde você estava e nunca o acharia.... — Tomlinson aproximou-se um pouco de Harry no sofá. — Você disse "completed on trots"... — Tomlinson riu fazendo Harry rir também, já que a frase não tinha sentido se colocada naquela forma. — E era um anagrama para Old Compton Street, a rua do seu apartamento.
— Admito que o subestimei um pouco na época... — Harry respondeu ainda rindo. — Não achei que fosse descobrir.
— Cheguei ao ponto de não ser motivado apenas pela investigação... — Louis passou a língua pelos lábios e viu o hacker se aproximar ainda mais dele. — Eu precisava te ver, precisava te conhecer, precisava saber se era tudo verdade...
— É claro que era, Louis. — Styles, aos poucos, pôs uma das mãos no pescoço de Louis, subindo aos poucos e tocando seus cabelos de um jeito carinhoso, calmo, ouviu o agente respirar fundo e quase fechar os olhos relaxando.
Os dois trocaram olhares e, pela primeira vez em anos, Harry conseguiu ver finalmente aquele sorriso de Louis se abrir. Era uma das visões mais bonitas que já tinha visto, era como se os dentes alinhados dele iluminassem o lugar e fizessem tudo ter cor e ficar mais bonito. Se Styles tivesse que escolher o que mais gostava em Louis, não precisaria nem pensar: o sorriso ganhava sem resistência. Justamente por ser raro, ser único, ser realmente algo que Louis não fazia com facilidade e muitas vezes ao dia. Tomlinson não era um cara que mostrava os dentes pras pessoas e Harry sabia muito bem disso. Apreciava e dava valor a cada mexida de lábio do outro, mesmo que tímida.
— Temos muito a conversar. — Louis disse desfazendo o sorriso aos poucos, mas ainda assim sem parecer ranzinza como de costume.
— Eu sei e concordo. — Harry respondeu e agora foi a sua vez de respirar fundo. — Acho que devemos esclarecer nossa questão pessoal antes da profissional, porque realmente quero ajudar, Louis... — O moreno de cabelos encaracolados mais comportados agora, fez uma pausa antes de continuar. — Não sou um cara mau.
— Sei que não é, Styles. — O agente responde recostando-se no sofá e entoando na voz a certeza que tinha há anos. — E se quer saber, acho que é um cara de bom coração... Só que é extremamente irresponsável.
— Não sou. — Harry sorriu de canto. — Não é irresponsabilidade, sei que o que fiz foi errado, mas não me arrependo. — Não que Styles estivesse orgulhoso dos milhões roubados por anos e que Louis sabia que tinha sido algo tão engenhoso, que entendia bem porque a polícia demorou tanto para descobrir o que estava acontecendo.
You and I get so damn dysfunctional, we stopped keepin' score
Nós somos tão disfuncionais que paramos de contar o placar
You and I get sick, yeah, I know that we can't do this no more
Nós ficamos doentis, sim, eu sei que temos que para com isso
Os dois trocaram olhares por um longo silêncio e, mesmo sem que o outro perguntasse, Harry sabia que o que Louis realmente queria saber sobre seu antigo caso, era onde estava o dinheiro roubado — nunca recuperado pela polícia. Pela forma com que Harry olhava nos olhos do agente, Louis também tinha certeza que estavam pensando na mesma coisa, mas nenhum parecia querer dar o braço a torcer e estragar o momento.
— Quero falar sobre aquele beijo. — Louis disse inclinando o corpo para frente e apoiando os cotovelos nos joelhos, mas sem tirar os olhos de Harry, que agora foi quem abriu o sorriso quase infantil, como o de uma criança que estava muito orgulhosa de sua última travessura. Louis achou aquilo realmente adorável, mas achou melhor nem comentar para não incentivar.
— Aquele que você correspondeu. — Styles segurou o riso e se aproximou ainda mais de Louis.
— Isso não vem ao caso. — Louis respondeu mordendo o lábio.
— Mas é claro que vem ao caso! Não só vem ao caso, como é o caso! — Harry ria enquanto falava. — Isso é tudo que importa, minha atitude não foi o ponto alto daquilo, mas sim o fato de você corresponder.
— A sua atitude é que foi o ponto alto sim! — Louis falou mais alto, mas Harry não tirou o sorriso dos lábios. — Em que estava pensando? Eu poderia te prender de volta, sabia? Poderia estar mofando na solitária nesse momento e provavelmente com sua pena aumentada... — Louis falava sério tentando buscar argumentos convincentes que mostrassem ao hacker que ele realmente deveria temer por sua liberdade, mas tudo que Styles fez foi se aproximar de Louis ainda mais como se o provocasse claramente.
— E, no entanto, estou eu aqui, sentado no sofá da sua sala, há menos de dez centímetros de distância de você, prestes a te beijar de novo. — Harry disse num sussurro, fazendo Louis esquecer de respirar por alguns segundos.
— Não se atreva, Styles. — O agente comentou, mas sem muita segurança na voz. Ele inclinou a cabeça ligeiramente para o lado oposto de Styles, um medo lhe percorreu as veias mas não queria deixar transparecer.
But, baby, there you go again, there you go again making me love you, uh
Mas, amor, aí está você de novo, aí está você de novo me fazendo te amar
Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go, uh
Sim, parei de usar a cabeça, parei de usar a cabeça totalmente
— Você quem começou o assunto. — Harry quase se defendeu mas sem se deixar intimidar pelo outro. Louis queria tanto aquilo que m*l conseguia esconder. — Além disso, você sabe que me apaixonei por você...
— Pelo amor de Deus, não diga uma coisa dessas. — Louis sentiu seu coração falhar uma batida ao ouvir aquilo. Ele sabia por mais que aquela fosse a primeira vez em cinco anos que estava de fato ouvindo aquelas palavras vindas de Harry Styles. Ficava muito claro desde as conversas pelo telefone que ambos haviam se apaixonado um pelo outro mas, ao contrário de Harry, aquilo deixava Louis em pânico.
Harry calou-se por um momento, ele conhecia Louis o suficiente para saber sobre a batalha ética e moral que estava em sua cabeça naquele momento. Não que ele fosse dramatizar muito sobre sua própria condição s****l — de nunca ter tido relacionamentos sérios com homens porque ainda possuía um autopreconceito grande relativo a ter uma vida social e familiar com alguém do mesmo sexo, embora gostasse de homens e sempre ter tido ótimas experiências na cama com eles — mas seu problema era mais centralizado no fato de Harry ser o criminoso que ele prendeu e ser conhecido publicamente, Louis tinha aquela certeza petrificada de que sua carreira iria por água abaixo assim que a polícia e suas chefias descobrissem qualquer resquício ou traço de um romance acontecendo ali.
— O que sentimos também não é o ponto alto dessa conversa e você sabe. — Louis quebrou o silêncio fazendo Harry prestar mais atenção do que antes. — E sei que discorda, sei que no seu mundo as regras sociais não fazem sentido, mas preciso que entenda as complicações profissionais na minha vida e na minha carreira se alguém desconfiar o que quer que seja que esteja acontecendo ou irá acontecer entre nós. — Tomlinson deixava a razão falar mais alto enquanto explicava de maneira a fazer parecer que era ele quem precisava se convencer daquilo, uma vez que Harry Styles não parecia dar a mínima para aquele tipo de coisa. Amava Louis e tudo que importava era ficar com ele.
— E é por isso que nunca foi me visitar na prisão em todos esses anos? — Harry perguntou já sabendo a resposta. Seus olhos verdes estava mais escuros agora que a luz do apartamento parecia mais fraca, já que Louis levantou-se para desligar o abajur sobre sua escrivaninha adaptada na sala.
— Nem que eu tentasse eu conseguiria ir. — O agente respondeu mais sincero do que Harry esperava. — Eu não iria conseguir olhar pra você de novo, minha vida não é mais a mesma de antes, Harry. — E aí estava ele finalmente chamando o moreno alto pelo primeiro nome.
Now you're stuck on my body, on my body like a tattoo, uh
Agora você está preso em meu corpo, em meu corpo feito tatuagem
And now I'm feelin' stupid, feelin' stupid crawling back to you, uh
E agora me sinto i****a, me sinto i****a me arrastando de volta pra você
Styles levantou-se imitando o movimento de Louis, que agora estava de costas pra ele passando as mãos pelo cabelo. Ele vestia um colete cinza que fazia parte do terno que vestiu durante o dia e apenas sentiu as mãos quentes de Harry tocarem sua cintura e seu nariz roçar sem pudores em sua nuca e Louis teve certeza de que o outro estava cheirando seus cabelos.
— Harry... — Ele disse num sussurro, pronto para pedir que ele se afastasse, mas aquelas palavras simplesmente não saíram de sua boca. O que mais o enfurecia consigo mesmo é que, mesmo que ele dissesse, não seria sua real vontade e o deixava ainda mais nervoso o fato de que ele tinha certeza que Styles sabia bem daquilo.
— Me dê só essa noite. — Harry pediu de maneira quase inaudível perto do ouvido do outro, que já não controlava mais a forma como seu corpo respondia àquilo. — Devemos isso um ao outro, não precisamos falar de futuro, não precisamos conversar sobre o que vai acontecer amanhã... Eu só quero que ao menos hoje, esta noite, você se entregue a esse sentimento e vamos fingir que nossas vidas não existem. — Harry continuava como se implorasse por aquilo mesmo sabendo que Louis não parecia estar indo a lugar algum. O moreno alto passou a beijar o pescoço do agente aos poucos, ainda testando, mordiscando sua orelha e o segurando com mais firmeza pelo quadril.
— Você sabe que isso só piora as coisas... — Louis respondeu virando-se de frente para o outro, segurando seus pulsos. — Não vamos fazer isso, por favor... Não me faça fazer isso só porque sabe que vou ceder. — Tomlinson fechou os olhos como se fizesse mesmo um grande esforço para dizer aquilo. mas Harry não parecia sequer estar ouvindo aquilo e estava mais interessado em beijar o rosto liso e sem barba do mesmo agente que, há anos, o havia colocado na cadeia. Louis nunca tinha sentido Harry não perto daquele jeito e soube, naquele exato momento, o quão perigoso ele era para sua sanidade mental.
So I crossed my heart, and I hope to die
Então juro por mim e espero morrer
That I'll only stay with you one more night
Que ficarei com você apenas mais uma noite
And I know I said it a million times
E sei que já disse milhões de vezes
But I'll only stay with you one more night
Mas ficarei com você apenas mais uma noite
Cansado de brigar consigo mesmo e com a situação em si, Louis se rendeu e beijou o hacker de uma forma mais lasciva do que tinha planejado. Suas línguas travavam uma batalha de sincronia capaz de arrancar gemidos baixos de Harry e até mesmo um certo relaxamento em seus ombros que ele não tinha tido no beijo anterior. Louis em apenas frações de segundos, tornou-se líder da situação, tomando espaço para conduzir suas próprias mãos pelos cabelos enrolados do outro, bagunçando-os sem o menor cuidado enquanto tentava se concentrar no gosto da boca de Harry, que retribuía o beijo da mesma forma que havia descrito há poucos segundos: como se fosse o último.
Louis não era nenhuma criança e, no alto de seus trinta anos, sabia muito bem o que estava fazendo e jamais colocaria a culpa no que ou em quer quer que fosse por suas escolhas. Era homem feito o suficiente para saber que as consequências vinham de atos que ele — e somente ele — haviam escolhido. Sim, era humano e, em determinado momento, se deixava levar e não pesava exatamente os níveis dos problemas que morais que enfrentaria quando acordasse na manhã seguinte, mas Harry, pelo menos naquela noite, estava certo e estava sendo igualmente justo o suficiente para pedir aquilo a ele: uma noite apenas.
Harry, por outro lado, deixou de lado qualquer preocupação e inclusive recusou-se a pensar em qualquer consequência. Era mesmo parte da personalidade dele não se importar muito com as reações de suas ações. Harry Styles era um homem inconsequente e se orgulhava disso: dizia que tinha uma noção de aproveitar a vida muito maior do que a maioria das pessoas jamais sonharia em ter. Enquanto sentia as mãos de Louis dar o tom e o ritmo ao que estava para finalmente acontecer, ele apenas se permitiu ser dele, ser do momento e fechar os olhos quando os lábios — e os dentes — de Louis Tomlinson abocanhavam seu pescoço, chupando sua pele e o empurrando pelo corredor até seu próprio quarto.
Harry não tinha pressa para que aquele momento chegasse, queria aproveitar o máximo que podia, mas um Louis Tomlinson impaciente e ofegante já tirava o colete e desabotoava a própria camisa branca. Harry, por sua vez, afastou-se ligeiramente do outro como se quisesse contemplar a cena do agente se despindo pra ele. Desviou de uma tentativa de beijo por parte de Louis e apenas sorriu de canto ao ver o olhar confuso do outro, mas não disse nada. Harry jogou-se na cama tirando a própria camisa sem tirar os olhos de Louis que pareceu ter entendido do que aquilo se tratava. Harry sorriu, mas Tomlinson permaneceu sério, em pé ao lado na cama, tirando a camisa sem muito cuidado, enquanto os olhos ávidos e cheios de luxúria de Harry apenas assistiam o peito do agente subir e descer em função da respiração pesada.
Harry, que até aquele momento só podia imaginar, finalmente conseguia encher os olhos com aquele corpo bem à sua frente. Não que ele estivesse fazendo de propósito, mas não estava mais pensando direito, apenas abriu o botão do jeans surrado que vestia e percebeu os olhos de Louis moverem-se para aquela parte específica do seu corpo, que tinha um volume capaz de provocar Louis a ponto dele quase pedir para que ele tirasse as calças logo.
Try to tell you no, but my body keeps on telling you yes
Tento te dizer não, mas meu corpo continua dizendo sim
Try to tell you stop, but your lipstick got me so out of breath
Tento te dizer pra parar, mas seu batom me deixa sem ar
— Vem cá... — Harry disse mordendo o lábio e maneando a cabeça na direção de sua cintura. Louis não gostava de receber ordens, mesmo que fosse um pedido daqueles, mas estava com tanto t***o que jamais se atreveria a reclamar de coisa alguma, especialmente porque agora Styles exibia seu m****o duro, masturbando-se devagar, deixando Tomlinson quase tonto.
Louis abriu o cinto e, dessa vez, não pareceu estar com tanta pressa para tirar a calça social cinza que vestia. Estava gostando de provocar porque via que surtia efeito. Revezava seus olhares entre a expressão quase descontrolada de Harry que mordia o lábio para sua mão direita que envolvia seu m****o deslizando suavemente e sem pressa, que apenas aumentou o ritmo ao ver Louis agora completamente nu e, por mais que Styles não quisesse parecer muito impressionado, arqueou as sobrancelhas quando viu o tamanho do m****o do agente que agora posicionava-se por cima dele na cama e, sem tirar os olhos do hacker, desceu com a boca beijando seu peito e barriga, até chegar em suas coxas, mordendo de leve a virilha.
Harry gemeu de um jeito que provavelmente não o faria se estivesse totalmente consciente. Louis sorriu para si mesmo antes de abocanhar o p*u de Harry sem precisar pensar duas vezes. Desceu os lábios até sentir seu queixo tocar as bolas do outro e subiu de volta, mas logo sentiu Harry segurar em seus cabelos ditando o ritmo de como queria aquilo, ao mesmo tempo que deixava Louis chupá-lo como quisesse, afinal de contas, aquilo pouco importava já que olhar pra baixo e ver o agente olhando pra ele quanto parecia deliciar-se com seu p*u já era excitante o suficiente.
Depois de alguns minutos, ele puxou Louis em sua direção e o beijou no momento em que o agente sentou em sua barriga já deixando claro a posição que queria. Harry sorriu quando separou seus rostos alguns centímetros e soube que Tomlinson gostava mesmo de tomar a iniciativa de escolher como queria fazer aquilo — e não era como se o hacker estivesse achando r**m ter a visão de Louis cavalgando em seu m****o enquanto o suor começava a brotar de sua testa. Sem muita dificuldade e não deixando transparecer que, de fato, ele sentiu um pouco de dor, Louis penetrou o m****o de Styles e ouviu o outro gemer alto, mesmo que ele ainda não tivesse começado a se movimentar. Louis sorriu ao sentir as mãos firmes de Harry em seu quadril, apertando sua b***a e dando um tapa logo em seguida.
— Como você é gostoso, Louis. — Louis quase não conseguiu ouvir por Harry ter dito num tom de voz tão baixo que poderia ser quase confundido com um gemido. Louis começou a se movimentar e, apesar de ser um homem sexualmente experiente, sentiu um prazer num nível muito acima do que já tinha sentido com outros homens. Harry passou a masturbá-lo enquanto ele cavalgava em seu colo aumentando a velocidade percebendo que Styles não tirava seus olhos dele. O barulho da fricção de seus quadris se tocando deixava Louis ainda mais alucinado, ele inclinou seu corpo na direção de Harry e voltou a beijá-lo mordendo seus lábios e ouvindo Styles tentando dizer coisas desconexas e sujas sobre o quanto Louis o excitava e no quanto tinha esperado para fazer aquilo.
Não levou muito tempo para que Harry gozasse dentro do agente e, em seguida, Louis não fizesse cerimônia para igualmente sujar a barriga de Harry que, em seguida, permitiu-se apenas sentir o peso do corpo de Louis que deitou sobre seu peito sem dizer nada. Harry, pela primeira vez, teve a oportunidade de mostrar seu instinto protetor, antes pertencente a Louis, que insistia em tomar a frente na hora de decidir como e quando fazer. Mas, naquela hora, ambos eram apenas Louis e Harry, sem sobrenomes e sem rótulos sociais. Não era o policial e o hacker, não eram o agente e o prisioneiro, eram apenas dois homens apaixonados, unidos por um destino descarado que não fez questão de tornar as vidas de ambos fáceis, pelo contrário, tornou a arte da adaptação mais árdua do que para a maioria.
Louis dormiu, mas Harry recusou-se a ceder ao sono. Ficou acordado com o agente deitado confortavelmente em seu peito enquanto apenas acariciava seus cabelos e costas, apenas fechando os olhos algumas vezes desejando que o tempo parasse.
I'll be waking up in the morning, probably hating myself
Vou acordar de manhã provavelmente me odiando
I'll be waking up feeling satisfied but guilty as hell
Vou acordar me sentindo satisfeito mas culpado pra caramba