Os Valentões

1064 Words
Eu estava super feliz, que agora a Tamires havia entrado em ação no lugar do Thales, até porque eu gostava muito mais de ser a Tamires, porque ela que era amiga do Roberto, e ainda bem que ninguém desconfiou de nada. Eu estava ciente que a partir daquele momento eu viraria de fato uma garota, claro que apenas para a minha família eu seria o Thales. Eu até que gostei do novo colégio, a professora era bem legal, e os colegas também, e a melhor parte é que eu era colega do Roberto, e agora eu poderia ficar mais tempo ainda perto dele e poderíamos brincar ainda mais. Na hora do recreio, eu estava sentado em um banco conversando com o Roberto, a Sandy e o Mauricio, e então eu perguntei ao Roberto: - Você é um ano mais velho que eu, não devia estar no quinto ano? - Devia, mas eu entrei nessa escola no fim do ano passado, aí eu não consegui passar, essa escola é bem mais forte do que a que eu estava, e quando eu vim pra cá tinha certas coisas que eu não havia aprendido lá, aí agora eu tive que refazer o quarto ano. - Ah tá, é porque eu estranhei, um garoto tão inteligente como você estar um ano atrasado. – Eu disse. Roberto apenas sorriu um pouco envergonhado. - Vocês são namorados? - Mauricio perguntou. - Não! Ainda não! – Respondeu Roberto com o olhar fixo em mim. Aí foi a minha vez de ficar envergonhado, não esperava ele dizer aquilo, mas fiquei muito feliz em saber que ele ainda queria namorar comigo, que ele queria isso tanto quanto eu. De repente chegaram dois grandões, acho que deviam estar no sétimo ou oitavo ano, e tinham o dobro do nosso tamanho. - Óh Ricardinho, tem novata no pedaço. – Disse Armando, um dos grandões. - Qual o seu nome, pirralha? – Me perguntou o tal Ricardinho. - Me chamo Tamires, e é melhor ser pirralha, do que um troglodita que tenta pôr medo em criancinhas. Sandy, Maurício e Roberto ficaram de boca aberta quando eu disse aquilo e me olharam surpresos. - Óh Armando a pirralha é atrevida. Não sabe com o que está se metendo. - Você está com os seus dias contados aqui dentro. – Disse Armando. E os dois saíram andando enquantos nos encaravam. - Você é louca, agora eles vão fazer da sua vida um inferno. – Disse Sandy - É, mas a gente que está mais acostumado com eles, iremos te defender desses metidos. – Disse Maurício. Percebi que Roberto não havia gostado nada do que o Maurício havia dito, e pra ser sincero, eu acho que o Maurício havia ficado interessado na Tamires, e se isso fosse verdade eu teria que mentir mais e mais, e agora não só pro Roberto, mas também pro Mauricio. É, acho que eu teria que começar a rezar, para que isso não acontecesse. Ai meu Deus! Será que o Maurício também estava afim de mim, ou melhor da Tamires? (...) O resto do dia no colégio foi tranquilo. Tivemos aulas de português, matemática e música. Roberto era o aluno mais inteligente da turma, sabia todas as matérias, e até me deu umas ajudas em matemática, que era a única matéria que eu ia super m*l. Assim que a aula acabou, eu e o Roberto saímos correndo antes que aqueles grandões nos vissem. - Tchau.- Eu disse ao chegarmos na nossa rua. - Tchau, até de tarde. - Ele me disse sorrindo. Fiquei esperando o Roberto entrar na casa dele para eu entrar na minha. - Como estava a aula, mano? – Perguntou Julia ao me ver na porta de casa. - Estava super legal, a professora é um amor, gostei bastante dela. - A mamãe recém saiu, ela deixou o almoço pronto, é só esquentar, ela disse que é pra você esquentar no micro, e depois me levar pra aula. Ah e ela e o papai só voltam às 2h da manhã. – Disse Julia. - Ok! – Eu respondi. Larguei minha mochila no sofá, esquentei o almoço no micro como a mamãe havia dito. Julia e eu almoçamos, e em seguida fui levar ela no colégio, que era o mesmo que o meu, porém eu estudava de manhã, e ela de tarde. - Boa aula, pequena! – Eu disse. - Obrigada! Fiquei esperando ela entrar, e voltei para casa, e ao chegar lá vi o Roberto esperando por mim em cima de uma árvore. - Até que enfim! Eu posso saber onde a senhorita estava? – Perguntou Roberto brincando. - Fui levar a minha irmã no colégio. - Ah tá, topa fazer alguma coisa? - Topo! Já sei o que a gente pode fazer. A Ju está no colégio, e os meus pais estão trabalhando, ou seja, não tem ninguém lá em casa, se você quiser a gente pode ir na minha casa fazer algo. – Eu disse. - Partiu! Fomos para a minha casa, e ao entrarmos, Roberto viu uma foto dos meus pais na estante da sala. - Quem são esses? São os teus pais? - São. – Eu respondi. - Sua mãe é linda! E quem é essa? - É a Ju, minha irmã. - Nossa, ela é tão linda quanto a irmã. – Disse Roberto. Fiquei todo sem jeito ao ouvir ele falar aquilo. - E esse aqui? – Perguntou Roberto se referindo a uma foto de quando eu tinha uns dois anos. - Hã, ele é meu priminho, é que como ele é o sobrinho preferido da minha mãe, ela guarda algumas fotos dele. – Eu disse morrendo de medo de que ele desconfiasse de algo. - E você não tem fotos suas de quando você era pequena? – Roberto me perguntou. - Ter eu tenho, mas não sei cadê. - Ah que pena! Queria ver! Então, nós fomos para o quarto da Julia, que era bem mais feminino, e eu menti que era o meu, e já que ela também tinha um vídeo game nós ficamos jogando. Jogamos vários jogos, depois assistimos um pouco de desenho, e jogamos alguns jogos de tabuleiro. E por fim, eu coloquei um DVD que mamãe tinha que era só de humor, ficamos com dor de barriga de tanto rir, e lá se ia mais uma tarde deliciosa com o Roberto.
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