Estradas, Silêncios e Alturas Adrian fechou a porta do escritório de casa com cuidado, como se o gesto fosse mais pesado do que realmente era. Pegou o celular mais uma vez, conferindo o horário, e respirou fundo antes de ligar para o sócio. — Hugo — disse, assim que a chamada foi atendida. — Vou atrasar um pouco mais, mas eu vou. Só não do jeito que planejamos. — O que aconteceu? — a voz do outro veio atenta. — Samuel é muito pequeno. Não vou arriscar viagem de avião agora. Vamos de carro. Saímos cedo e só chegamos à noite. Houve um breve silêncio do outro lado da linha, depois um suspiro compreensivo. — Fez bem — respondeu Hugo. — Família primeiro. Aviso o pessoal. O importante é você chegar. — Obrigado — Adrian disse, sincero. — Qualquer coisa me liga. Desligou e ficou alguns seg

