cap 13 meu refúgio

813 Words
REBECA O mar tinha um som diferente em Angra. Mais calmo. Mais profundo. Como se soubesse guardar segredos. Depois de tudo que aconteceu no morro, fugir dali parecia um milagre. Felipe ainda estava fraco, mas insistiu em vir pra cá. Disse que precisava de um lugar onde o mundo não encostasse nele por alguns dias. Um lugar só nosso. E eu fui. Sem pensar duas vezes. Porque não importa onde. Se ele estiver lá, já é casa. A casa era simples, mas charmosa. De frente pro mar, com janelas grandes e uma varanda onde o vento soprava leve. Ele disse que um amigo devia isso a ele. Eu não perguntei mais nada. Só quis viver aquele momento. Nos primeiros dois dias, eu cuidei dele. Limpei o ferimento, dei remédios, preparei comida. Ele reclamava, dizia que já tava melhor, mas m*l conseguia subir as escadas sem minha ajuda. Mesmo assim, a cada dia, o brilho nos olhos dele voltava um pouco mais. Naquela manhã, o sol nasceu cedo. Acordei com o barulho das ondas e o calor suave batendo na minha pele. Estiquei o braço. A cama tava vazia. Levantei assustada. – Felipe? – chamei, ainda com a voz rouca. – Aqui, amor – ouvi a resposta vindo da varanda. Fui até lá. Ele estava sentado, com uma camisa branca, os cabelos bagunçados pelo vento e os olhos fixos no horizonte. O mar refletia o céu, e ele refletia paz. Coisa rara de se ver num homem que carregava tanto peso. Me aproximei devagar, enroscando os braços ao redor do pescoço dele por trás. – Tá melhor? – perguntei, encostando o rosto no ombro dele. – Com você aqui, até se eu tivesse morrendo eu ia dizer que sim. Sorri. Ele sempre teve esse jeito bruto, mas quando deixava escapar o carinho... era tudo. Tava pensando em uma coisa – ele disse, virando de leve o rosto pra mim – na vida que eu quero ter com você. Fiquei em silêncio. O coração bateu diferente. Ele se levantou devagar, segurou minhas mãos. – Eu não sou bom com palavras. Nunca fui. Fui criado na bala, no grito, na lei da rua. Mas com você, eu aprendi a sentir. A querer mais. – Felipe... – Calma, deixa eu falar – ele sorriu, um pouco nervoso – eu não sei se o mundo vai deixar a gente em paz. Eu não sei se eu vou voltar inteiro da guerra que tá vindo. Mas tem uma coisa que eu sei: te amo. E quero construir tudo com você. Ele puxou algo do bolso. Um anel. Simples, mas lindo. Uma pedrinha discreta brilhava no centro, como se tivesse guardando luz de sol. Ele se ajoelhou. – Rebeca... você aceita casar comigo? As lágrimas simplesmente vieram. Não dava pra segurar. Me ajoelhei junto com ele. Segurei o rosto dele entre as mãos. – Claro que eu aceito. Eu aceito tudo com você, Felipe. Até o caos. Até a guerra. Mas se for pra viver, eu quero viver do seu lado. Ele colocou o anel no meu dedo, com as mãos tremendo. Eu nunca pensei em casar. Nunca me vi de véu, de branco, em festa. Mas naquele instante, só com o céu e o mar como testemunhas... foi o suficiente. A gente se beijou ali mesmo, ajoelhados, bagunçados, quebrados... mas juntos. Mais tarde, saímos pra andar na areia. Ele ainda mancava um pouco, e eu segurava firme na cintura dele. O sol se punha atrás das montanhas, tingindo o céu de laranja e rosa. Era como se o universo tivesse nos dado uma trégua. – Cê acha que eles vão nos deixar em paz? – perguntei, com medo. – Não agora. Mas eu vou acabar com isso. Essa vai ser minha última guerra. Depois disso, é só nós. – ele me olhou nos olhos – eu juro. Eu acreditei nele. Ele me puxou pra perto, colou a testa na minha. – Quando eu voltar, a gente casa. Com aliança, festa, tudo que você quiser. – Só preciso de você. O resto, a gente constrói. Subi em seu colo e inicio um beijo intenso e cheio de desejo. Tiro sua camisa, seu short e cueca, fazendo com que seu p*u ficasse exposto. Ele tira meu baby doll, e logo eu abocanho seu p*u iniciando um boquete – ouço seus gemidos e olho em sua direção; o safado já estava me olhando. Faço ele gozar e subo pro seu colo, encaixando seu p*u na entrada e começo a cavalgar. – Aaaaaahhh, Felipe... – rebolo em seu colo até chegar no meu limite. – Fica de quatro, p*****a – ele diz, e eu me empino toda pra ele. – Gostosa do c*****o – ele murmura, penetrando com força. E assim passamos a nossa madrugada, entre suspiros, beijos e o som das ondas ao fundo. Ele era meu refúgio, meu fogo, meu tudo.
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