Tá se achando demais...cap. 5

625 Words
BRIAN SANCHES Quem ela pensa que é pra me expulsar daquele jeito? Uma dançarinazinha mascarada que rebola por dinheiro... e ainda vem querer bancar a santa? Me poupe. Saio do camarim furioso. Volto pra mesa e viro uma dose generosa de whisky de uma vez só. — Onde você se meteu, mano? — pergunta o Lucas, meu parceiro de sempre. — Fui conhecer a tal Esmeralda. Mas ela é uma v***a louca — respondo, dando de ombros. — Você foi atrás da dançarina? Tá maluco, Brian? Ela não é como as outras daqui — diz ele, com um olhar sério incomum. — Como assim, "não é como as outras"? — Ela é protegida da Rosa, a dona da boate. Só dança. Não faz programa. Teve um cara que tentou forçar algo com ela uma vez... o segurança quase matou o infeliz. Fico em silêncio por um instante. — Quer dizer que ela só dança...? Solto uma risada seca. — Não acredito. Mulher decente não trabalha em boate, ainda mais dançando daquele jeito. Mas já deu. Cansei de pensar nessa louca. Tô com o corpo fervendo, o p*u pulsando, e preciso descarregar em alguém. Agora. Meu olhar cruza com o de uma ruiva peituda do outro lado do salão. Caminho até ela, seguro firme em seu braço e puxo pro meu colo. Ela sorri, provocante. Sem perder tempo, começo a beijar e morder os s***s dela ali mesmo. Depois, falo em seu ouvido: — Vamos pra um lugar mais reservado. Ela me guia até um dos quartos nos fundos. Entro, sento na beira da cama e já tiro o p*u pra fora, grosso, latejando. — Mama. Agora. Ela hesita por um segundo, talvez pelo tamanho, mas logo se ajoelha e começa a chupar com força, sem frescura. — Isso... chupa, v***a. Chupa direito — rosno, e ela obedece, aumentando a intensidade. Depois de alguns minutos, puxo ela pelos cabelos e a viro. — Agora fica de quatro. Quero te arrebentar. Coloco a camisinha com raiva, seguro a cintura dela e a penetro com força. A v***a grita, mas de prazer. E eu? Eu tô tão possuído pela raiva da dançarina mascarada que cada estocada parece um desabafo. Me movimento rápido, forte, brutal. Ela geme alto, pedindo mais. E eu dou. Meus músculos contraem. Estou perto. Aumento o ritmo. E g**o. Como um animal. Puxo o corpo dela mais uma vez, sentindo o último impulso. Tiro, dou um nó na camisinha e jogo fora. Me visto sem pressa. Ela ainda tá deitada, ofegante. — Uau... quando vamos nos ver de novo? — pergunta ela, com voz melosa. Não respondo. Pego a carteira, tiro trezentos reais e jogo em cima da cama. Depois saio, sem olhar pra trás. Desço. Lucas já não está mais lá. Sigo direto pra casa. Já passa da meia-noite, e amanhã tenho que estar cedo na delegacia. No quarto, tiro a roupa, vou pro banho. A água fria me ajuda a recuperar o controle. Visto uma calça de moletom e me jogo na cama, olhando pro teto, tentando esvaziar a mente. Mas ela volta. A dançarina mascarada. Esmeralda. Mesmo de máscara, dava pra ver que era linda. E o corpo? Um corpo feito sob encomenda pra f***r a mente de qualquer homem. Mas o que mais me intriga… é a forma como ela reagiu. Como se eu tivesse encostado numa ferida. Como se... estivesse com medo. Ficou horrorizada com o meu toque. Isso me deixou confuso. Irritado. Obcecado. Quem diabos é ela? Por que uma dançarina — dessas que fazem os homens babar — tremeu como se eu fosse um monstro? Fecho os olhos, tentando afastar a imagem dela. Mas não consigo. E isso... Isso me fode mais do que qualquer transa da noite.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD