BRIAN SANCHES
Quem ela pensa que é pra me expulsar daquele jeito?
Uma dançarinazinha mascarada que rebola por dinheiro... e ainda vem querer bancar a santa? Me poupe.
Saio do camarim furioso. Volto pra mesa e viro uma dose generosa de whisky de uma vez só.
— Onde você se meteu, mano? — pergunta o Lucas, meu parceiro de sempre.
— Fui conhecer a tal Esmeralda. Mas ela é uma v***a louca — respondo, dando de ombros.
— Você foi atrás da dançarina? Tá maluco, Brian? Ela não é como as outras daqui — diz ele, com um olhar sério incomum.
— Como assim, "não é como as outras"?
— Ela é protegida da Rosa, a dona da boate. Só dança. Não faz programa. Teve um cara que tentou forçar algo com ela uma vez... o segurança quase matou o infeliz.
Fico em silêncio por um instante.
— Quer dizer que ela só dança...?
Solto uma risada seca.
— Não acredito. Mulher decente não trabalha em boate, ainda mais dançando daquele jeito.
Mas já deu. Cansei de pensar nessa louca. Tô com o corpo fervendo, o p*u pulsando, e preciso descarregar em alguém. Agora.
Meu olhar cruza com o de uma ruiva peituda do outro lado do salão. Caminho até ela, seguro firme em seu braço e puxo pro meu colo. Ela sorri, provocante. Sem perder tempo, começo a beijar e morder os s***s dela ali mesmo. Depois, falo em seu ouvido:
— Vamos pra um lugar mais reservado.
Ela me guia até um dos quartos nos fundos. Entro, sento na beira da cama e já tiro o p*u pra fora, grosso, latejando.
— Mama. Agora.
Ela hesita por um segundo, talvez pelo tamanho, mas logo se ajoelha e começa a chupar com força, sem frescura.
— Isso... chupa, v***a. Chupa direito — rosno, e ela obedece, aumentando a intensidade.
Depois de alguns minutos, puxo ela pelos cabelos e a viro.
— Agora fica de quatro. Quero te arrebentar.
Coloco a camisinha com raiva, seguro a cintura dela e a penetro com força. A v***a grita, mas de prazer. E eu? Eu tô tão possuído pela raiva da dançarina mascarada que cada estocada parece um desabafo.
Me movimento rápido, forte, brutal. Ela geme alto, pedindo mais. E eu dou.
Meus músculos contraem. Estou perto. Aumento o ritmo. E g**o. Como um animal.
Puxo o corpo dela mais uma vez, sentindo o último impulso. Tiro, dou um nó na camisinha e jogo fora. Me visto sem pressa. Ela ainda tá deitada, ofegante.
— Uau... quando vamos nos ver de novo? — pergunta ela, com voz melosa.
Não respondo.
Pego a carteira, tiro trezentos reais e jogo em cima da cama. Depois saio, sem olhar pra trás.
Desço. Lucas já não está mais lá.
Sigo direto pra casa. Já passa da meia-noite, e amanhã tenho que estar cedo na delegacia.
No quarto, tiro a roupa, vou pro banho. A água fria me ajuda a recuperar o controle. Visto uma calça de moletom e me jogo na cama, olhando pro teto, tentando esvaziar a mente.
Mas ela volta.
A dançarina mascarada.
Esmeralda.
Mesmo de máscara, dava pra ver que era linda. E o corpo? Um corpo feito sob encomenda pra f***r a mente de qualquer homem.
Mas o que mais me intriga… é a forma como ela reagiu.
Como se eu tivesse encostado numa ferida.
Como se... estivesse com medo.
Ficou horrorizada com o meu toque.
Isso me deixou confuso. Irritado.
Obcecado.
Quem diabos é ela?
Por que uma dançarina — dessas que fazem os homens babar — tremeu como se eu fosse um monstro?
Fecho os olhos, tentando afastar a imagem dela.
Mas não consigo.
E isso...
Isso me fode mais do que qualquer transa da noite.