Capítulo 9

451 Words
- Ele respondeu ao chamado? - perguntou Dália. Olhei para o espelho do corpo inteiro, esperando algum sinal dele. - Ainda não. Ontem ele havia falado que estava confuso - eu disse, suspirando e me voltando para ela. Sua pele azul reluzia e suas orelhas pontudas se mostravam por de trás dos cabelos pretos. - Precisa tentar mais um pouco, Caelum. Seu irmão vai voltar a contatar. Ele esta com a nossa princesa. Ele não seria capaz de mata-la, seria? Eu esperava que não. Esperava que ele a trouxesse para nós, como havíamos combinado. Ele trabalharia para a rainha Ária, mas não faria o que ela estava pedindo. Apesar disso, era visível que ele estava confuso. Era óbvio que não queria ficar sem seus poderes. Ele ainda os tinha, mas Ária havia conseguido drena-los, assim, podendo controla-lo a sua vontade. Ária não sabia que a filha do rei Norian estava viva. Acreditou que seu servo a tivesse matado, mas ele a deixou aos nossos cuidados, sendo levada para o mundo dos humanos pelo rio que corta os dois reinos. Elfos e criaturas do nosso reino já fizeram essa travessia, mas tem o grande risco de acabar perdendo parte dos seus poderes. O mundo dos humanos é cheio de tratados, para que eles não venham até nós e nós não possamos interferir no mundo deles. Isso seria uma p******o para nosso mundo e eles estariam seguros de nós. Não se sabe quem fez esses sigilos mágicos, mas há eons isso foi feito e está anotado em livros sobre a história do nosso povo. São leis básicas para nosso povo. A rainha Ária, quando soube o que nosso exército estava tramando pelas costas dela, alertada por meu irmão, mandou m***r todos os envolvidos. Eu havia conseguido fugir e me comunicar com os humanos, através daqueles do meu povo que estão do lado humano. E soube onde a princesa estava. Fizemos de tudo para protegê-la, mesmo eu não podendo sair do meu mundo, mas apenas como um espectro. Não poderia fazer quase nada tendo essa forma corpórea e deixando meu corpo aqui. Mas, conseguimos manter a princesa com um sigilo. Mas, parece que se rompeu. Meu irmão conhece meus métodos e com certeza isso é obra dele. Mas, até dias atrás, ele parecia confuso em sua missão. Dizia que não poderia m***r alguém do seu povo e estava cansado do sangue dos nossos em suas mãos. E agora, eu esperava que ele cumprisse sua palavra e a trouxesse para nós. Assim que ela recuperasse o cetro, tudo ficaria em equilíbrio. Já era muito difícil estar naquela floresta densa, convivendo com criaturas malignas. Não sei por quanto tempo Sedna iria me tolerar em sua casa.
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