Ponto pra mim!

1292 Words
CAPÍTULO 03 Axel Eu não consigo entender a Emily, e também nem quero! Eu só espero que esse tempo passe logo, e eu me livre dela! Ela não é o meu tipo, e ainda nem sei porque me intrometi e tirei ela de lá, talvez seja por respeito ao pai dela que é tão amigo da nossa família e um homem de caráter, sem contar que ainda ontem ele me pediu para que eu desse uma atenção maior a ela e que tentássemos ser mais amigos... eu não entendi muito bem, mas algum motivo ele deve ter para isso, mas essa história de estarmos juntos terá que acabar logo! — Até que enfim saiu do quarto, filho! Eu queria mesmo conversar com você! — O meu pai falou, e já vi que deu r**m. — Aposto que a fofoca já chegou para você também! — Perguntei desanimado. — Sim! Filho, eu não entendi o que está acontecendo aqui! Você nunca nem ligou para a Emily, e agora ela apareceu no teu quarto, Axel! Não esqueça que eles são praticamente da nossa família, e não quero problemas com o Matthew por causa disso! — Ele falou preocupado, e decidi contar a verdade pra ele... — Pai! Eu juro que não... — Filho, pode parar! É claro que não vai descartar a garota agora que dormiu com ela! Pois, eles acreditaram que não houve nada, mas eu não sou bobo! A Emily é linda, e já tive a tua idade, sei como funciona na cabeça de baixo! — Meu pai falou, e logo... — Aí! — Minha mãe deu um tapa no ombro dele. — Pode parar de ensinar besteiras para o Axel, eu confio nele, eles só dormiram juntos, são namorados agora, isso é normal! — Falou ela, e eu como sempre fiquei no meio da treta. — Pensei que havia dito que os encontrou pelados, querida? Eu na idade dele, e pelado... bom, deixa pra lá, né? — Cuidou com as palavras, pois a minha mãe, anda aprendendo algumas coisas com a Beatriz, e já o fuzilava com o olhar. — Eu não vou fazer nada de errado com a Emily, se é isso que estão preocupados! — Falei, e iria me irritar, por precisar manter a farsa, mas acabou de me vim uma ideia na cabeça, que seria muito divertido enrolar aquela mimada em um relacionamento falso, e a deixar possessa de raiva, acho que eu nunca teria outra chance de me vingar da patricinha, e ainda com o apoio do patrão, já que ele acha que somos namorados... — Ótimo! — O meu pai falou. Me despedi deles, e fui no meu carro trabalhar, não é o carro do ano, e nem caro, mas comprei com o meu dinheiro, e gosto de vir com ele, e o meu pai vem com o dele. Reparei que usaram a minha vaga no estacionamento, então precisei deixar do outro lado hoje, e andar mais, fazer o quê né? — Bom dia, meninas! — Falei para as mulheres do setor de baixo, que estavam subindo junto comigo no elevador. — Bom dia, Axel! Vai rolar um rolezinho hoje? — Perguntou a Bruna, uma das que já peguei esses dias. — Sim, claro! — Respondi, mas p**a que pariu! — Mas, não posso! Já marquei algo! — Menti, pois agora estou enrolado até o pescoço com a Emily, “droga! Já comecei me dando m*l!“ Não posso mais pegar as gatinhas de plantão! — Nossa, Axel! — Passou a mão no meu peito, com aquelas unhas enormes pintadas de vermelho, deslizando no meu peitoral. — Eu aviso quando der, tá gata! — Falei, e todas ficaram me olhando estranho, só espero que não descubram essa palhaçada envolvendo aquela Patrícia! Não quero que saibam dessa palhaçada aqui dentro! Saí de lá, e fui pensativo para a minha sala, depois que me tornei o diretor financeiro, a quantidade de mulheres que me perseguem aumentou demais, e isso me incomoda, não curto interesseiras. Fui andando a passos largos, já estava no meu horário, mas quase voltei para trás quando vi a Emily sentada na minha cadeira, bem folgada, girando e se achando. Eu já estava irritado com aquele ego gigante dela, e iria dar uma resposta a sua altura, mas o chefe chegou e resolvi esperar. Matthew gosta demais da filha, e eu o respeito, mais... como é que é? Ele falou que “eu” sou o chefe dela? Isso deve ser uma brincadeira dele... Ela sentou na cadeira novamente, e arregalei os olhos com o grito dela... — PAIIII!!!!! — Ei, minha princesa! Que isso? Estamos na empresa! — Falou baixo, tentando acalmar a fera, que deveria estar muito brava. — Pai, você não pode estar falando sério! Eu achei que seria a tua assistente, assim como a minha mãe era, depois que ela falou que mudaria o meu cargo, eu pensei que eu seria a diretora financeira... — Calma, princesa! Você vai adorar trabalhar com o Axel! Ele vem crescendo muito aqui, e estou impressionado com o sucesso que vem tendo, então aprenda tudo o que ele te ensinar, e seja boazinha! Agora estão namorando, então o trate com respeito! Depois falamos mais, agora eu preciso entrar em uma reunião! — Ela iria falar, mas ele se aproximou, lhe deu um beijo na testa, e saiu, a deixando com a boca aberta, que não pude deixar de observar, como é bonita... — Agora é guerra! Eu vou provar para o meu pai, que sou muito melhor do que você! E pare de olhar para a minha boca, porque nunca vai beijar! — Falou sapateando, e só agora vi que eu deveria estar passando vergonha olhando para aquela boca, que lembra aquela atriz, Angelina alguma coisa. — Eu nunca que vou te beijar, já falei que não te quero! — Falei para provocar, pois bem que eu gostaria de provar aqueles lábios carnudos... Aquela maluca veio bem perto de mim, e com aqueles saltos altos, estava quase da minha altura, chegou bem perto quase encostando a boca na minha, poderia jurar que cheguei a sentir no rosto o calor do seu hálito de menta, e a safada também queria me provocar, pois falou bem mole no meu ouvido: — Você ainda vai implorar por um beijo meu, Axel! Mas, eu não vou te dar! — Falou e chegou bem perto da minha boca, outra vez, me olhando desaforada, e iria sair, mas eu posso ter perdido uma batalha, mas nunca a guerra! Então segurei os seus dois pulsos, a prendi contra a mesa, e a minha cintura grudou na dela, com certeza ela notou o meu estado, mas não me importo... soltei uma das mãos e segurei o seu rosto com firmeza, e senti o coração dela acelerado, hora de mostrar quem manda aqui... Mordi de leve a parte de baixo da sua boca, e ela ficou imóvel, encostei melhor o meu corpo contra o dela, e chupei novamente o seu lábio inferior, e a vi se arrepiar, vi que ela abriu a boca para me beijar, mas não... vamos ver quem é que vai implorar aqui! Passei a mão que estava no queixo entre os fios de cabelo dela com delicadeza, mas em segundos os prendi nos meus dedos, e puxei com firmeza, deixei as nossas bocas quase coladas, e sussurrei: — Tenho reunião com o conselho, organize os contratos que estão na mesa, que mandarei trazerem uma mesa nova para você! Já que trabalharemos na mesma sala... namorada! A soltei do nada, e virei as costas, fingindo que nada aconteceu ali! Não ouvi nem um barulho, que não fosse da respiração dela, e vi que foi ponto pra mim... Emily tem pontos fracos!
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