Trabalho

1142 Words
Marcos narrando A praga do Mark decidiu sequestrar minha cunhada para a ilha particular dele, deixando muito mais trabalho para mim. De um lado, é ótimo, já que vou ficar longe da Helena. Já falei com alguns advogados, e eles estão tentando fazer acordos com ela antes de irmos para a justiça. Chego na empresa já cansado por ter visto a cara da Helena de manhã. Aperto o botão para as portas do elevador se fecharem, mas escuto um grito pedindo para segurar a porta. Aperto o botão e sorrio ao ver a Fernanda entrar. — Ah, oi, senhor Marcos. — Fernanda, bom dia. Você está muito linda, se me permite dizer. — Obrigada. Você sabe se o senhor Mark chegou? Estou atrasada e ele vai querer me matar. — Ele não veio hoje. Na verdade, vai ficar uns dias fora. Ele viajou e me deixou cuidando do trabalho dele. — Sério? Normalmente é o senhor Bellini que fica — ela se refere ao meu pai, e está certa. Meu irmão deixou isso para nosso pai, mas eu vou intervir. — Sim, mas você vai ficar como minha secretária também. Preciso da sua ajuda. — Mas você já tem uma secretária. — Sim, mas você vai me ajudar como secretária do Mark, ficando comigo na minha sala — me confundo um pouco, mas com uma voz firme, ela não questiona. Saímos juntos do elevador e vejo meu pai. — Me espere na minha sala, Fernanda — falo sério, e ela abaixa a cabeça, seguindo resmungando coisas inaudíveis. Meu pai me olha confuso, e puxo ele para um canto. — Que merda você tá aprontando? — ele é direto. — Ela é minha mulher, pai. É ela. Quero tanto tocar nela, abraçá-la, beijá-la. Estou improvisando um plano. — Por isso pediu para sua mãe se livrar da Helena? — Sim, o mais rápido possível. Quero logo ficar com a Fernanda. Não quero que ela pense que é apenas uma amante quando é o amor da minha vida. — Certo, eu vou te ajudar. Vai para sua sala e se vira. Ele sai, e eu corro feliz para minha sala. Sorrio ao ver a Fernanda sentada de pernas cruzadas na minha mesa. — O senhor Mark gosta de repassar a agenda dele. Como o senhor gosta? — Meu Deus, vou morrer com ela falando desse jeito. Agora reparo que ela tirou o casaco e está com um decote considerável. Me imagino com a boca em seus s***s e quase babo. Ai, meu Deus, estou virando um tarado. Alguém me dá um tapa na cara, por favor? — Senhor? — ela pergunta, estalando os dedos para chamar minha atenção. — Desculpa. O Marcel vai cuidar das reuniões e de todas as coisas que exigem a presença dele, e eu vou cuidar da papelada do Mark. Podemos começar, se você quiser. — Sim, por favor — ela se senta na cadeira, e eu me sento na grande poltrona. Fico olhando para ela concentrada, lendo, e percebo que encarei demais quando ela me olha confusa. Decido me concentrar no trabalho. [...] Foi péssimo trabalhar com ela. Não pelo trabalho dela, que é incrível e muito inteligente, mas porque sou um i****a apaixonado. Quis prestar atenção em cada gesto dela e m*l fiz meu trabalho. Porra, como ela fica sexy lendo o documento e mordendo a tampa da caneta. É um hábito que odeio, mas tudo o que ela faz é delicado e sexy. Estou com dor e com certeza com as bolas roxas. Estou duro desde o elevador. Vejo que deu o horário do almoço e fecho as pastas abertas na minha mesa. — Vamos almoçar? — Na verdade, prefiro ficar aqui e agilizar. Assim, saio mais cedo — ela fala concentrada. — Mas você precisa se alimentar. — Estou bem, senhor Marcos. Vou aguentar. — Nada disso, vou pedir nosso almoço então. Do que você gosta? — Não precisa, senhor. — Por favor, pare de me chamar assim. Me chame de Marcos — *ou amor da sua vida, se você quiser*, e como eu queria poder falar isso. — Ok, sen... Marcos — eu sorrio e sento na minha mesa, pegando meu celular. — Então, o que gosta de comer? — Qualquer coisa está bom. Peço pizza e me levanto. Me apoio na grande janela da minha sala para evitar olhar para ela. É difícil me segurar. Será que comprar um buquê de rosas para ela ajuda? Acho que mandar agora é muito cedo, mas talvez ela possa me achar gentil. Escuto barulhos de notificações e olho para trás, vendo ela mexer no celular e rindo. Fecho a cara no mesmo momento. Quem será que é? Um namorado? Amante? Quando eu souber, vou castrar o sujeitinho. — Quero rir também, Fernanda — falo, me sentando na frente dela. — Desculpa, senhor — ela diz, guardando o celular. — Quem é? — Um vídeo de um gatinho dançando. O senhor quer ver? — Sorrio pela inocência dela. Seguro seu rosto e quase a beijo, mas tomo consciência antes. — Desculpa — falo, me afastando. — O senhor ia?... — Sim, me perdoe. Fui errado, a desrespeitei. Não era assim que eu queria começar. — Começar? — ela toca o rosto onde toquei, e me seguro ainda mais. — Me perdoe — peço, e me sento no chão, coloco meu rosto entre meus joelhos. Sinto uma mão em minha perna e levanto o rosto, a olhando. — Está tudo bem. Eu também me senti atraída fisicamente por você — isso foi um beijo e um tapa na cara. Só fisicamente? Poxa, sou um corpinho bonito, mas também sou mais que isso. — Ah — só consigo falar isso. Será que ela só vê meus músculos e corpo grande? Poxa, fiquei encantado com a inteligência dela, com os pensamentos, com o corpo também, mas sei que ela é muito mais que isso. — Agora levanta, vai — assinto com a cabeça e pego sua mão, me levantando. Fico próximo demais dela e a deixo sair de perto por respeito. O telefone toca, e é a pizza. Mando subir e saio da sala. Pago o rapaz e entro na minha sala novamente. — O que você comprou? — Pizza, baby — falo, e vejo os olhinhos dela brilharem. Vejo que temos uma paixão em comum. — Eu amo pizza — ela fala, e abre um espaço na mesa. — Aqui — abro a caixa na mesa e pego pratos de papel na minha gaveta e guardanapo. — Por que você tem isso aqui? — Um homem nunca revela seus segredos, bella dama. Ela pega um pedaço de pizza e come feliz. Não vejo a hora de isso acontecer todo dia no trabalho e, no fim do dia, irmos para nossa casa. Oh meu Deus, preciso me livrar da Helena logo.
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