Samantha POV
Nós começamos a rir e entramos no carro. Ao chegarmos na casa, havia muitas pessoas dançando até mesmo na frente, de tão lotada. Haviam pessoas com roupas de banho e boias de dinossauros e ouvia os barulhos de piscina.
- Cara, que loucura… - Disse descendo do carro.
Musica: Foster the People - Pumped Up Kicks (Aiju Remix)
- Você tem certeza que não pegamos DST’s pelo ar, né? – Disse enquanto nos aproximávamos da grande porta de entrada, onde haviam algumas pessoas se pegando.
- Relaxa, Sam. – Ele disse apoiando a mão em minhas costas, para não nos separarmos. Assim que entramos completamente, um garoto muito animado veio até Samuel o gritando.
- Ei, você veio mesmo!
- Eu disse que viria! – Samuel respondeu e seu amigo logo olhou pra mim.
- E quem é essa belezinha? – O amigo perguntou e eu franzi o cenho no mesmo instante para ele.
- Essa é a garota que te falei, Sam. Sam esse é Damon Mesqueta, nos conhecemos em Whittier. – disse sorrindo.
- É um prazer, Sam. – ele estendeu a mão. eu apertei
– Você disse “Whittier”, da Califórnia?
- Sim! – eles sorriram
– Me mudei pra cá essa semana, Samuel me ajudou a conhecer algumas pessoas por aqui.
- Queremos ir morar para a Califórnia um dia! – eu disse e Shawn me olhou sorrindo.
- Vão amar, garanto!
Samuel havia ido nos pegar algumas bebidas e eu fiquei conversando com Damon, ele era muito divertido! Só que alguns momentos era um tanto narcisista com sua aparência, mas não deixei me levar por isso. Avistei Cody na cozinha com alguns amigos pegando salgadinhos e tentei me esconder o máximo, quando Samuel resolveu voltar.
- Tá fazendo o que? – Samuel me perguntou.
- Me escondendo. - Ele virou a cabeça, nada disfarçado – Não vá falar com ele.
- Pode deixar!
- Não, quero dizer pra deixar ele vir falar com você.
- O que? Não!
- Sim!
- Escute Samuel, ele sabe do que os meninos gostam Sam.- Nesse momento passaram duas garotas se beijando fazendo Damon ficar hipnotizado. - Por falar em o que os garotos gostam… - Ele disse indo atrás das garotas, parecendo um maníaco.
- Me escute, ok? Vá até a cozinha e finja que ele não está ali.
- E quer que eu faça o que?
- Eu sei lá, finja escolher algum salgadinho.
- Tá certo! – Eu disse indo e Samuel me puxou de volta – O que foi agora?
- Empina esses p****s e levante seu copo de bebida mais pra cima.
- O que isso tem haver?
- Tem tudo haver Sam! Agora joga praticamente esses p****s na cara dele. – disse me empurrando e eu tomei certa postura.
Eu fui até o lado de Cody, como Samuel me disse pra fazer: ignorando-o totalmente. Eu olhava os salgadinhos, batendo as unhas no copo plástico vermelho tentando chamar a atenção dele. Com minha visão periférica pude ver ele se virar lentamente, rindo de algo que seus amigos haviam dito e me olhou de cima a baixo, desfazendo seu riso.
- V-você?
Eu olhei para ele
– Ah, oi! Não te vi ai. – Voltei a fingir olhar para os salgadinhos.
- Você… Conhece o dono da casa?
- Sim, é um amigo.
- Legal, somos amigos também! Isso nos torna amigos, não concorda? – ele disse mais lentamente e se aproximando. Eu o olhei com indiferença de cima a baixo e sorri em seguida
– Só se for pra te jogar mais ketchup. Ele riu – Eu te fiz algo?
- Porque a pergunta? – eu franzi o cenho.
- Quero dizer… Você está… Diferente.
- Bom, você não me fez nada. – Eu sorri de canto e dei as costas pra ele, indo até Samuel. Sinto-me como se fosse enfartar.
- Como foi? – Samuel me perguntou.
- Não sei, péssimo eu acho! – Eu neguei com a cabeça.
- Não é o que eu acho…
- Porque?! Foi pior?
- Não, seu amigo está olhando pra cá. – Samuel disse e eu sorri.
Ele me puxou até a área da piscina para conhecer alguns amigos dele. Ele disse que fugir de Cody e ser vista com outros garotos poderia atrair curiosidades em Cody. Foi dito e feito, ele estava vindo até mim. Eu saí do meio da rodinha e disfarçadamente pisquei para Samuel, que me retribuiu.
- Ei, garota do ketchup.
- Ah, você de novo! – eu sorri.
- É… É que eu ainda não sei o seu nome.
- É Sam. – Eu sorri
- Eu sou Cody. – Ele estendeu a mão e eu apertei – A propósito, eu te perdoo por estragar minha camiseta favorita. – ele riu abaixando a cabeça
- Eu me lembro de você ter dito que estava tudo bem! – Eu sorri.
- É… Valeu a pena, você jogou chá-gelado na minha ex, lembra?
- Eu lembro, foi humilhante. Me desculpe. – Eu torci o lábio.
- Não se desculpe, foi o máximo! – Ele levantou as sobrancelhas sorrindo de lado, me fazendo rir.
Samuel POV
Eu observava Sam de longe conversando com Cody, parecia que eles estavam se dando bem. Podia ouvir os meus amigos conversando assuntos aleatoriamente, mas não sei o porque que estava mais interessante olhar Sam conversar. Sei que é egoísmo meu, mas estava torcendo pra que algo desse errado ali. Porque? Olha só pra ele, está na cara que uma hora ele irá machuca-la ou sei lá. Acho que deve ser só cisma meu mesmo. Ela estava rindo tanto e ele não parece mesmo tão ameaçador, mas ela bem que podia pagar algum mico pra ele não querer mais falar com ela, não é mesmo?
- Ei cara, o que está fazendo? – Damon chegou com uma bebida na mão. Eu me assusto de leve com sua chegada
– Ah, eai cara. Nada eu… - ele me interrompe.
- Está observando a Sam falar com o Cody, ou é impressão minha?
- Não. É impressão. Estou ajudando ela a ficar com ele.
- Ah tá… - Ele disse cerrando os olhos e suspeitando – Por um segundo, achei que estava com… Ciúmes, talvez?
- Da Sam? Fala sério! – Eu rio nasalado tomando a bebida de sua mão, dando um gole em seguida – Não viaja, cara. – eu devolvo para ele e vou até a sala, ver algo mais interessante. Eu estava no sofá, tomando uma bebida e observando as pessoas dançarem. Eu queria embora, mas tinha que esperar Sam voltar. Depois de um tempo, ela chega toda animada e se joga ao meu lado me abraçando, toda feliz.
- Você não sabe o que aconteceu! – Ela disse animada.
- O que? – Eu dei um gole.
- Cody me chamou pra sair, yeeeeeeep!! – Ela bateu algumas palminhas, se soltando de mim.
- Que ótimo!
- Tudo graças a você… Eu acho!
- Claro que foi. Se não, você nem estaria aqui hoje. Me deve a sua vida.
- Ou quem sabe, posso te pagar uma pizza.
- Pode ser – Eu sorrio – Vamos pra casa?
- Casa? Agora? Chegamos agora!
- Não, chegamos tem quase 2 horas.
- Então, ainda temos tempo! – Ela me puxou para dançar com ela e assim eu fui. Sam e eu temos uma conexão, desde quando nos conhecemos. Não tem o porque eu não ser “eu mesmo” quando estou com ela.
Não há necessidade de tentarmos impressionar um ao outro, sendo que nos dávamos impossivelmente bem apenas sendo nós mesmos. Eu adorava isso, é de certa forma aconchegante. Mas não iria dizer isso a ela, pois mesmo que seja tão bom e livre, não quero ter a chance de “estragar” isso. Sam disse que iria pegar novas bebidas na cozinha, enquanto eu terminava a minha no meio da sala. Quando a musica foi parada, eu e várias pessoas ficaram sem entender nada quando Damon gritou ao longe “a policia está colando aqui!”, então várias pessoas começaram a correr e eu tentei ir à direção de Sam, que estava na direção oposta das pessoas, então foi um tanto difícil. Até que avistei ela debaixo da mesa, o que ela está pensando em estar escondida ali?
- Samantha! – eu gritei e ela me olhou com as mãos nos ouvidos, com medo – Temos que ir, agora. Vamos! – Eu fui até ela e estendi a mão para corrermos dali. Eu dei a mão para ela, que não soltou-se um segundo.
Assim que tentei ir para a porta de entrada, dei de cara com dois policiais segurando um garoto que tentava se livrar deles. - Ei vocês dois! – eles apontaram para nós e eu puxei Sam para a direção oposta, tentando ir ao jardim. Mas havia três deles, andando por lá e um deles algemava Damon que tagarelava.
– Droga! Vem, rápido – Eu puxei Sam e subimos para o andar de cima. Encontrei o quarto de Damon na pura sorte, então eu abri a janela do ambiente escuro e saí dando em cima da calha e telhado. Eu ajudei Sam a fazer o mesmo e fomos cuidadosamente andando pela beira da casa, sorrateiramente. Assim que vi uma oportunidade de pular, eu a fiz caindo em alguns arbustos, ergui meus braços para que Sam pulasse também, mas ela negava com a cabeça com medo da altura.
- Vem, Sam! – Eu sussurrava – Precisa pular agora!
- E-Eu não vou conseguir, Samuel!
- Eu vou te pegar, confie em mim!
Então ela se jogou e com o peso, caímos juntos nos arbustos e ela começou a rir, me fazendo rir junto. Nós nos levantamos rápido e começamos a correr até o meu carro. Entramos ofegantes e eu dei rapidamente a o partida.
- Me lembra de nunca mais ir em festas? – Ela pediu ofegando muito e ajeitando seus cabelos longos.
- Pode deixar! – Eu ofeguei, com a cabeça latejando. Resolvemos parar em uma cafeteria, enquanto havíamos tempo antes de voltar pra casa. Sentamo-nos um de frente para o outro e ficamos conversando o resto da noite, tomando café e comendo algumas panquecas.
- E seus pais, Samuel? Ainda te ligam?
- Duas vezes ao dia. – Eu sorri.
- Sente muita falta deles? – Ela deu uma garfada.
- Sim, mas é bom ter toda essa liberdade sabe?
- Quem dera eu de minha mãe confiar tanto em mim a esse ponto! Meus pais moram em minha cidade natal. Viemos pra cá e passamos mais do que algumas férias, então acabei me matriculando temporariamente na minha atual escola. Eles me apoiam 100% no meu sonho de seguir musica e como essa escola leva muito a serio as artes e na minha antiga não, eles me deixaram ficar aqui e me ajudam com as despesas de longe. Meu pai é engenheiro e minha mãe é neurocirurgiã e como sou filho único, eles não tem quem mais bancar além de mim.
- Sua mãe vai deixar você estudar o que quer, Sam.
- Você não a conhece a esse ponto. Ela diz que… Fotografia, música, artes… Não dão futuro, Shawn. Só em uma chance em um milhão.
- Você tem ainda tem dúvidas de que é essa “uma”? – eu sorri pra ela e ela retribuiu – Além do mais, com quem eu vou dividir um apartamento na Califórnia, se não com você?
- Tem razão, você não saberia fritar um ovo sem mim! – Ela riu
- Que mentira! – Era verdade.
- Samuelbacca. – Disse tomando um gole de café.
- Sam. – Eu dei uma garfada.
**
Sam bateu a porta do carro, e se apoiou na janela do carro me olhando prestes a entrar em sua casa.
- Eu me diverti hoje, até a parte da policia foi divertida. Deveríamos fazer isso mais vezes.
- Estava mesmo pensando em virar um fugitivo. – eu sorri apoiando as mãos no volante. Ela riu
– Correr até vomitar.
- Eu não vomitei, Sam. Eu passei mau carregando meu peso e o seu.
- Ok, ok! Não está mais aqui quem falou. – Ela sorriu segurando seus saltos nas mãos.
- Sam?
- O que?
- Quando você e o Cody… Vão sair mesmo?
- Amanhã, se tudo der certo. Porque?
- Amanhã? – eu franzi o cenho, prestes a ficar irritado.
- Sim. – Ela riu – O que tem?
- O que tem? É o nosso dia, Sam! O nosso dia do filme, lembra? - Ela deu um tapa em sua testa, fechando os olhos
– Merda, eu esqueci totalmente!
- Que ótimo!
- Teríamos como remarcar? Sei lá, pra quarta-feira?
- Claro, até porque eu sempre remarquei com você quando surgia alguma garota. – Disse dando partida do carro, não acredito que ela estava fazendo aquilo.
- Samuel, me desculpe. Eu tinha esquecido! Você vai ficar bravo comigo mesmo?
- Nunca remarcamos nossos encontros, Sam. Lembra o porque de não namorarmos? Para não esquecermos um do outro, era esse o combinado. Você nem está namorando com ele e já está me largando.
- Samuel, me desculpa – ela riu –. Parece até eu fazendo dramas!
- Não é drama, cassete! Mas você não se quer lembrou de mim… Deixa pra lá, tenho que ir.
- Não vá agora, Samuel. – Ela disse séria – Eu quem vou ficar nervosa se você for agora.
- Fique à vontade então, estou indo pra Sofi.
- Ótimo! – Ela deu um empurrão na porta do carro, onde ela estava apoiada.
- Ótimo! – Engatei a primeira.
- Maravilha!
- Perfeito! – Eu gritei, saindo marcando a rua com os pneus do carro. Ela queria estar certa além de tudo. Que garota mais irritante mesmo. Assim que bati na porta da Sofia, ela abriu vestida com seu pijamas sorrindo. No mesmo segundo arranquei um beijo dela enquanto entrava e então fechei entre os beijos a porta de entrada. ...