Desastre iminente

1397 Words
Theresa 1 semana de descanso. Ótimo. Perfeito. Incrível. Maravilhoso. Era como ganhar na mega da virada. Só que não. Meu chefe estava pirando só pode. Eu já estava bem melhor no dia seguinte. m*l me lembrava do que realmente tinha acontecido, só de cair feito uma fruta podre no chão. É claro que disso eu com certeza me lembro. Fiquei por algum tempo conversando com Kath pelo celular que me contava abismada o quanto o tal estranho i****a tinha a ajudado a me trazer pra casa. O mais esquisito é que ela disse que ele não tinha reclamado. Em nenhum momento. A semana passou bem lentamente. O que me deixou em nervos para voltar logo ao trabalho. Não tinha mais nada do que eu pudesse fazer naquela minúscula kitnet. Até palavras cruzadas eu fiz, e olha que era chato pra caramba. Eu já estava bem melhor, aproveitei o tempo que tive. Fiz uma limpeza na casa, fui caminhar um pouco, consegui assistir alguns filmes e séries, comprar umas coisinhas para a geladeira. Hoje eu já voltava ao trabalho, as meninas tinham me contado tudo o que havia acontecido desde que eu havia ficado fora. Era tanta coisa que eu tive que parar para administrar aquilo tudo. Primeiro: Lia a nossa mascote da turma, estava grávida. Segundo: O esquisito babaca havia frequentado todos os dias a lanchonete. Terceiro: Iríamos receber um pequeno aumento, nada demais mas que era bem melhor que nada. Eu estava limpando as mesas, limpando loucamente tudo e de repente vieram as três doidas me contarem tudo isso. Ao menos, Lia disse que estava bem feliz e que seu namorado assumiria a criança. Tinha alguns clientes espalhados, hoje o dia estava bem mais calmo que outros. Atendi um cara tatuado com a jaqueta cortada e que cheirava a cigarro forte. Ele parecia estar embriagado mas continuava bebendo sem parar. Desviei meu olhar para a porta de entrada pelo barulho que me chamou a atenção. Foi quando o avistei. Ele estava com uma garota muito bonita alta de cabelos loiros bem liso, ela era sorridente e sempre falava algo parecendo estar animada. A garota parecia aquelas modelos de capa de revista, dessas mulheres que só vemos em filmes e séries de TV. Agradeci mentalmente, por Deisy pegar a mesa deles para atender. A mesa de um casal faltava batata frita então fui pegar e saí meio tremendo, porque toda vez que eu o via, sabia....que ele era um filho da mãe, mas eu ficava estranha. Totalmente sem reação. Uma esquisita, só porque ele era um cara bonito e isso me chamava a atenção. Respirei fundo mais uma vez. Era só um cara. Quando já estava saindo me deparei com a garota loira na minha frente segurando uma parte do vestido me mostrando uma mancha. - Oláa! Hey linda preciso muito da sua ajuda, eu derramei sem querer o molho no meu vestido e está uma bagunça, você poderia me emprestar uma toalha pra poder limpar isto? por favor. - ela disse apontando e eu fiquei surpresa com a gentileza dela. Muito diferente daquele i****a. Será que ela sabia como ele era de verdade? Ou ele nem era assim i****a com ela. Vai ver ele só tratava pessoas com menos poder aquisitivo dessa forma, sendo rude. - Claro, tudo bem. Já volto em um minuto. - disse e ela sorriu largamente em agradecimento. Procurei as toalhas na despensa e logo dei de cara com a Deisy. - Uma florzinha essa garota né? Pelo que parece os dois são irmãos. Vê se pode ? São extremamente diferentes, opostos... tipo gelo e fogo. Dois extremos. Sim eles eram. Se fossem irmãos mesmo, aposto que ela era o gelo e seu irmão fogo, desses que a chama devasta todo o lugar em questão de milésimos. Era o que eu sentia quando o via. Como se ele fosse um desastre prestes a acontecer. Um vulcão prestes a entrar em erupção. Ela com certeza era um exemplo de boa educação e elegância, ele por sua vez com certeza o motivo da mãe dos dois querer surtar e arrancar os cabelos. Isso eu poderia apostar também. - Oh sim, ela foi gentil. Ele nem sabe o que significa gentileza em seu dicionário mental. - eu disse e Deisy acenou sorrindo para logo em seguida sair da mesma forma que chegou. Peguei a toalha e entreguei a garota loira na entrada do banheiro. - Ahhh muito obrigada. Você salvou minha vida, tenho um encontro e uma partida de basquete pra assistir ainda hoje. Ah mas você já deve saber, é um dos eventos mais famosos de Chicago!!! Estou super animada, você vai prestigiar? - ela disse em disparada. Eu apenas retribui um pequeno sorriso. - Não vou não, trabalho até tarde. Infelizmente não fui a nenhum jogo desde que me mudei pra cá. - disse e ela arregalou os olhos. - Meu Deus!!! Sério, você vai adorar quando for em um. - disse animada. - Simm, aposto que deve ser muito divertido. Agora que está já está tudo ok eu realmente preciso voltar ao trabalho, tudo certo? - Ah claro, me desculpe te atrapalhar. E não se esqueça de ir aos jogos!!! - Sem problemas, não me atrapalha e não me esquecerei. - e sorri. Ela era bem divertida e extrovertida ao extremo. Seu jeito era contagioso, dava vontade de sair por aí sem rumo, fazendo inúmeras aventuras. Fazer loucuras sem pensar nas consequências da vida. Estava anotando mais um pedido, quando nossos olhares se cruzaram. Eu apenas voltei o que estava fazendo desviando o olhar do mesmo, que coisa...Apenas pare de olhar pra ele. Parecia tonta. Ele é um homem bonito, mas do que adianta? Se era um completo i*****l. Tá bom... Ele não era só bonito, era de deixar qualquer uma sem fôlego. Ele era quente pra caramba. E talvez seja só por isso que eu o encarei. Foi instintivamente meu olhar. Porque não ia negar que ele era extremamente sexy. Eu estava pirando... Só pode. Mas deveria ser normal já que ele era bem diferente dos senhores caminhoneiros gordinhos mais velhos que frequentavam ali. E bem, eu era jovem. Devia ser isso. Ele ser um cara jovem e atraente. Kath me puxou em um canto e tinha um sorrisinho perverso em seus lábios. Seus olhos castanhos estavam completamente brilhantes, como se tivesse descoberto o segredo mais bem guardado do mundo. - Sabe o que eu descobri? - fez sua melhor cara de surpresa. - O que houve Kath? - disse prestando atenção. - O esquisito ali já foi casado. C.A.S.A.D.O! Você ouviu? - ela disse e eu arregalei os olhos. - Dá pra acreditar nisso The? -Fala baixo Kath. A gente não tem nada a ver com isso, por que essa surpresa toda? - disse tentando ser indiferente. - Sério que não está nenhum pouco curiosa pra saber o que aconteceu com ele? - ela disse mexendo em sua correntinha no pescoço me dando um olhar sugestivo. - Porque não é possível que ele nasceu com essa cara emburrada. - Não é da nossa conta. Eu acredito que ele seja um chato por natureza. - disse. - Por que eles terminaram? Agora estou ainda mais curiosa, sabe... - Acho melhor você falar mais baixo Kath. Se ele escuta que estamos falando da vida dele... - Tem vários caras nessa espelunca hoje... Não tem só o senhor amargurado. Revirei os olhos e troquei o peso dos pés vendo a carinha dela se iluminar com algo que passou pela sua cabeça. Minha amiga era doida. Mas era uma louca do bem, isso eu poderia jurar. - Vamos nessa tal festa que vai ter após o jogo? É um after basicamente... Nós somos jovens e quase não saímos... só trabalhamos- disse com cara pidonha. - Não sei Kath.... - disse com olhar pesaroso. - Pra começar eu nem tenho roupa para ir em festas assim. - disse. - Ah qual é The!! Eu tenho vários vestidos que vieram de uma filha da amiga rica da minha mãe. Esse não é um grande problema.- disse animada. - Mas... - tentei contrariar. - Mas nada. Eu vou de uber passo na sua casa e de lá a gente vai, não tem desculpas nenhuma hoje. Foi a Beatrice que nos convidou, a irmã dele. - disse batendo palminhas. - O que? - arregalei os olhos.
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