Capítulo 8

1548 Words
Eu começo correndo bem devagar na direção do Mandante Isiton, depois começo a acelerar, sei que vou pegar um impulso sobre-humano e vou correr como o Flash — não tão rápido assim. Antes de eu chegar perto do Mandante, um araferro para bem na minha frente, eles são rápidos e letais, eu preciso acabar logo com eles. Então, pego uma espada de um caído, adversário, e começo a atacar as criaturas. Vou enfiando a espada na cabeça de um por um, as criaturas soltam um chiado e morrem. O Mandante fica mais distante de mim e eu tenho vários obstáculos no meu caminho, não sou muito boa com curvas. Eu vejo dois inimigos com lanças a tentar m***r o gravetano que está furioso, eu o chamo como o Metrim havia me ensinado, assobio e balanço a mão no ar como se fosse um tchauzinho de Miss Universo, o gravetano me vê e corre ao meu encontro passando por cima de todo mundo. São criaturas inteligentes. Eu me agarro na sela do gravetano e o conduzo até ao Mandante. Estou me aproximando, porém, uma lança atinge o animal na boca e ele cai morto, eu vi a lança, mas não tive condições de impedir. Tive que saltar do animal e continuar a trajetória a pé. Assim que cheguei perto do Mandante, ele havia me visto antes, e tentou saltar do araferro, porém, eu atinjo o animal com o ombro e acabo destroçando a sua lateral, o animal capota ferido e cai por cima da perna do Mandante Isiton. O fluido do animal suja o Mandante que não largava a sua enorme espada por nada. Enquanto o escorpião tenta se levantar, eu monto em sua barriga e a r***o com a espada, mas o Mandante consegue se soltar e ficar de pé. Eu aponto a espada para ele dizendo: — Já chega, Isiton. Você está acabado. — Quem te soltou, humana? Quem foi capaz de me trair? — Não importa, você não vai m***r mais ninguém para o seu plano diabólico. — Foi o Rocadi? Filho de Baromeri. — Maldição — ele tem os registros dos árvomes que tiveram acesso a mim. — Você não entende o que estou a fazer, você é apenas uma humana. — Você é um psicopata, precisa ser preso — eu lanço um golpe de espada contra ele, mas ele é habilidoso e rápido também. Consegue rebater todos os meus golpes. — Eu tinha planos para você, seria minha esposa, teríamos os filhos árvomes mais poderosos de Virell — diz o Mandante. Eu fico abalado, pensei que seria apenas um troféu, era mais que isso. Que propósito mais absurdo. — Eu jamais terei um filho seu, seu psicopata. Torno a transferir golpes contra ele que parece cansado, finalmente tenho ele nas minhas mãos, mas de repente sinto umas vibrações no ar e me obrigo a sair do caminho. Uma mariposa cinza gigantesca sobrevoando sobre mim fazendo a areia do chão subir. Eu só percebo que estava de madrugada quando vejo o crepúsculo, o dia começando a clarear. A mariposa gigante pega o Mandante e voa para bem longe, só que eu não fico ali, parada no chão a admirar a cena, me levanto, miro a espada bem no s****o e lanço ela tão forte que ela sai rodando até ao mandante como se fosse atirada por um canhão. A espada rodopia, porém, atinge uma das asas da mariposa. Cheguei perto. A mariposa cai para um lado enquanto a asa decepada cai para outro e o Mandante cai nas árvores. — Peguei você — digo. Daí, começo a correr para a direção do Mandante, não sou boa com obstáculos, não sou muito rápida para chegar lá bem depressa. Ele não terá como fugir. Contuso, eu vejo a mariposa se debater no topo das árvores, mas não vejo nem sinal do Mandante. Fico lá, olhando tudo ao redor e nada. "Como ele conseguiu fugir?", penso. Com certeza ele não está ali. Eu volto para o local de combate e vejo que o Castelo acaba derrotando o restante dos inimigos cuja maioria é de cabelos e olhos de cor verde-limão. Ao pensar que aquele nova raça surgiu através da morte de árvomes jovens, eu fico bastante emocionada e as lágrimas saem dos meus olhos involuntariamente. Me reúno com os guerreiros do Castelo e eles me aplaudem por ter sido a principal responsável pela vitória, mas o Mandante Isiton ainda está foragido, nada está acabado. *** Assim que chego ao Castelo, descabelada, suja, roupas rasgadas, a Rainha Matid se aproxima e me abraça bem forte. — Minha querida Rosy de Aster, graças a Virell que você está bem. O que aconteceu? — Eu vou te contar tudo, Majestade, mas antes, você precisa ouvir o que o Rocadi tem a dizer — falo para ela. — O árvome de raça mákla trazido pelo Príncipe Metrim? — Sim. — Está bem, minha querida, então vá para os seus aposentos, descanse, mandarei serviçais para te servirem como desejar, você merece. Realmente, eu preciso descansar. Preciso repor as minhas energias, me alimentar direito, tomar um bom banho, há muito o que fazer. *** Eu acordo, arrumo o cabelo, molho o rosto e saio do quarto totalmente recuperada. Está escurecendo, nem acredito que dormi uma manhã e uma tarde inteiras. Vou até à sala do banquete para comer mais, lá está vazio. Depois de comer, vou para a sala de reuniões onde pouquíssimas pessoas mais importantes do Castelo se encontram. Assim que entro, param de conversar, Rocadi está ali ao lado de Metrim me olhando com um brilho nos olhos. — Pensei que tinha morrido — brinca o Príncipe. Eu dou risadas, mas o pessoal está bastante sério, principalmente a Rainha, que demonstra estar mais preocupada. Assim que me sento, a Rainha começa a falar: — Rosy de Aster, este jovem árvome me relatou coisas absurdas. Como o Mandante Isiton pôde fazer uma coisa dessas? É arvofagia, alimentar-se da própria espécie. — Sim, Majestade — afirmo. — Mas vocês não sabiam sobre a Seiva da Vida? — Nós não tínhamos conhecimentos aprofundados das propriedades da Seiva da Vida — diz Metrim —, tudo o que sabemos foram os Árvos antigos que passaram para nós. Matid toma a fala. — Nunca passou pela nossa cabeça estudar por conta própria a Seiva da Vida, sabemos que isto pode levar um jovem árvome à morte. Que dirás estudá-la? Tenho certeza que o Mandante Isiton não descobriu isto sozinho. — O que sugere, Majestade? — pergunta o chefe dos guerreiros do Império de Metrimna. — O mesmo que você, Marechal Adagart, um Árvo está por trás disso tudo. — Qual seria o intuito? — questiona o Marechal. — Se me permite dizer a minha ideia, Majestade — pede o Conselheiro Víuti e foi concedido —, acredito que os Árvos estão realizando um novo processo de dizimação dos árvomes deste mundo. — Faz todo o sentido — aprova a Rainha a ideia. — Nós somos a maioria neste mundo, o Arquipélago dos Árvos cabe neste Império, os Árvos não seriam páreos para nós, mas causar uma guerra interna, de árvomes contra árvomes, nos desestabilizaria da pior maneira. — Se esta notícia sobre a Seiva da Vida se espelhar, o caos reinará neste mundo — diz o Marechal Adagart. — Muitos jovens irão morrer — finalmente digo alguma coisa e todos me encaram. — Príncipe Metrim — pergunta o Conselheiro —, o Mandante Isiton conseguiu fugir da batalha? Metrim olha para mim, ele sabe que fui eu quem o enfrentou. — Creio que sim — eu mesma respondo —, eu tinha derrubado ele de uma… — não sei como eles dizem mariposas naquele mundo, então improviso. — De uma penasseda cinza, mais corpulenta, não sei o nome. — Você quis dizer plumasseda — diz Metrim. — Sim, isso aí. Quando fui procurar por ele, ele tinha sumido. — Curioso, jovem humana, por que o Mandante Isiton deixou que você vivesse como prisioneira? — o Conselheiro foi bastante capcioso na pergunta. — Ele queria fazê-la de matriz para a sua nova espécie de árvomes — responde Rocadi, depois disto o pessoal começam a murmurar sobre o que acabam de ouvir. — Silêncio — ordena a Rainha e acatam —, Conselheiro, termine o que estava a dizer. O Conselheiro Víuti volta a falar: — Se o Mandante Isiton conseguiu fugir, nesse caso, sabe que nós sabemos o segredo deles, foram tão arrogantes que não imaginaram que alguma coisa poderia dar errado. — E o que sugere que façamos? — pergunta Matid. — Que não se demorem, se o intuito é fazer com que o segredo, que não é mais segredo, se espalhe, terão que impedir o Mandante Isiton imediatamente, ele terá que ser capturado, vivo ou morto. A Rainha Matid fica em silêncio por uns instantes até perguntar a mim se eu posso levá-los ao esconderijo do Mandante Isiton, eu digo que não, mas revelou que está localizado na caverna do Grande Devorador e que a rainha estava certa na sua dedução. Os murmúrios pioraram, queriam saber como mataram a criatura mais temida de todo o mundo? Até onde sabiam, era uma criatura indestrutível e imortal. Ao que parece, muitas coisas estavam carentes de mais informações.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD