Já é de noite quando saio para dar um volta de moto. Adoro essa sensação de liberdade e adrenalina.
Paro no píer para fumar um cigarro, estava o acendendo quando Alexei chega. Nem me lembrava que ele tinha vindo comigo.
— Comeu poeira.— Digo assim que ele tira o capacete.
— Ainda tenho algum amor à vida, você corre pra c*****o*.— Ele pega o cigarro também acende.
Vejo ele pegar o celular e começar a sorrir para a tela. Só pela cara do meu primo, sei que tem mulher no meio.
— Acho que arrumei uma diversão para nos distrair e você relaxar para a luta.— Ele me alcança o celular.
Tinha as fotos de algumas garotas numa espécie de festa na piscina, algumas estavam até nuas, reconheci o contato como uma das garotas que Alexei transa* as vezes.
— Belos p****s*.— Dou um sorriso malicioso.
— Ela disse para chamar meus primos.— Pega o celular.
— E seu irmãozinho?— Zombo.
— Não sei se Apollo está preparado para isso.
— Que bonitinho, está dando uma de irmão mais velho super-protetor.— Solto a fumaça.
— Levaria a Anya para uma festa dessas?— Devolve na mesma moeda.
— É diferente, Anya não curtiria isso.
— Porque ela é mulher?
— Porque eu quebraria a cara de qualquer cara que colocasse os dedos nela.
— Tenho pena da garota que você se apaixonar um dia.
— Eu me apaixonar?
Nós dois começamos a rir.
De todos nós, eu era a pessoa mais fria e sem coração, palavras dos meus próprios primos. Eles até já tiveram garotas que gostaram e se envolveram, eu nem isso. Na maioria das vezes não me preocupo em saber o nome delas. Minha fama é tão grande, que todas as garotas já vão para a cama comigo sabendo que vai ser apenas aquele momento. Isso tem evitado e muito aquelas ceninhas sentimentais.
— Vai chamar o Roman e o Luke? — Pergunto acendendo outro cigarro.
— Já vou mandar mensagem para eles.
Espero Alexei mandar as mensagens, para depois podermos seguir para a festa.
De moto demoramos cerca de vinte minutos para chegar na casa, conseguiu ouvir o barulho já da rua. A noite de verão era quente, por isso uma piscina era bem-vinda.
Tinha entorno de dez garotas no pequeno jardim, algumas estavam na piscina, outras dançavam com cervejas nas mãos. A maioria estava apenas com a parte debaixo do biquíni.
— Que bom ter os Wallerius aqui.— Uma garota chega e abraça Alexei.— Podem aproveitar, a casa é de vocês.
Associo a imagem da garota ao nome do contato, não demora muito para os dois saírem da minha vista.
Logo estou com uma cerveja na mão, observo enquanto duas garotas se pegam na piscina. Elas parecem animadas.
Do meu lado num balcão, uma garota prepara carreiras de cocaína, ela sorri me oferecendo, n**o com a cabeça. Ela abaixa a cabeça, aspirando todas as carreiras.
A última vez que algum Wallerius se envolveu com drogas minhas mãe deu uma surra. Roman demorou bastante para se recuperar. Minha família presa demais a supremacia física, por isso temos os melhores soldados e se envolver com narcóticos não combina.
Estava apreciando minha cerveja e cigarro, quando Luke chega.
— Lugarzinho animado.— Luke sorri.
— Muito animado.— Termino meu cigarro.
Enquanto Luke procura uma cerveja, percebo que ele veio sozinho.
— Cadê o Roman?
— Ele não quis vir.— Luke pega uma cerveja.
— Desde quando Roman recusa sexo* fácil?
De todos nós, Roman era o que mais curtia esse tipo de festa, ele curtia ver duas garotas se pegando e participar.
— Ele quis sair com Anya e Sophie.
Paro a cerveja na metade do caminho.
— Explica isso direito.
— Não tem muito o que explicar.— Toma um gole da cerveja.— Anya e Sophie iam sair numa das boates sob nosso controle, tipo uma noite das meninas e Roman quis ir junto.
— Isso não está cheirando boa coisa.— Termino minha cerveja.
— Pelo que entendi ele está caidinho pela Sophie, mesmo ela dizendo que não está afim.
Pego minha jaqueta de couro.
— Onde está indo?— Luke me olha sem entender nada.
— Evitar que Roman faça alguma merda.
Pego a moto indo até a boate, como conheço muito bem a Anya sei exatamente em qual ela deve ter ido. Quando chego lá todos vão abrindo espaço para eu passar.
Reconheço os cabelos platinados de Roman de longe. Ele e Sophie conversam de perto.
Perto demais.
Roman fala algo em seu ouvido, Sophie sorri para ele. De um jeito que sorri para Ben e Leo, de um jeito que nunca sorriu para mim.
Os olhos da Ratinha me acham na multidão, ela dá um pequeno sorriso e acena para mim.
Porra*, isso é estranho para c*****o*.
As expressões que Sophie sempre tem quando me vê são de medo e pavor. Ela está levando à sério o tentar nos dar bem. Também estou tentando, não tenho jeito nenhum com as pessoas, comecei a agir com ela igual com minha irmã. Só que Anya já é acostumada com meu jeito escroto de ser.
Subo para a área vip, Anya está com umas bebidas na mão, e Roman quando me vê faz uma cara engraçada.
— Você não devia estar numa orgia*.— Roman fala assim que me vê.
Os olhos de Sophie duplicam de tamanho.
— Mais fácil você estar em uma, todos nós sabemos que quem mais gosta de orgias* é você...
— Chega...— Anya olha furiosa para nós dois.— Não quero mais escutar a palavra orgia*.
Minha irmã quando incorpora seu lado Wallerius fica assustadora igual nossa mãe.
— Vamos dançar, Sophie.— Ela leva a Ratinha pelo braço.
Desde que as merdas* de Roman resultaram no sequestro de minha irmã, ele está por um fio comigo. Sorte dele minha mãe proibir brigas de verdade entre nós, apenas treinamento, e meu primo não é bobo, tem fugido de treinar comigo.
Pego o cigarro e coloco na boca, acendendo.
— Me dá um.— Roman pede.
— Nem pensar, a mãe proibiu você de usar e fumar qualquer coisa.
— Não estamos falando de maconha*, é só um cigarro.
— Estou apenas seguindo ordens, qualquer coisa reclame com o Dom.
Ninguém era burro o suficiente ou sem amor à vida para contrariar uma ordem direta da minha mãe.
Ainda mais Roman, que estava praticamente sob vigia constante. O erro que ele cometeu foi gravíssimo, se não fosse da família já estaria morto. Por isso ele vai ficar sob os olhos do Dom até termos certeza que não vai ter uma recaída.
Volto minha atenção para minha irmã e a Ratinha, enquanto Anya é mais desinibida, dá pra ver que sua parceira está com vergonha.
Não demora muito para as meninas quererem ir embora. Vejo meu primo com a chave do carro, ele tinha bebido bastante, não tinha confiança para deixar ele voltar dirigindo.
Cutuco Anya, com apenas um olhar ela entende tudo.
— Eu volto dirigindo.— Anya pega as chaves que ele brincava jogando para cima.
— Sabe que não gosto que dirijam meu carro.— Roman faz uma cara emburrada.
— Sou mais velha, me obedeça.— Anya entra no lado do motorista.
A Ratinha entra na frente ao lado de minha irmã, Roman vai no banco de trás. Espero eles pegarem uma distância para finalmente ligar a moto.
Ando ao lado do carro, fico bem do lado da janela de Sophie, ela olha pra mim como se dizesse cuidado pra não cair. Faço algumas manobras com a moto, coloco meu pé no chão fazendo sair faíscas. Não estou olhando, mas sei que a Ratinha está com os olhos arregalados.
Resolvo me exibir um pouco, quando desacelero a moto, ficando dessa vez ao lado de Anya, vejo os olhos de Sophie de longe me olhando admirado ou me achando maluco.
Não sei ainda definir esse olhar.
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