Vou me casar

1115 Words
Jennie Lee Park — Ele queria se apresentar pai. O problema era que não estava indo para casa ultimamente — disse sabendo que ele não podia me contestar afinal venho evitando voltar para casa dês que me mudei para Seul. Sua expressão suavizou. — Hm, Bem...O chame para conhecer a família pelo menos. O que esse cara faz afinal? — ele questionou. Entendi exatamente o que ele queria saber. A real pergunta é “Qual é o trabalho dele?”, já que como um bom patriarca meu pai se preocupava apenas com um homem que conseguisse prover para a família. Um homem que me bancasse. Infelizmente, eu não tinha está informação. — Ainda somos estudantes, pai — foi a única coisa que consegui dizer. Esperava que fosse uma resposta satisfatória. — E como este fulano se mantem então? Não me diga que ele é mantido pelos pais — protestou indignado. Obviamente não era. — Ele faz medicina, não tem muito tempo livre — Expliquei. — Medicina, hum. Um doutor então. Ótimo! — ele comentou pensativo. Conseguia imaginar perfeitamente o que ele estava pensando. “Médicos ganham bastante dinheiro”. — Então o senhor aprova? — questionei, com uma pequena torcida interna. —Ainda preciso conhece-lo — ele disse, mas estava relativamente mais tranquilo agora. Provavelmente ainda pensando que um genro deve ter dinheiro o suficiente para o manter durante a velhice. —Pai, estamos no meio da época de provas— ressaltei desejando profundamente que ele desistisse do assunto. —Você não pode se casar com um desconhecido. Traga-o a nossa casa no fim de semana. Vou estar aguardando — ele disse se levantando. Indicando que não adiantava fazer nenhuma objeção. Aquela foi sua palavra final. Respiro fundo, o acompanho a porta, lhe desejo uma boa noite e o observo desaparecer em meio a penumbra noturna. Quando retorno a sala de estar exausta o suficiente para ir diretamente para minha sou surpreendida por três mulheres encarando-me com expressões curiosas. —Pode nos contar o que está acontecendo? — Hae-won a mais velha entre nós e grande mãe do grupo foi quem quebrou o silencio. — VOCÊ VAI SE CASAR? COM QUEM? COMO NÃO NOS DISSE NADA — Yuna disparou elétrica. Agitada como o esperado dela. — Gente calma, Jennie deve estar cansada devíamos deixa-la descansar primeiro e amanhã ela nos conta tudo — Min disse se pondo entre mim e elas. —Esperar? — Yuna parecia ofendida. — Você está certa, mas amanhã a senhorita não escapa— Hae alertou antes de deixar a sala carregando Yuna praticamente rebocada. Min sorriu docemente para mim e fez um sinal positivo antes de voltar para seu próprio quarto. Tenho que agradece-la depois. Ainda bem que ela salvou minha pele. Não estava com o mínimo ânimo para reviver os últimos momentos. Se quer sei se devia ou não contar a verdade. Por um lado elas são minhas melhores amigas e confio plenamente nelas. Porém por outro não combinei isto com Hiro e não quero começar nosso relacionamento irritando ele. Por que estou me referindo a este acordo como um relacionamento? Resolvi deixar toda essa história para amanhã e descansar um pouco. Quando tirei meus sapatos e entrei no chuveiro, finalmente relaxei depois da montanha russa de emoções que passei hoje. Na manhã seguinte me sentia bem melhor. Quase como se todos os problemas desapareceram com o nascer do sol. Porém, esta sensação boa desapareceu ao entrar na cozinha e a realidade me atingir com força ao perceber os olhares curiosos sobre mim. Ok, chegou o momento de contar uma história e torcer para que ela seja convincente. Honestamente, nunca fui uma boa mentirosa. —Então? — Hae iniciou. — Ah corta essa! Conta tudo — Yuna exaltou-se. —Vamos deixar ela tomar café meninas — Min disse. — Eu já dormi m*l pensando que estava perdendo a fofoca mais quente do ano, sendo que minha melhor amiga está envolvida. Não vou esperar mais nenhum segundo — Yuna reclamou cruzando os braços. — Ok, está bem. O que querem saber? — questionei me sentando na cadeira vaga a frente. —TUDO — as três falaram juntas revelando como apesar de Yuna parecer mais desesperada, todas estavam curiosas. — Calma, calma. Bem, então...eu vou me casar— disse timidamente. — Dês de quando você namora? Quando vai ser a festa? Com quem? Por que? — as perguntas pipocaram. —Resumindo. Vou me casar com o Hiro Satoki. Estamos em um relacionamento a pouco tempo. Porém isso é um segredo. Ele me pediu ontem então não temos uma data para a festa ainda — disse, torcendo que fosse informação suficiente. —E não nos contou— Hae disse indignada. — Espera! Você disse Hiro Satoki, o gênio gostoso? O rei bom demais para nos reles mortais? — Yuna pulou sobre mim e balançava meu corpo a medida que pronunciava as palavras. —Yuna! Você está machucando ela — Min disse tirando-a de cima de mim. —Por que você não nos disse nada antes? — Hae questionou e vi um fundo de desconfiança em seu olhar. Desculpe Hiro, mas isso vai ficar nas suas costas. — Hiro não queria que eu contasse a ninguém— disse e na mesma hora a desconfiança se tornou indignação. — Aquele bastardo! O que ele está pensando? — Hae emitiu. — Será que ele não quer te assumir publicamente? — Min concluiu. — Não faz sentido, afinal assim que o casamento ocorrer a universidade inteira só vai comentar sobre isso — Hae comentou pensativa. — Será que ele acha que somos fofoqueiras? — Min indagou incerta. — Nós temos que exibir o fato que você é a primeira dama Satoki — Yuna que estava esse tempo todo presa na própria mente, sem acompanhar o andamento da conversa, comentou. Demostrando que o comentário de Min fazia bastante sentido e todas nós, exceto Yuna, caímos na risada. —O que foi? — Yuna comentou que não entendeu nada. [...] Com um problema a menos, estava andando pelo campus tranquilamente. Um contraste obvio com os outros alunos que estavam elétricos graças as provas de fim de semestre. Gostaria eu que esse fosse o maior problema em minha vida. Afinal quando decidi que o melhor a fazer era contar ao Hiro que ele teria que conhecer minha família no fim de semana, percebi que se quer tenho o número de telefone dele. Graças a isso caminho analisando tudo ao meu redor em busca de algum sinal dele. Torcendo mentalmente para encontra-lo casualmente por ai. Já que me recusava a caminhar até o prédio da medicina e chamar mais atenção para o nosso relacionamento do que realmente desejo.
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