Primeira Dama

1180 Words
Jennie Lee Park Passei os últimos dois dias tentando encontrar Hiro casualmente. Então após mais uma tentativa frustrada de o encontrar na biblioteca lotada. Resolvi que teria que fazer o que estive evitando nos últimos dias. Afinal, Hae já estava estranhando e desconfiando deste relacionamento. Consegui convence-las a não contar nada sobre o assunto a ninguém e com muita luta Yuna concordou. Obvio que ela só cedeu depois que eu concordei que ela fosse comigo ao prédio da medicina. Com ela no meu encalço, tentei transmitir tranquilidade pelo percurso. Assim que adentramos o prédio, notei os muitos olhares sobre nos. Existe uma espécie de orgulho nos estudantes daqui que faz uma barreira em relação aos demais. Sendo assim raramente os alunos de outros cursos entram no prédio da medicina. Isso é tão forte que honestamente se quer sabia como este lugar era por dentro. Existem até teorias sobre tudo que se pode encontrar aqui. Na realidade é bem parecido com os prédios dos outros cursos. Não há corpos humanos em decomposição pelos corredores ou equipamentos de nível nasa em nenhuma parte, visível pelo menos. Parte mim torcia para encontrar Hiro rápido e sair dali. A outra, e predominante, preferia não encontra-lo já que não sabia como ele reagiria a minha presença. Afinal não fui convidada e não combinamos em tornar nada público. Para minha sorte, ou azar, não foi difícil identifica-lo junto a um grupo de estudantes de veteranos. Ele mantinha uma postura mais séria e distante que os demais, que brincavam e riam de algo. Era o ar de superioridade que todos comentam. Isto pode ser m*l visto por alguns, já que ele é um estrangeiro, um japonês e dês da guerra os coreanos não mantem uma boa relação com o pais. Porém, na universidade em geral agir como superior faz com que os outros te encarem como se você realmente fosse. Ainda mais que as pessoas dizem que a família dele é muito rica no Japão. Isso conciliado a boa aparência faz com que realmente o tratem como realeza. Hiro notou minha presença e para minha surpresa enquanto vacilei em seguir meu caminho até ele, que disse algo aos amigos e veio ao meu encontro. Uma atitude simples que não significaria nada, se não estivéssemos falando sobre aquele que não diria a palavra as reles mortais. Quanto mais a garotas de outros cursos. Notei o mesmo direcionar um olhar analisador a Yuna, que parecia estar perante uma miragem. — Que bom te ver — ele comentou após alguns segundos de silencio entre nós. —Hm...sim...eu queria falar com você — disse lhe dando um sorriso envergonhado. Não sei exatamente o que dizer. Não posso dizer “Oi noivo, bem, não tenho seu número e preciso que você conheça os meus pais”. — Certo — ele disse dando uma olhada rápida ao redor, então me surpreendendo ao entrelaçar nossas mãos e me guiar para longe. Ok, agora sou eu quem está com a expressão de estar vendo uma miragem. —Desculpe, tinha muita atenção ali— ele disse quando nos encontrávamos em um canto mais tranquilo. Longe dos olhos curiosos. —Eu precisava falar com você e como não tenho seu número — disse. —Ah. Verdade. Me de seu celular — ele disse e lhe dei o aparelho. Hiro digitou algo e me devolveu o telefone. — Eu tenho que te convidar para um jantar com a minha família este fim de semana. Sei que deve estar cheio de coisas para fazer, com as provas e tudo mais, mas meu pai não vai aceitar esse casamento sem te conhecer — tagarelei. —Eu imaginei. Vou aguardar sua mensagem com os dados, ok — ele respondeu demonstrando muita tranquilidade. Confirmei com a cabeça. Senti-me um pouco boba por ter ficado tão preocupada com isso. —Vamos voltar lá, noiva — ele disse descontraidamente me oferecendo sua mão. Sabia que andar de mãos dadas por ai e o mesmo que dizer a todos “estamos namorando” e isso me assustou um pouco. Porém em algum momento estaremos casados, certo. Então acredito que isso não signifique nada. — Certo, noivo — disse tentando soar tão divertida quanto ele, mas a verdade é que estava muito envergonhada e ficava cada segundo mais tímida a medida que caminhávamos pelos corredores e recebíamos mais e mais olhares curiosos. Porém devo confessar sentia-me como se realmente fosse a primeira dama. Daichi Satoki Droga! Mil vezes d***a! Preciso saber tudo cada detalhe, cada clausula do contrato. Eu não fiquei todos esses anos cuidando dos negócios da família. Mantendo a cobra da Gina longe do dinheiro soado do meu pai para que agora um moleque rebelde fique com toda a herança. — Ele é jovem e sem experiência no ramo é impossível que a lei concorde que ele fique com TUDO— exclamei novamente para o Madara, o grande advogado do meu pai. — Desculpe, Daichi, mas foi a vontade do seu pai. Imagino que ele sabia o que estava fazendo e respeito seu último desejo. Espero que você também respeite— O idoso disse. — Respeitar Madara? Como posso respeitar uma insanidade destas? Meu pai só podia estar fora de si quando redigiu este documento — disse irritado. — Ele estava completamente consciente de seus atos. Eu mesmo estava presente. Esqueceu-se? — Madara disse em sua testa se desenvolvendo uma pequena veia de irritação. — Você vai concordar comigo que meu pai era um homem tradicional. Eu sou o filho mais velho. Eu cuido deste lugar dês que ele adoeceu. Ele devia deixar tudo para mim. Não para o filho do meu irmão mais novo. Você há de concordar — expliquei meu ponto. — Sim, concordo. Como também sou um homem que respeito as tradições. Concordo que como o filho homem mais velho, se todos os bens fossem direcionados a um único herdeiro o mais logico seria que fosse você. Porém seu pai foi quem escolheu — o mais velho respondeu. — Deve ter alguma forma de anular este documento — disse impaciente andando de um lado ao outro do meu escritório. Este que em breve nem poderei mais chamar de meu. Foi quando a ideia me surgiu. Já vi uma amigo utilizar do recurso antes. No momento me parece minha única chance. — Eu poderia alegar que meu pai estava insano quando houve a concepção deste documento? — perguntei a Madara. O mesmo arregalou os olhos mas logo se recompôs, não me importa se ele concorda ou não com minhas atitudes, como advogado da família ele tem um trabalho e acho melhor que ele o realize com maestria ou me encarregarei de romper essa aliança de gerações entre os Kenji e os Satoki. — Acredito que possa, porém precisará de provas. Pergunto-lhe quer mesmo desonrar o último desejo de seu velho pai? — Madara apelou para o meu emocional. Entretanto para sua infelicidade. Nunca fui um homem movido pelos sentimentos. — Arrume provas — disse por fim criando em minha face a expressão mais duro. Demostrando toda a minha convicção a respeito.
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