Capítulo 5

1041 Words
O beijo é rápido, mas abrasador, tanto que o calor que sobe pelo meu corpo me queima de dentro para fora, e se demora mais eu entro em combustão tão rápido quanto gasolina. Eu o encaro, morto de vergonha. Meus olhos ficam tão tristes quanto os dele, que já são por vida, mas de uma beleza inominável. Eu me afasto e pego minhas roupas dobradas em cima da cama e me viro para ir embora. Talvez ele não quisesse nada comigo mesmo, ou talvez ele só queria mesmo a minha amizade, posso ter me enganado. Que vergonha! Antes de eu atravessar a porta ele reage, pega no meu braço e me faz virar para ele de modo dramático, isso me excita, mas estou esperando qualquer coisa. Se ele quiser me dar um soco eu vou deixar, depois eu me viro para explicar o olho roxo. — Hei, aonde você vai? — ele pergunta com ar de graça, isso conforta o meu coração, pelo menos tenho certeza que não vou levar um soco no olho. — Eu vou embora. Desculpa ter te beijado. Sei que você só queria minha amizade e... Ele não deixa eu terminar a frase, começa a rir. Ele ri de uma maneira que me deixa sem graça, não ao ponto de queira mais ir embora, mas por eu me sentir um pouco tonto. Do que é que ele está rindo? — Você está falando sério? Não percebeu que estou apaixonado por você? Meus olhos se iluminam e ficam maiores do que já são. Vou me fazer de demente agora e me perguntar para mim mesmo: Como assim ele está apaixonado por mim? Ele me aperta contra seu corpo me fazendo derrubar as roupas. Sinto sua pélvis rígida, do jeito que eu gosto. Ele está muito e******o, fico também. Então ele me beija, e é agora que eu vou me entregar s dó nem piedade. Retribuo com veemência todos beijos e todo o carinho que ele está me dando. Depois nos jogamos na cama aos beijos, parece que estou realizando um sonho, eu quero que isso dure por muito tempo. Tomo a iniciativa e começo a tirar a roupa, quente de desejo, fervendo de paixão. Ele tira a roupa dele também. Ambos ficamos nus aos beijos e ficamos a tarde inteira amando um ao outro. Um amor que me deixou tão derretido ao ponto de que não querer mais voltar ao normal. *** A noite chega. Estou exausto, e realizado, debaixo do lençol com ele que acaricia minha mão e olha profundamente para mim. Eu tenho certeza absoluta que ele está apaixonado e isso é tão gratificante, porque eu também estou apaixonado. — O que está olhando? — Pergunto com a voz rouca. — Você é lindo. Dou risadas. — Não sou. — estou sendo modesto, porque eu melhor acho lindo mesmo. — Claro que é, e do jeito que você veio pra cá, duvido ninguém ter te olhado. — E ele adivinhou, o nojento do mototaxista me assediou na casa de p*u. Ficamos em silêncio por um tempo. — É a primeira vez que faço amor com alguém e que me fez sentir o amor de verdade. — Disse para ele para puxar uma conversa. — Sério? Tirei sua virgindade, então vamos ter que casar. Rimos. Se bem que eu iria querer me casar com ele, parece que feitos um para o outro, nossa conexão é linda. — Sei que você fazia amor com a sua noiva. — Não sei porque falei isso, senti que precisei tocar no assunto, preciso ouvir a resposta, só espero não me decepcionar. — Sim, fazia, mas era tão sem graça, não sei como ela não se tocou. — Provavelmente ela tentou até extrair alguma coisa. — Além de esperma? Ele me faz rir. — Amor. — Esta é a minha primeira vez que faço amor com um menino. É a primeira vez que me relaciono com alguém do mesmo sexo. — Eu já me relacionei com um garoto uma vez. Na verdade, eu estava inocente. Tinha 14 anos, ele tinha 22. Eu tinha ido visitar uma amiga da família com os meus pais em outra cidade e dormimos lá. Meus pais saíram para passear com a amiga e eu fiquei na casa com o filho dela. Ele me levou para o seu quarto, disse que eu era lindo e começou a me beijar, me acariciar e tentei me sair, falei que era errado, mas comecei a gostar. Só que ele queria f********o e eu não permiti. Fugi dele o máximo que pude até meus pais voltarem do passeio. Depois daquilo, nunca mais fui o mesmo. — Fiquei me sentindo estranho agora. Você tem motivos para gostar de garotos, eu não. Meu coração se enche de consternação pelo que ele diz. Chego mais perto e o beijo. — Não existem justificativas para gostarmos de quem gostamos. Esse é o nosso destino. Só podemos influenciá-lo colocando o amor. Os olhos de Neto estão a brilhar e acaba por retribuir os beijos ternos. Fizemos amor outra vez. *** Às 19:00 da noite eu já estou arrumado para ir embora. — Tem certeza que não quer dormir aqui? Você mora sozinho. Não deve dar satisfação aos seus pais. — Eu sei, mas não me programei para dormir aqui. Quem sabe outra hora? — Tem certeza que vai me deixar aqui sozinho? — Neto me chantageia com aquele doce olhar que me faz derreter de amor. — Ah, não! Não faz isso. Você sabe que eu não resisto. — Então fique. — Amanhã, prometo. Neto fico mais feliz. Nunca poderia imaginar que algum dia eu conheceria um rapaz que gostasse de mim a este ponto. Quero pegar uma mototáxi para ir embora, mas ele insiste em me levar na sua moto. Eu aceito. Na verdade, ele quer saber onde moro. Quando desço da moto, Neto me pede um beijo de despedida. Ele insiste, mas vai embora para casa sem o beijo. Não posso arriscar que alguém espalhe boatos sobre mim. Também não me assumi ainda para minha família. Apesar de que eles desconfiam, mas nunca me perguntaram nada. Provável estarem a me esperar. Eles aceitariam numa boa, mas será que a família do Neto vai aceitar?
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