Breno O cheiro forte de cigarro e gasolina impregnava o barracão abandonado onde a gente tinha marcado o encontro. O Pavão já tava lá, sentado numa cadeira de plástico quebrada, virando o resto de uma cerveja morna. Ele levantou o queixo quando me viu entrar. — Pavão: Achei que ia amarelar, Breno — soltou, com aquele sorrisinho de canto que me dava vontade de quebrar. — Breno: Quem amarela é vacilão, e tu sabe que eu não sou. Tô aqui porque a hora tá chegando. Me aproximei e sentei numa pilha de blocos, conferindo os cantos do barracão. O morro do Pavão tava quieto demais pra quem conhece movimento de guerra. A tensão dava pra sentir no ar. — Pavão: E aí? Vai ficar enrolando ou vai dizer o que tu quer? — Breno: Quero tomar o que é meu de volta — respondi firme, trincando o maxilar. —

