Isabelly Narrando Fiquei ali sozinha no carro, com a mão apoiada na janela, sentindo o vento fraco da noite bater no rosto. Os pensamentos embaralhados, o coração inquieto. A forma como ele me olhava, o jeito calmo, mas direto... era diferente. Ele não tentava me impressionar. Ele me observava. Como quem enxerga mais do que eu costumo mostrar. Uns minutos depois, a porta do carro abriu devagar. Era ele. Sombra - Desculpa a demora. – disse, entrando e fechando a porta com cuidado. – Resolvi rapidinho. Assenti com a cabeça, tentando manter a pose. Mas por dentro, tava tudo virado. A presença dele preenchia o espaço, como se tudo que tivesse fora do carro tivesse deixado de existir. Sombra - Tu tá bem? – ele perguntou, virando um pouco o corpo pra mim. Isabelly - Tô. Só pensando. Sombr

