Clube Moon

1980 Words
Capítulo 8 Sadie Estava olhando para o espelho de corpo inteiro no banheiro enquanto Rebecca e Lela continuavam se vestindo no meu quarto. A roupa que elas tinham escolhido, originalmente mostrava mais pele do que minha própria roupa de dormir. Isso não ia acontecer. Peguei rapidamente outro vestido do meu armário, para que elas não percebessem, e coloquei-o. Era um vestido de verão, branco, que tinha um pouco de renda em volta da parte de cima e das mangas, que iam até um pouco abaixo do meio da coxa. Até isso estava fora da minha zona de conforto. Comprei online porque achei fofo. — Se apresse! — Rebecca resmungou do outro lado da porta. Finalmente saí, e ela ficou desapontada. — Pensei que você ia usar o vestido vermelho que eu trouxe para você. — É um vestido glorioso, só que ele NÃO é para mim. Este aqui vai ficar bem. Só não sou confiante nas roupas que vocês duas usam. Vocês têm corpos perfeitos. — Minha voz terminou de forma indiferente. — Você ficaria incrível nas nossas roupas, honestamente, você pode até superar a gente. — Lela falou. — Muito gentil de sua parte, Lela, mas vou ficar com isso. — Mexi na barra do vestido e fui em direção ao banheiro para arrumar meu cabelo. Eu deixei meu cabelo liso com leves cachos nas pontas. Fiz uma maquiagem natural com meu delineador de gatinho e bastante rímel. Meus olhos realmente se destacaram essa noite, e, pela primeira vez, me senti bonita. Talvez eu devesse me arrumar um pouco mais. Lela estava deitada de bruços na minha cama, folheando uma revista, afinal, ela já estava pronta. Enquanto virava a página, ela disse: — Então, essa é a sua primeira vez em uma boate, Sadie. Você já dançou antes, certo? Eu me encolhi. Essa parte eu não estava ansiosa, a dança. Eu nunca fui a bailes no ensino médio. Eu sempre trabalhava. Claro que eu dançava no meu quarto o tempo todo, com vídeos de música no Youtube, mas dançar na frente de pessoas com garotos, era algo completamente novo. — Sim, bem... teve aquele uma vez... — Eu fiz uma pausa. — É, não, eu nunca dancei na frente de ninguém antes. — Eu acrescentei rapidamente. Rebecca e Lela apenas se entreolharam espantadas. — Isso vai ser divertido. — Rebecca disse animadamente. — O que você quer dizer com divertido? Estou morrendo de medo. — Eu chiei. — Escute — Lela começou. — Vamos devagar, pegar uma bebida no bar, relaxar um pouco e você pode apenas assistir e pegar o ritmo do que está acontecendo. Vamos devagar e estaremos com você o tempo todo. — Com isso, eu suspirei um pouco. Elas foram realmente pacientes comigo. — Ok, vou tentar. Depois de passar mais 30 minutos fazendo maquiagem e arrumando o cabelo, todas nós descemos as escadas onde Nathan e alguns de seus amigos estavam esperando. Nathan realmente ficou bem arrumado. Seu cabelo loiro-sujo estava despenteado para o lado esquerdo de sua cabeça, e ele estava usando uma camisa branca com as mangas dobradas até a metade do antebraço. Calças jeans pretas estavam justas em seus quadris e desceram até um bom corte reto. Ele era bonito, tenho certeza de que as garotas babavam por ele. Nathan e seus amigos ficaram olhando enquanto descíamos as escadas. Realmente parecia o filme Ela é demais, mas eu não tinha tido minha queda terrível pelas escadas. Rebecca pigarreou e deu um tapa no ombro de Nathan. — Quem são seus amigos? — Eu sorri. Depois de sair com Nathan ontem à noite, comecei a não me sentir tão intimidada por esses caras malucos e fortes. — Certo. — Nathan limpou a garganta. — Esses são meus amigos, Ethan e Marco. — Ele acenou a mão, como se não se importasse com eles. Ethan era o mais baixo do que os três, com cabelo vermelho e olhos verdes. Sua barba por fazer, de dois dias, era um contraste nítido com sua pele pálida. Ele era musculoso, assim como os outros, com tatuagens celtas em seus antebraços. Marco era quase o oposto. Cabelo escuro, pele oliva e olhos escuros. Ele segurava uma cerveja que trouxe para começar a festa. — Prazer em conhecê-los. — Eu disse. Todos olharam uns para os outros e sorriram. Estava tão perdida; parecia que eles estavam pensando a mesma coisa. — Com isso, vamos embora. — Rebecca parecia irritada. Dava para ouvir a música pulsando do interior da SUV grande de Nathan. Meus nervos e ansiedade estavam no limite, e eu estava prestes a desistir quando Rebecca falou: — Você ficará bem, confie em mim. Esses caras vão nos proteger. Nathan e seus amigos estão protetores do nosso amigo. Você não terá problemas. Eu dei um suspiro fraco. — Ok, eu confio em você. (...) Nathan Conforme Sadie descia as escadas, fiquei encantado com a beleza dela. Xander estava uivando de alegria. Ele nunca havia ficado tão animado com todas as garotas que nós já tivemos, mas essa, ela era especial, e nem era nossa companheira. No entanto, ela poderia ser mudada. Não era todo dia que você encontrava alguém que não era sua companheira, mas que podia ser mudada. A Deusa da Lua a deu a alguém, mas eu estava sendo egoísta e queria ficar com ela. Não conseguia imaginar minha própria companheira, que talvez estivesse por aí ou não, se comparando com ela. Até exagerei outro dia e marquei a casa dela. Fiz tudo como brincadeira, mas Rebecca teve que me repreender depois por ter feito isso. Os lobos eram animais territoriais. Se queríamos marcar nosso território, nós fazíamos. Marcando do jeito que eu fiz, você precisava de permissão; as lobas ficavam bastante chateadas se você não fosse o companheiro delas. Sadie era humana, no entanto, ela não iria perceber a diferença. Rebecca e toda a sua família eram extremamente a favor de casais. Isso significava que, se ela fosse destinada a alguém, eu deveria deixá-la em paz. Mas não conseguia tirá-la da minha cabeça, e meu lobo ficou obcecado. Não iria deixá-la ir tão facilmente. Como não tínhamos um vínculo, teria que cortejá-la à moda humana. Quando ela chegou ao pé das escadas, notei que ela estava maquiada e até havia enrolado um pouco o cabelo. Não que ela precisasse de nada disso. Ela ainda estava deslumbrante. — Então, você colocou os olhos na raposinha, não foi? — Ethan mentalmente se comunicou comigo. Todos os lobos machos a apelidaram de raposinha por causa de sua estatura baixa, de suas características cativantes e de sua agilidade. — Ela exala seu cheiro. — Rebecca está muito chateada com você. Você precisa deixá-la em paz, se for isso que ela quer. É divertido e uma brincadeira namorar e se relacionar, mas colocar seu cheiro nela é ir longe demais. Ela pode ser mudada e ter um companheiro. Apenas o companheiro pode fazer isso... — Marco respondeu. — Ela não sabe a diferença. Além disso, pretendo cortejá-la como um humano. Com o tempo, ela vai se apaixonar por mim. — Eu ri. — Sua futura companheira vai ficar furiosa. — Ethan disse muito sério. — Você está linda, Sadie. — Eu disse. Ela deu um sorriso tímido e murmurou um rápido obrigada baixinho. Depois das apresentações, todos nós fomos para a boate. A boate Moon era a única da cidade. Era feita para diversão, dança, bebidas e a possibilidade de encontrar sua companheira. Muitos lobos de matilhas vizinhas vinham visitar por um fim de semana para ver se encontravam sua companheira. Ao chegarmos, pude ver o desconforto de Sadie. Rebecca disse que ela nunca tinha ido a uma boate, muito menos a um baile quando estava no ensino médio. Ela evitava tudo isso, trabalhando como garçonete para ajudar sua tia. Ela tinha um amor tão grande pela tia. Muitos gostariam de sair e se divertir na adolescência, talvez se rebelar um pouco, mas não, Sadie. Ela era gentil e cuidadosa. Lela sempre gabava-se de como Sadie era maternal. Quando Sadie viu uma nova mãe jovem lutando com seu filhote recém-nascido, pegou a liberdade, durante sua pausa, de segurar a criança chorando para que a mãe pudesse comer em paz. Poucos lobos permitiriam que alguém segurasse seus filhos, ainda mais um humano. As pessoas confiavam nela, e crianças pequenas passaram a amá-la. A casa da matilha sempre estava cheia, e todo lobo da cidade sabia quem era Sadie, exceto alguns guerreiros em rotação de nossa própria Matilha Guerreira de volta para casa. Todo lobisomem também sabia que eu estava caçando minha pequena raposinha, então a maioria dos machos solteiros a deixavam em paz. Eles sabiam que eu era mais poderoso do que eles, sendo da Matilha Guerreira. A música na boate estava alta, e você podia sentir a pulsação do baixo reverberar no peito. Eu fui rapidamente para perto de Sadie e coloquei meu braço ao redor dela para confortá-la. Embora Sadie tenha sido tímida, parecia que ela estava se abrindo para mim e me deixou colocar minhas mãos em sua cintura. Todos nós nos dirigimos para uma cabine e esperamos uma garçonete vir pegar nossos pedidos. — O que você quer beber, Sadie? — Não sei, eu nunca bebi álcool antes. O que você recomenda? — Ela inclinou a cabeça e ficou parecendo um filhote confuso. Adorável. Falei rapidamente: — Vamos pegar um pouco de tudo. — Todos concordaram e pegaram uma seleção aleatória de doses de bebidas, vinho e cerveja. Eu também peguei uma bebida frutada para Sadie, que ela pareceu apreciar. Depois de uma hora bebendo, rindo e uma quantidade enorme de risinhos e ziguezagueando, elas dançaram. Eu não ia deixar Sadie ir sozinha, então todos nós fomos para a pista de dança. Sadie nem hesitou em dançar. Para uma garota que nunca tinha dançado em público, ela estava se saindo bem. Ela mexia os quadris e balançava no ritmo como se fizesse parte da música. Eu fiquei perto, mas não a toquei para garantir que ela ficasse confortável comigo. Após algum tempo de música, eu fui me aproximando. Xander estava me empurrando para agir. Eu fiquei atrás dela e coloquei lentamente minha mão em sua cintura. Ela parou por um momento, percebeu que era eu e relaxou, continuando a dançar comigo. Eu pude sentir seu cheiro, morango e champanhe, enquanto lentamente me aproximei da nuca dela. Ela ficou um pouco parada, tentando se orientar, mas continuou dançando. Meu lobo olhou para ela adoravelmente. Ela seria uma companheira perfeita, se eu conseguisse convencê-la. Antes de mudarem para a próxima música, ela gritou para Lela e para mim que ia pegar uma bebida. Todos concordamos, e eu ia segui-la, mas Rebecca me puxou enquanto Lela acompanhou Sadie. — Precisamos conversar. — Rebecca mentalmente entrou em contato comigo. — Agora não, estamos todos nos divertindo. — Rebecca estava pegando no meu pé, e eu estava ficando irritado com isso. — Ela está se divertindo. — Escute, ela não gosta de você do jeito que você quer. Quando estávamos nos arrumando hoje, tentei fazê-la falar sobre isso. Ela nunca sentiu romantismo por ninguém. Ela chegou a dizer que nunca se interessou por ninguém. Ela não conhece esse tipo de amor. Meu peito doeu depois que ela disse isso. — Eu posso ensinar a ela esse tipo de amor. Vou cuidar dela, nutri-la e deixá-la confiar em mim. Ela nunca teve isso também. Ela saberá com o tempo. — Eu gemi como um adolescente de 13 anos. Aqui estava eu, o maior conquistador de matilha, choramingando por uma garotinha humana que não me queria. O que me deu? Rebecca estava prestes a me repreender mais, quando Sadie correu para os braços dela, abraçando-a apertado. Seus olhos estavam vermelhos, segurando as lágrimas ameaçando cair em seu rosto. — Rebecca — ela fungou. — Eu, gos... gostaria de ir para casa, por favor.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD