03 TO FUDID0

1394 Words
MORTE NARRANDO No andar de cima da casa, eu caminhei até o quarto de frente para o meu. Até o fim do dia de amanhã, pelo menos, ela vai ficar aqui. Até porque eu não quero um monte de gente entrando e saindo do meu quarto para arrumar ela. MORTE— até o casamento esse é o seu quarto. _ eu falo para ela, que entra olhando cada detalhe. NICOLE— vai me dizer que respeita as tradições? _ eu sorrio de lado. MORTE— tu não tem medo de mim mesmo, né? _ ela me olha desafiando. — é bom lembrar que eu não tenho nada por tu, a não ser posse. _ ela me olha— então não me testa, Nicole. Posso não te machucar. Mas sei como fazer tu sofrer mesmo sem colocar as minhas mãos em tu. _ ela me olha. NICOLE— quando devo estar pronta? _ olho para ela. MORTE— vou resolver umas coisas. Coloque o vestido que deixei aí. _ ela concorda— te busco em meia hora. _ ela concorda e entra no quarto. Olha tudo e fecha a porta na minha cara, sem nem olhar para trás— eu vou perder a linha com essa garota. Vou no meu quarto e pego umas coisas que eu tenho que entregar para o monstro. Mas a minha mente está na garota que eu trouxe para a minha goma. Para ser a minha fiel. A minha esposa. E que já está tirando a minha paz. Pego o que preciso e desço as escadas, já vendo o monstro ali. Ele me olha e sorri de lado, e eu já o olho sério. MONSTRO— tu está enrolado com essa mina. _ eu o olho e respiro fundo. MORTE— ela que vai estar enrolada se continuar com essa marra. _ ele dá risada. — Fala para os crias que tudo o que faziam devem fazer em dobro em relação à Nicole. _ ele concorda. MONSTRO— vai consumar o casamento? _ eu o olho sério. MORTE— isso não é da tua conta. _ falo, e ele dá risada. Nicole sempre foi observada. Eu posso nunca ter a visto antes. Mas todos os vapores sabiam quem ela era. E todos sabiam cada passo dela. Dentro e fora do morro. MONSTRO— as amigas dela? _ olho para ele. MORTE— o que tem? _ pergunta. MONSTRO— podem subir o morro para ajudar ela nesse dia? _ eu sorrio sem ânimo. — p***a, morta, dá uma dentro com a mina pelo menos. A vida dela acabou do nada, sem nem ter escolha. Deixa as minas subir para ajudar a mina, mano. _ ele fala, e eu respiro fundo. MORTE— passa a visão de como as coisas são. Elas podem vir amanhã às nove. _ ele concorda. — E desde quando tem contato com as amigas dela? _ ele n**a. MONSTRO— não tenho. Mas sei que, se forem amigas de verdade, vão vir até nós pedindo para ver a amiga. _ eu concordo nessa parte— é só isso. _ ele pergunta sobre o que tem que levar para a boca, e eu concordo. — Vou falar com o tio. _ eu concordo. MORTE— dá uma segurada aí. Deixa eu buscar ela para entrar com nós lá. _ ele concorda. Subo as escadas e bato na porta. — p***a, isso é jeito de abrir a porta. _ falo, vendo ela só de calcinha e sutiã, e que tentação da p***a. NICOLE— não tenho roupas aqui. _ ela fala. — Tomei banho e estava esperando você vim. Mas veio antes. _ ela fala simples. MORTE— poderia vestir a roupa. _ ela concorda. NICOLE— sim, mas eu ia amassar o lindo vestido de seda sem motivos. _ olho para a audácia dela— e tenho certeza de que já viu mulher com bem menos que isso. _ errada ela não está. Mas p***a. Todas as outras eu vi. Toquei e fodi com gosto. Já ela não dá para fazer isso. MORTE— coloca o vestido, Nicole. As tuas roupas tão chegando. _ ela me olha e não fala nada. Entra, pega o vestido, e vejo ele descendo as suas curvas, deixando tudo ainda mais perfeito. NICOLE— posso saber aonde vamos? _ pergunta. MORTE— conhecer o meu pai. _ ela concorda e não fala mais nada. [...] O escritório do meu pai cheira maconha pura e decisões das quais não se volta atrás. Ele está sentado atrás da mesa grande, a mesma onde ele assinou sentenças de morte e selou pactos de paz por trinta anos. O "Velho", como todos o chamam, está debilitado por um câncer que o consome por dentro, mas os olhos... os olhos ainda são duas brasas que parecem ler os pecados de qualquer um. VELHO— você trouxe a menina ele disse, a voz rouca, sem tirar os olhos do monitor de segurança que mostrava o pátio da mansão. MORTE— o trato foi cumprido, pai respondi, parado no centro da sala. Meu corpo estava tenso. Nicole estava lá fora, sob a guarda do monstro. VELHO— ela tem o sangue da gente, Morte. O pai dela é um lixo, mas a linhagem é do morro. É isso que o conselho quer ver. Eles não querem um rei solteiro e amargurado. Querem estabilidade. Querem herdeiros. Senti um gosto amargo na boca. Herdeiros. A ideia de colocar uma criança nesse mundo de fuzis e perdas é uma parada que nunca quis, mas eu apenas assenti. No nosso mundo, sentimentos são banais... o que importa é o poder. VELHO— traga ela _ o Velho ordenou. Abri a porta e fiz um sinal. Nicole caminhou na direção da sala e entrou. O vestido dela era simples, mas eu já tinha deixado um de seda escura. Ela caminhou com uma elegância que não vinha de berço, mas de uma dignidade que ela se recusava a perder. O Velho se levantou com dificuldade, apoiando as mãos trêmulas na mesa. Ele a analisou como um colecionador analisa uma peça rara. VELHO— Nicole _ ele disse, com um sorriso seco que não chegava aos olhos. Mas meu pai tinha admiração por ela... isso eu via. E a admiração veio do queixo em pé e cabeça levantada. — Eu vi você nascer. Eu perdoei as dívidas de sangue do seu pai porque sabia que, um dia, você seria a joia que faltava no meu império. Nicole não baixou o olhar. Ela encarou o homem que, por trás das cortinas, foi o verdadeiro arquiteto da sua desgraça. NICOLE— o senhor não me deu uma joia_ ela respondeu, a voz gelada. — O senhor me deu uma gaiola. meu pai soltou uma risada que terminou em uma tosse seca e dolorosa. VELHO— é brava. Gosto disso. Uma rainha mansa não sobrevive no Alemão. Morte, cuide bem dela. Mas lembre-se... amanhã à noite, diante do morro, você deixa de ser apenas meu filho para se tornar esposo e o dono de tudo. E ela será a prova do seu compromisso com este lugar. _ concordo. Saímos do escritório sob o olhar pesado do meu pai. O corredor estava cheio de soldados. O que eu não gosto. Não gosto de gente dentro da minha casa, mas depois do casamento isso também muda. NICOLE— ele é sempre tão simpático assim? _ eu a olho. MORTE— você é sempre tão atrevida e bocuda assim? _ ela sorri. Um sorriso debochado. Mas que pode domar um bandido, se ele não for blindado como eu sou. NICOLE— sempre tem esse monte de homens aqui? _ concordo. MORTE— mas não vamos morar aqui. _ ela olha. NICOLE— ah, estão eu fiquei até mais animada agora. _ eu a olho surpreso. — Não, não fiquei não. _ eu n**o e seguro para não rir do atrevimento dela. MORTE— o almoço é servido às 13:00. _ ela concorda. NICOLE— devo ir vestida de seda? _ eu a olho. MORTE— não ia. Mas agora vai só por causa do seu deboche. _ ela me olha. — Pode subir, vai. _ ela não questiona e vai rápido, e eu passo a mão no rosto. Eu estou muito fudido com essa mulher. EITA, EITA. VAMOS COMENTAR E VOTAR MUITO.
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