— Ele voltou a ter febre pela manhã, coletamos amostras do sangue.
Júnior tirou o papel do envelope e analisou, Benjamin apresentara uma piora significativa, havia uma infecção persistente no sangue, os rins já estavam em estado crítico.
— Estão mantendo a diálise? – Ele virou o rosto para enfermeira.
— Sim, Doutor. – A mulher manteve os olhos longe, envergonhada.
— Ótimo. Vamos entrar com antibiótico agora. – Júnior pensou por um tempo, e voltou a falar. — Melhor ainda, transfiram o paciente para a UTI.
— Sim, Doutor.
Júnior deixou os exames na mão da enfermeira, se aproximou do quarto, Ana Claudia encarava o filho que dormia. Em pé na ponta da cama ela fungava baixinho, as lagrimas pingando no colchão e coberta do filho.
— Ele está partindo, Doutor? - Ela virou o rosto para ele.
— Venha comigo Ana, as meninas vão cuidar do Bem agora, acho que temos uns minutos.
Júnior levou a mulher até a capela naquele mesmo andar. Não era grande como a que Fernando se casou com Luiza, mesmo assim era um santuário naquele lugar de sofrimento. Ele se sentou com a mulher ao seu lado. Ambos em um silêncio doloroso. Por fim, ele juntou as mãos e fez como Luiza, pedindo para quem quer que seja guia-lo naquele momento. Tinha de dar a notícia para a mãe e já se preparava para ser o apoio dela ali.
— Eu rezei tanto. - Ela disse entre as lágrimas. — Dia após dia entro aqui e peço, e peço e peço.
— Não á m*l em pedir, Ana. - Era tudo o que podia falar. — Seja forte, comunique ao pai dele para vir, hoje pela noite vamos sedá-lo e entrar com os antibióticos para conter a infecção. Amanhã vou me reunir com a equipe e analisar se o Ben terá condições para continuar com os tratamentos, ou se deveríamos deixa-lo confortável de agora em diante.
Ana chorou como criança, e no fim, quando não tinha mais lágrimas, se levantou e voltou para junto do filho.
Ben já estava acordado em uma conversa com uma das enfermeiras do plantão, a febre persistia em continuar. Júnior se aproximou dele.
— Como está se sentindo, Ben?
— Com frio, - O menino engoliu com dificuldade. — Mas a dor passou depois que fui medicado.
— Que bom. Vamos tratar a infecção. Me diz uma coisa Ben, o que você mais tem vontade nesse mundo?
— Assistir um jogo no Mac. Meu pai prometeu me levar e nunca teve tempo. - Ben sorriu, as covinhas apareceram para afundar o peito de Júnior. — Se eu me curar, vou ser jogador.
Ana lançou um olhar a Júnior, ele bateu na perna do menino, não era um desejo como ir à Disney, ou viajar. O menino só queria ir ao estádio da cidade e assistir uma partida do time da cidade. Era hora de entrar em contato com o pessoal do projeto.
O dia passou rápido, Júnior se alimentou na sala, enquanto trabalhava. Por fim, pegou o telefone e ligou para Luiza.
— Oi, Júnior.
— Lu, como vai?
— Estou bem, indo para uma conferência com a Cecilia.
— Estamos perdendo um paciente. - Ele ouviu quando Luiza puxou o ar. Nunca era uma notícia fácil de dar. — Está em tratamento paliativo, os rins estão parando e hoje apresentou uma infecção no sangue. Fiz a pergunta á ele.
— E aí?
— Ele quer assistir um jogo em um estádio daqui. Disse que será jogador.
- Ah Júnior, lamento muito. Eu já levei meu irmão ao Mac, realmente é um pedido simples, mas bonito. Todo menino daí, sonha em jogar pelo menos uma vez ali. - Luiza tinha pesar na voz. — Eu vou informar o pessoal, amanhã mesmo entramos em contato com a mãe dele.
— Obrigada, Lu.
Júnior encerrou a ligação, encarou o retrato dele com a família Olivar Smith. Até uns anos atrás eram somente Felix e Fernando. Agora, estavam crescendo tanto que a foto estava cheia, de rostos pequenos e sorridentes.
A tarde chegou e Júnior se lembrou do pedido de Mari, vestiu o jaleco e tomou o elevador, estava tão distraído que não percebeu que ao fazer a curva, uma pessoa também a fez. Dando de frente com ele, chocando corpo contra corpo.
Lillian praticamente se chocou com o peito de Júnior, sentiu as mãos dele segurando firme em sua cintura impedindo a queda, ao olhar para cima viu os olhos azuis que lhe tiravam a concentração em seu turno.
O cabelo castanho deu uma leve bagunçada enquanto ele a mantinha presa em si. O cheiro dela era cítrico e doce.
Ela engoliu em seco, o peito acelerado e os olhos presos nele.
— Me. Desculpa, eu.
— Eu não percebi que estava vindo. - Ele mantinha o aperto no corpo dela.
Júnior tirou uma mão somente para ajeitar uma mecha do cabelo dela, eram macios e deslizaram pelos dedos dele, leves. Os pensamentos vagaram para algum momento envolvendo algemas, e olhos cobertos.
Lillian se soltou do aperto dele, endireitou a postura, os olhos perderam o brilho enquanto assumia a policial dentro de si.
— Tenha uma boa noite, Doutor. - Desviou os olhos para o corredor. — Até amanhã.
— Sabe que não é o certo. - Ele disse, decepcionado pela quebra do encanto tão repentino e pela falta de agradecimento dela.
— Eu sei, mas preciso mesmo ir. Ela só tem a mim, e o dinheiro da minha mãe não dá para quase nada.
— Entendo. - Ele concordou. — Nesse caso, posso fingir que não te vi.
Lillian o encarou, concordou com um aceno e partiu, caminhando rápido até demais.
Entrou no carro contrariada, não queria sentir nada, era feliz servindo ao estado e cuidando da irmã. Quando queria sexo, recorria à Marcelo. Sua amizade cafajeste e colorida. Por falar nele.
— Marcelo. - Lillian apertou o celular na mão gelada. — Vou passar na sua casa, preciso relaxar.
— Sorte sua que estava indo tomar banho agora.
— Me espera.
No caminho para o batalhão, Lillian comprou camisinhas, já que o infeliz sempre dava a desculpa da mente cansada. Rumou para a casa do amigo sentindo-se estranhamente molhada.
— Mas que p***a. - Pensou alto. — Parece que nunca vi um par de olhos azuis, e um corpo bonito. Merda!
Marcelo aguardava, encostado em seu portão, com uma mão na arma em sua cintura e outra na fechadura. Deu passagem para a amiga, duro só de imaginar a brutalidade dela na cama.
Ao entrar, fechou a porta e prensou o m****o na b***a de Lillian.
— Está sentindo falta do meu p*u? - Ele sussurrou, safado.
— Hum. - Ela gemeu. — Não sei.
— Toma um banho comigo?
Lillian tirou a roupa no caminho até o banheiro, não ia contar sobre a situação da irmã, não queria chorar as mágoas. Queria gozar e tirar aquela impressão da mente.
Marcelo tomou a boca dela com a sua, sentiu a língua quente de Lillian, logo separou as bocas e com a mão enterrada nos cabelos dela, a forçou a se ajoelhar. Lillian o abocanhou, engolindo todo o m****o, sugando, repetiu os movimentos, enquanto Marcelo gemia enlouquecido. De todas as fodas, Lillian era a melhor.
Ele estava por um fio quando ela se levantou e saiu do banheiro. Usou a toalha dele, mas não chegou a entrar no quarto quando fora envolvida pelos braços tatuados do amigo, amante.
Marcelo a colocou debruçada na cama, deitou-se em baixo e passou a língua pela v****a molhada e desejosa. Ao ouvir os gemidos de Lillian, enfiou dois dedos em sua a******a, quente e molhada.
Lillian começava a rebolar quando ele parou, se posicionou atrás dela, passou o p*u pela i********e molhada.
— Camisinha. - Ela gemeu.
— p***a, Lilli.
— Agora c*****o! Está ali. - Ela apontou para a penteadeira.
Muito a contragosto ele colocou, estava tão duro que colocaria uma sacola, se ela mandasse.
Ao se aproximar desferiu um tapa forte na b***a redonda. Lillian jogou a cabeça para trás. Adorava sentir dor seguida do prazer de ser penetrada. Então, empinou a b***a ainda mais.
Marcelo com aquela visão se tocou e sem avisos a penetrou, não na v****a, onde Lillian gostava.
Sentiu o orifício apertado lhe envolver o p*u e enfiou mais ainda. Viu que Lillian começou a se tocar, então estocou com força. Os gemidos dela se misturavam aos gemidos roucos dele. A b***a redonda estava vermelha pelas batidas, quando Lillian estava totalmente entregue ele tirou o p*u e enfiou na v****a dela. Não demorou muito para Lillian o apertar, logo ele sentiu a a******a dela o apertar e relaxar.
Marcelo sabia que não precisava de gentilezas com Lillian então socou, provocando o som do choque dos dois corpos, até se derramar nela com uma estocada forte e a cabeça jogada para trás.
— p**a. Que. Pariu. Lillian. O que foi isso?
Marcelo saiu de dentro dela, ia se livrar da camisinha, quando voltou Lillian já se vestia.
— Sexo Marcelo. - Ela o encarou, um sorrisinho safado nos lábios. — Sexo bruto.
— Depois dessa, eu tenho que me lembrar de me segurar para não machucar as mulheres.
— Simples. - Ela deu de ombros. — Goza como um virgem.
Depois de devidamente arrumados rumaram para o batalhão. Ali, Lillian deixava a garota de lado, e tornava a implacável, Soldado Nascimento.