Sophie:
Eu estava furiosa. Como essa desgraçada ousa derramar vinho no meu vestido? E tudo isso porque o i****a do Adrian disse que a cor combinava comigo.
Sério, o que essa mulher tem na cabeça? Ciúmes dele? Quero que os dois se explodam.
Mas se ela achou que ia sair impune, estava muito enganada.
Bianca – Desculpe, irmã. Como sou desastrada… Posso te emprestar uma roupa, se quiser.
Semicerrei os olhos para a falsidade dela, me virei e, sem pensar duas vezes, peguei uma taça cheia de algum líquido qualquer e joguei direto no rosto dela.
– Ah, não se preocupe. Agora estamos quites. E, sinceramente, não precisava ter estragado meu vestido por causa de um i****a como o Adrian.
O rosto dela se contorceu de raiva, e no impulso, pegou uma jarra de suco e tentou jogar em mim.
Dante foi mais rápido. Se colocou à minha frente e recebeu o impacto do líquido pegajoso, mas alguns respingos ainda atingiram meu vestido.
A energia ao redor dele mudou. Dante não disse nada, mas vi seu peito subir e descer pesadamente. Isso não era bom.
– Sugiro que escolha bem as palavras que vai usar para se desculpar com a minha mulher, cunhada. Ou…
Sua voz sombria foi interrompida pelo tapa que ecoou na sala.
Arregalei os olhos, incrédula. Minha mãe tinha acabado de bater em Bianca.
Bianca – Mamãe, a senhora me bateu! Sua voz saiu esganiçada.
Emma – Sim, e mereceu. Você já tem o Adrian, então por que provocar sua irmã por causa dele?
Ela se virou para Dante, forçando um sorriso.
Emma – Me desculpe, vamos nos sentar à mesa para jantar.
Mas antes que eu pudesse responder, Dante disse friamente:
– Quero que ela peça desculpas à minha Sophie. Eu te avisei para não tocar nela. Tinha até esquecido do tapa, mas adivinhe só? Você mesma me fez lembrar dele.
Bianca – Eu não vou pedir nada! Já basta o tapa que levei por causa dela! Gritou, enfurecida.
A energia ao redor de Dante ficou ainda mais densa, sua presença sombria fez minha mãe dar um passo para trás.
– Ok. Ele tirou o celular do bolso e começou a digitar.
Bianca passou a língua nos lábios, torcendo as mãos uma na outra. – Sim, quero que detonem as empresas Bettencourt na bolsa de valores. Sim, todas elas. Comprem e revendam pelo menor preço possível.
Adrian arregalou os olhos.
Adrian – Você não pode fazer isso! Gritou, furioso.
Dante sorriu de lado, sem nem se dar ao trabalho de responder. Apenas desviou o olhar para Bianca.
– Você tem dois minutos, cunhada querida.
O rosto dela empalideceu. Bianca olhou para mim, hesitante, e então caiu de joelhos, as lágrimas escorrendo pelo rosto.
Bianca – Desculpa.
Dante – Eu não ouvi. Diga mais alto. E quero que todos saibam exatamente pelo quê.
Ela tremeu, engoliu seco e então disse, mais alto:
Bianca – Desculpa por ter te traído, roubado seu dinheiro, ficado com seu noivo, atrapalhado sua vida, batido em você e… estragado seu vestido por inveja.
Dante pegou o celular novamente e abortou o plano de falir as empresas do Adrian.
O próprio deu um passo à frente, furioso.
Adrian – Levante-se daí, não se humilhe!
Dante riu com desdém.
– Você é um covarde. Frouxo. Não foi homem o suficiente para defender a própria esposa. Deixou que ela fosse humilhada só para salvar seu próprio r**o. Patético.
Ele se virou para mim e sorriu. – Pizza?
Fiquei sem palavras por um instante. Me sentia imensamente feliz. Eu não estava mais sozinha. Limpei uma lágrima e respondi:
– Pepperoni e quatro queijos?
Dante sorriu e estendeu a mão para mim.
Emma – Mas ainda não servimos o jantar. Fiquem.
Dante a encarou friamente.
– Não. Nossa ceia será em casa. E deixo claro: qualquer um que tentar machucar a minha Sophie… eu esmagarei como uma barata.
Ele me puxou para fora dali.
No caminho, tirou o terno e o jogou no fundo do carro, depois arrancou a camisa branca, revelando seus músculos impecáveis.
Suspirei.
– Obrigada, meu amor.
Ele me abraçou com força.
– Não precisa agradecer. É minha obrigação te manter segura. Agora, entra no carro, tira esse vestido e coloca minha camisa. Depois, liga para a pizzaria e faz nosso pedido.
Sorri, mas antes, meus olhos percorreram aqueles músculos definidos. Mordi os lábios, encantada. Dante me flagrou no ato e sorriu, safado. Corei e entrei no carro às pressas. Ele gargalhou e tomou seu lugar no banco do motorista.
[...]
Sentada na mesa, com Dante acomodado na cadeira, o calor de seu corpo parecia fundir-se ao meu, criando um vínculo quase tangível.
A pizza e o vinho eram deliciosos, mas era a companhia dele que realmente me fazia sentir plenamente viva.
Os dedos firmes e enérgicos de Dante deslizavam lentamente pela minha pele, num movimento calculado, ora suave, ora decidido.
Em certos momentos, ele apertava minha pele com intensidade, sem nenhum pudor. Cada toque era como um fio elétrico sendo disparado, enviando arrepios que percorriam meu corpo inteiro.
E então nossos olhares se encontravam, fixos e profundos, um embate de intensidade entre os tons azuis dos olhos dele e os castanhos dos meus.
Enquanto levava outro pedaço de pizza até a sua boca, resolvi mencionar a noite que não havia saído conforme o planejado.
— Esquece isso, gatinha. Não vale a pena perder tempo com aquele bando de abutres. Ele disse em tom baixo, numa voz que exalava uma mistura de calma e provocação.
Assenti com um leve movimento de cabeça, mas não consegui conter o estremecimento que me invadiu quando ele prendeu meu dedo entre os lábios, removendo o excesso de ketchup.
Sua boca era seu território, e aquele contato breve parecia incendiar minha pele, espalhando pelo meu corpo um desejo que crescia como uma corrente invisível, conduzida por cada ato deliberado.
Suspiro profundamente, como se o simples ato de respirar fosse insuficiente para conter a turbulência em meu peito. Meus olhos permanecem fixos nele, enquanto ele degusta calmamente um gole de vinho, sem desviar o olhar dos meus. O líquido rubro resplandece sob a luz tênue da cozinha, a taça repousa suavemente sobre a mesa quando ele a devolve ao lugar.
As mãos grandes e firmes dele pousam em minhas coxas, os polegares traçando círculos preguiçosos e hipnóticos contra minha pele sensível. Ele se inclina para mais perto, trazendo consigo o calor de sua respiração que roça delicadamente meu pescoço.
Decido tomar um gole do meu próprio vinho, enquanto sinto uma queimação agradável irradiar pelo corpo, intensificando minha consciência de cada detalhe ao redor. Entre minhas pernas está o vulto imponente de Dante, seu físico robusto se destacando ainda mais à medida que inclina-se sobre mim. Como se as circunstâncias já não estivessem desafiando minha compostura, o aroma irresistível que emana dele agrava tudo. E para piorar estou vestindo apenas sua camisa, um tecido macio e reconfortante que acaricia minha pele e carrega seu perfume inebriante. Cada partícula daquela fragrância parece me envolver, como um casulo caloroso e íntimo.
Ele aproxima o rosto de minha orelha, sua respiração quente enviando calafrios por minha espinha. Com uma voz baixa e rouca, ele sussurra algo que faz o ar entre nós parecer palpável:
— Fica devastadoramente linda na minha camisa, amor. Acho que agora só quero vê-la em você.
Tomei um gole do meu vinho, sentindo a vergonha e o calor aquecer ainda mais o meu corpo aos poucos. Talvez a bebida, com seu toque envolvente, estivesse contribuindo para intensificar o momento. Ao levar a taça novamente à boca, minha mão vacilou por um instante, e algumas gotas do líquido escorreram, manchando a camisa de Dante.
— Acho que acabei de estragar sua camisa, bebê.
Ele sorriu, mas seus olhos já não estavam mais fixos nos meus. Em vez disso, o olhar de Dante deslizou lentamente, focados no tecido úmido que revelava mais do que deveria. Observava com minuciosa atenção o ponto que se endurecia por baixo do tecido molhado, denunciado pela transparência provocada pelo vinho derramado...