Beatriz
A festa.
Assim que entramos na boate, o som alto e as multidão de pessoas nos engoliram, eu não sei da onde o Lucas tirou tantos amigos.
— Vocês não disseram que o Lucas não era popular? — Mari perguntou rindo.
— Eu achei que ele era um jovem recatado. — Gabi disse rindo.
— Recatado? — Jp perguntou rindo.
— Olha só, minha família chegou. — Lucas disse se jogando nos braços dos gêmeos.
— Lucas, da onde você tirou tanta gente? — perguntei rindo.
— Eu sou popular, vocês acham que não, parece que não, mas eu sou. — Lucas disse rindo. — É o seguinte, as bebidas são pra lá. — ele aprontou pra um bar. — E a comida é pra lá. — ele apontou pea outro lado.
— Olha só, eu estou começando a achar que você sabe dar uma festa. — Túlio disse.
Fomos para o lugar aonde Lucas estava com algumas garotas.
Depois de ver o jeito que elas olharam pro meu noivo eu me perguntei cinco vezes porque eu resolvi vir pra essa festa, sendo que eu poderia ficar em casa quieta debaixo das cobertas assistindo séries e filmes de romance. Mas não, alguém achou uma boa ideia me tirar s scasa em um domingo e me trazer pra uma festa no qual o tema é cabaré e parace que que algumas garotas levaram isso muito a sério.
— Eu vou pegar bebida, você quer algo? — Joca me perguntou.
— Que nenhuma dessas garotas chegue perto de você. — falei e dei um sorriso irônico.
— Relaxa que eu sou comprometido. — ele disse dindo e levantou a mão com aliança.
Espero que elas entebdan isso. Assim que ele saiu eu vi umas meninas conversando entre si, depois o JP e o Túlio foram logo atrás dele.
— O que acharam até agora? — Lucas perguntou se aproximando de nós.
— Que você levou bem a sério o trabalho de procuras garotas de programa. — falei e ele né olhou com uma cara de quem não entendeu o que eu quis dizer.
— Eu também acho, ou algumas das suas convidas estão fazendo questão de viver o tema da festa. — Mari disse.
— Meninas relaxem, eu avisei pra elas que os irmão gêmeos estavam comprometido e que o melhor amigo deles também. — Lucas disse com um sossieo de felicidade.
Acho que ele realmente acredita que elas iam levar o que ele disse a sério. Gabi não disse nada sobre ela e o JP, mas eu pude perceber que ela já não está mais afastando ele dela, o que significa que talvez ela já não esteja mais lutando contra tudo isso, porque tamos que dizer que os dois super combinam, além de ter uma química de outro mundo.
Os meninos voltaram com as bebidas.
— Olha só se eles não estão super prestativos. — Gabi disse e rimos.
— Se somos grossos, reclamam. — Túlio disse fazendo cara feia.
— E se somos gentis tiram sarro da gente. — JP completou. Caímos na risada.
— Bem vindo ao mundo real rapaz, aonde nada nunca está bom e nós nunca temos razão. — Joca disse me olhando.
— Ainda bem que você sabe né querido. — falei e dei um selinho nele. Os meninos caíram na risada.
Estava tocando umas músicas muito chatas, que não eram nada com nada, até que então começou a tocar uma das minhas músicas favoritas da vida, que eu ficava em frente a televisão tentando dançar que nem a Beyoncé.
— Bea, essa não é a sua música? — Mari perguntou rindo.
— Aí meu Deus, é ela mesma. — falei e bati palmas pra comemorar. — Você. — aprontei pro Joca. — Vem comigo.
Então peguei na não dele e fomos pro meio da pista, onde estava todas as outras pessoas da festa. Então como os principais da dança a luz ficou no meio da pista e eu resolvi mostrar mais um pouco do que eu sou boa.
Me lembrei das noites em que eu e as meninas saímos pra dançar e de como a gente se divertia, não precisávamos de bebida, só de nós mesmas e músicas boas.
Na melhor parte da música, virei de costas pro Joca e então fui rebolando até o chão, eu sei que eu estava atraindo vários olhares os amim, mas o único que eu queria e fazia questão estava bem atrás de mim tendi uma visão privilegiada. Depois de descer até o chão rebolando, jogo o cabelo e subo rebolando do mesmo jeito, me viro de frente pro Joca, ele colocou as duas mãos na minha cintura e então jogo o meu corpo para trás e deixo o nosso corpo colado o suficiente pra eu ouvir a sua respiração e seus olhos que se encontrarem com os meus.
Dei um sorriso de lado e me soltei dos braços dele, fui mais ainda pro meio da pista, aonde Mari e Gabi se encontraram comigo. Quando eu disse que eu amava as nossa noites de dança é porque tivemos várias, tantos o suficiente pra nos fazer aprender algumas coreografias, como a dessa música.
As três dançando juntas.
No fim todo mundo estava olhando pra gente, fui em direção do Joca que estava me olhando e sorrindo.
— Aonde você aprendeu a dançar assim? — ele perguntou e puxou minha cintura.
— Nova York tem muitas coisas legais além da faculdade. — falei e passei meus braços pelo seu pescoço.
— Interessante. — ele disse e me beijou.
Virei de costas pra ele, e ele ficou abraçado com a minha cintura. Mari e Túlio estavam iguais a nós dois, Gabi e Joca estavam conversando com os rostos bem próximos, em um determinado momento eu pude ver a troca de olhar se ambos se intensificando, mas Gabi acabou recuando.
— Eu juro que eu não tô gostando daquelas meninas te olhando desse jeito. — falei perto do ouvido do Joca que deu uma risada irônica.
— Tá com ciúmes de mim dona Beatriz? — ele perguntou rindo.
— Você acha isso engraçado João Carlos? — perguntei revirando os olhos e ele riu ainda mais.
— Particularmente?! Acho sim. — ele disse e apartou ainda mais seus braços em minha cintura. — Você sabe que eu só tenho olhos pra você. — ele disse no meu ouvido.
— Não são os seus olhos que estam me incomodando, e sim os delas. — falei e ele virou meu corpo.
Fiquei de frente pra ele. Então uma de suas mãos ficou em cima da minha b***a e a outra na minha nuca, ele estava me olhando com aqueles pequenos olhos.
— Então vamos dar motivo pra elas olharem ainda mais. — ele disse e deu aquele belo sorriso de lado.
Aquele maldito sorriso, que me fez ir contra tudo e todos só pra ficar com ele..
Então ele colou ainda mais os nossos corpos, aproximando a minha boca e me beijando, como se fosse a primeira vez, me fazendo lembrar daquela noite na boate, aonde a única coisa que eu queria era me esquecer que eu havia descoberto que eu tinha sido traída por mais de seis meses, tentando esquecer que eu havia terminado um namorado de quase dois anos e que eu sonhava em ficar noiva daquele traste.
Depois daquele beijo tudo mudou. Ninguém mais me beijou como ele, ninguém me tocou como ele, e ninguém nunca me amou como ele. E por mais que isso pareça i****a e um tanto quando doentiu, isso me faz esquecer todas as outras que excederam o nosso beijo, isso me faz focar apenas em nós dois, nossos momentos, nossos corpos colados noite adentro.
Depois do beijo, fiquei olhando em seus olhos, era como se eu pudesse me enxergar inteira nele. Afastei os nossos corpos e ele ficou me olhando sem entender.
— Eu já volto lindo. — falei sorrindo.
— Bea... — ele disse e inclinou a cabaça com olhar de desconfiado.
— Relaxa, vou pegar uma bebida. — falei com um sorriso. — Gabi, vem comigo. — falei e peguei na mão da Gabi arrastando ela pro meio daquelas pessoas.
— O que foi? Você tá com aquele olhar... — Gabi disse puxando a minha mão e me fazendo parar no meio do caminho.
— O que foi? — perguntei rindo — Vamos pegar bebida só isso.
— A última vez que eu te vi com um olhar desse você também estava indo pegar bebida e você jogou ela na cara da amante do seu ex. — Gabi disse.
Bem lembrado. Além da bebida os dois ganharam a marca dos meus cinco lindos dedos na face deles. Foi realmente uma noite memorável.
— Relaxa, sem bebidas voadoras hoje. — falei e puxei ela voltando a andar.
— Não que eu ache r**m, até porque eu percebi que elas estão olhando pra nós. — Gabi disse.
— Não, eu não vou perder o meu tempo assim. — falei rindo.
Chegamos no bar, e as garotas logo nos olharam, eu pedi a bebida, elas começaram a falar entre elas e nós olhar. Encostei no balcão e fiquei olhando pra elas.
— Podem olhar garotas, ele é realmente um grande gostoso. Mas convenhamos, ele é muita areia pro caminhão de qualquer uma de vocês. — falei e elas ficaram me olhando.
Peguei minha bebida e passei próximo a elas.
— Só pra deixar um recado, eu sou tranquila, mas sei usar uma arma. — falei e sai andando.
Elas ficaram se entreolhando.