Capítulo 02 - Envergonhada.

1167 Words
Maya Nunes. Ainda não acredito que eu tive a coragem de abordar aquele cara daquela forma, ele deve ter pensado que eu sou algum tipo de p**a com certeza, que vergonha. Mas que bom que eu fiz. Depois de ter ficado molhada apenas com uma troca de olhares, eu não consegui me conter, ainda mais com todo o estresse que tem me sobrecarregado. Esse é o lado r**m de não ter um p*u amigo, quando a gente precisa desestressar, ou se vira sozinha ou tem que se arriscar a ficar tachada como p*****a na boca de homens s*******o. Sinceramente, tenho preguiça de gente que acha que só os homens podem sentir v*****e e querer ter prazer com talvez um desconhecido. E sem querer inflar meu ego, com esse corpinho aqui eu nunca passo v*****e, só agradecer a Deus pela ótima genética que ele me proporcionou. Infelizmente, o mundo é feito de pessoas machistas, não que eu me importe. Isso nunca me impediu de conseguir o que eu quero fosse por bem ou por m*l. Considerando que quando eu quero alguma coisa eu não descanso até conseguir, posso ser bem insistente quando eu quero. E eu com certeza queria muito ir pra cama com aquele p**a homem, perna bambeou só de imaginar. Ao contrário do que eu imaginei, foi muito mais fácil do que parecia, antes que eu pudesse pensar em falar meu nome pra ele ou perguntar qualquer coisa nós já estávamos no seu apartamento fudendo como dois animais. A muito tempo eu não tinha uma noite tão agitada quanto essa. Ele conseguiu me cansar. Me arrisco dizer que tive o prazer de gozar em cada canto desse apartamento e deixar ele ainda mais bagunçado. Acabei sendo vencida pelo cansaço e antes que eu pudesse me dar conta já estava dormindo em cima do cara que eu acabei de conhecer e não faço a mínima ideia de quem seja. Que bela filha de policial eu sou, “seu pai não te ensinou a não falar com estranhos?”, disse a voz na minha cabeça um pouco tarde demais para reverter aquela situação. Não que eu esteja arrependida, seria até um pecado dizer tal coisa depois da ótima noite de prazer que o completo desconhecido me proporcionou, sem fazer esforço posso dizer que essa foi uma das melhores fodas que eu já tive até hoje. ... Depois de miseras horas dormidas, acordei assustada, s*******a e sem nenhum pingo de dignidade. Ouvi uns barulhos vindo do banheiro e me dei conta de que o gato da noite passada não estava mais ali na cama comigo. Me enrolei no lençol da cama e levantei num pulo quando vi a hora na tela do meu celular que estava prestes a ficar sem bateria. m***a. Maya: Aonde que eu estou? Deus do céu. – Fiquei nervosa assim que dei de cara com ele, aparentemente tão sem graça quanto eu. Seu peito estava desnudo deixando amostra as suas tatuagens e seu abdômen impecável e uma calça preta na parte de baixo só contribuía para ele ficar ainda mais sexy, e obvio, eu ainda mais sem graça por estar igual uma i****a encarando o homem com a maior cara de s*******o do mundo. Por que eu sou assim, Deus? - Bom dia gata, eu vou ter que sair agora, mas você pode ficar se quiser...sem pressa. – Sorriu simpático, acho que ele estava tentando me deixar à v*****e de certa forma. Em pensar que ontem ele me viu até do avesso, fico com vergonha só de pensar. Eu devia ter ido embora enquanto ele dormia, mas a p***a do sono me venceu como sempre. Maya: Obrigada, mas eu não posso, preciso ir embora. Você viu a minha calcinha? – Senti meu rosto ficar vermelho, mas infelizmente não podia simplesmente sair daqui sem ela, apenas com esse micro vestidinho de p**a. - Acho que acabei rasgando ela ontem. Se você quiser tem cuecas novas na gaveta, devem servir em você. – p**a m***a, não acredito que isso está acontecendo comigo. Xinguei baixinho e fui em direção a cômoda me vestindo o mais rápido possível. Eu só queria que essa situação constrangedora acabasse logo. Peguei tudo e assim que vi ele abrindo a porta fui logo atrás, descemos o elevador juntos em um silêncio constrangedor. Era perceptível o quanto eu estava envergonhada. - Você nem me disse o seu nome. – Perguntou na defensiva quebrando o silencio entre nos. Maya: É Ma..Maria Luiza. – Gaguejei, eu devia ter me preparado pra essa m***a antes, estava na cara que eu estava claramente mentindo. - Eu sou o Theo, bom, você já sabe onde me encontrar. – Me lançou um sorriso e eu retribui. Assim que chegamos na portaria ele correu pro carro que estava parado na frente do prédio e eu usei meus últimos resquícios de bateria para pedir um uber. Eu só preciso me preocupar agora em chegar em casa bem e me manter viva naquela favela. Por sorte não demorou muito pro carro chegar, sentei no banco de trás e encostei a minha cabeça na janela enquanto flashes da noite passada passavam na minha mente. Isso só pode ter sido um surto coletivo. Qual a chance dele não ser casado ou algo do tipo? Certeza que tem algum defeito. Ri comigo mesma vendo que já eram praticamente 10 horas da manhã e eu saí de casa dizendo que iria só tomar uma cerveja na beira da praia. Minha memória automaticamente voltou nos meus dias de farra quando eu saia pros bailes e chega nesse horário ou mais tarde em casa, a minha mãe faltava pouco me m***r e isso foi uma das coisas que me fez ir morar sozinha tão cedo. Eu não aguentava ver o teatrinho barato dela fingindo que se importava com alguém que não fosse ela mesma. Sinto falta de sair em busca das minhas aventuras noturnas nas favelas do Rio de Janeiro. Eu raramente repetia algum lugar, mas era sempre uma experiência diferente e um tanto perigosa, era isso o que mais me fazia gostar de tudo aquilo. Chega a ser ironia eu estar infiltrada aqui com o objetivo de encontrar respostas sobre a mulher que matou o meu pai. Disso eu não vou desistir nunca, por mais que eu tenha que ficar um tempo sem frequentar os bailes que eu mais gosto de ir. Assim que cheguei na barreira pedi um moto taxi e fui direto pra minha casa, era pequena e simples, mas aparentemente perfeita pra mim, parecia uma casinha de bonecas. Como não sei quanto tempo vou precisar ficar aqui, não custa deixar tudo do meu jeitinho. Paguei o cara que me trouxe e só deu tempo de entrar em casa e tirar a roupa, me joguei na cama e apaguei ali mesmo, estava morta de cansada e precisando repor todas as minha energias. As coisas que estão por vir não são nada fáceis, mas eu não sou nada de desistir.
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