A boca dele desce do meu queixo pro meu pescoço. Ele beija devagar, respira fundo, e quando chega perto da base, morde com cuidado. Um arrepio sobe pelas minhas costas e minhas pernas reagem, pressionando a coxa dele entre as minhas.
Você tem ideia do que tá fazendo comigo? — ele murmura, com a voz rouca, quente.
E eu sorrio, com a respiração entrecortada:
Tenho. E gosto disso. — Sussurro quase num gemido. Rebolo lentamente, sentindo a coxa dele pressionar mais a minha b****a.
A resposta dele não vem em palavras. Ele só me encara — e naquele olhar, há uma mistura perigosa de reverência e fome.
A coxa dele pressiona instintivamente entre minhas pernas, como se o corpo tivesse entendido antes da mente o que estava acontecendo ali. Ele se move com mais firmeza, e eu sinto o atrito gostoso contra o tecido fino do meu short. O calor entre nós já é quase insuportável.
As mãos dele sobem mais, levantando minha camiseta devagar, até ela passar por cima da minha cabeça e cair no chão sem cerimônia. Ele não diz nada quando me vê assim, à meia-luz, nua da cintura pra cima. Mas o olhar dele percorre cada centímetro da minha pele com uma intensidade que fala por si.
Ele se aproxima mais, o rosto na altura do meu pescoço de novo, mas dessa vez os lábios descem mais. Beijam meu ombro, meu colo, e enfim, alcançam meu seio. A boca quente envolve o mamilo devagar, e eu arqueio o corpo em resposta, ofegando.
A língua dele circula, suga, provoca. As mãos firmes ainda me seguram com o mesmo cuidado de antes, mas agora o desejo domina cada gesto. Ele está rendido, e mesmo assim, ainda se segura. Ainda faz questão de ir devagar. De me fazer sentir tudo.
Você é um problema... — ele murmura, entre um beijo e outro. — Talvez um erro que eu quero cometer até o fim.
Eu sorrio.
Então para de pensar e me comete! — Digo baixinho, dando uma risadinha s****a.
A cada beijo, a cada toque, ele me devora com reverência. Como se não quisesse só o meu corpo, mas tudo que eu sou. Cada reação, cada gemido. Como se quisesse provar pra mim — e pra ele mesmo — que não é só luxúria, é algo mais. Algo que ele não admite nem pra si.
E é isso que me enlouquece.
A tensão cresce como um blues que vai ficando cada vez mais pesado, mais intenso, mais cru. Eu rebolo sob o quadril dele, sentindo meu short já úmido grudando em mim, pedindo por mais. E ele percebe.
Com os dedos, contorna minha cintura e puxa o tecido devagar, expondo minha pele com aquele cuidado calculado que só aumenta meu desejo.
Você ainda quer que eu te cometa... inteira? — ele pergunta, os olhos cravados nos meus.
Inteira. — Sussurro, ofegante. — Até o fim!
Ele nem responde com palavras. Só com os olhos — e com o corpo.
O short desliza pelas minhas pernas com lentidão, e quando finalmente me deixa nua sob ele, sinto o ar frio bater na pele quente, sensível. O contraste me arranca um arrepio e um gemido baixo, que ele responde com um beijo demorado na curva do meu quadril.
Os dedos dele sobem pelas minhas coxas, contornam minha virilha sem tocar direto onde eu quero. Ele brinca com meu corpo como quem sabe exatamente o efeito que causa, e o faz sem pressa. Como se o tempo tivesse congelado ali — só nós dois, agora na cama, só aquele instante.
Quando finalmente ele passa os dedos por cima da minha b****a, agora completamente molhada, ele solta um suspiro rouco, surpreso com a intensidade.
Caralho, Anne... — murmura, enquanto esfrega com suavidade, os olhos colados nos meus.
Ele sorri de canto, e finalmente se inclina, beijando minha barriga, meu umbigo, descendo. O cavanhaque dele roça minha pele e eu arquejo. A primeira lambida é lenta, exploratória. E a forma como ele faz… é como se estivesse tentando me decifrar com a língua.
Cada movimento dele é preciso, firme e ao mesmo tempo gentil. Ele não está com pressa. Está se entregando à minha reação. Ao meu gosto. À minha entrega. Me devorando como se tivesse encontrado algo raro, que precisa ser sentido até o fim.
Eu me contorço sob ele, os dedos entrelaçados nos cabelos dele, puxando, gemendo o nome que escapa sem controle. O mundo lá fora se apaga.
Ele sobe outra vez, a boca marcada do meu gosto, e me beija como se quisesse dividir comigo tudo que sentiu. E sem tirar a roupa — ainda — ele pressiona o corpo contra o meu, duro por dentro da calça, como se quisesse me mostrar o quanto me deseja sem precisar dizer mais nada.
Eu não sei se você tem ideia do poder que tem — ele sussurra contra minha boca, entre beijos. — Mas agora que você me chamou… você vai ter que lidar com o que despertou.