O barulho dos teclados dos colegas já havia parado. Só o som distante do ar-condicionado e o eco de passos pelos corredores lembravam que o expediente ainda não tinha acabado.
Heitor girou a cadeira, olhou pela janela e pensou em como cada treino com Maria tinha mudado o corpo — e a cabeça dele. Não era só sobre forma física; era sobre o prazer de sentir que pertenciam um ao outro até nos pequenos detalhes.
Quando o relógio marcou 10 minutos do fim do expediente, Heitor recostou na cadeira e soltou o ar devagar. O escritório estava ainda mais silencioso, iluminado apenas pela luz fria da tela do computador.
As planilhas piscavam diante dele, mas a cabeça já estava longe — em casa, no corpo pequeno e provocante de Maria, e no jeito como ela conseguia transformar qualquer momento banal em algo carregado de desejo.
O celular vibrou sobre a mesa.
Na tela, o nome que sempre fazia o coração dele acelerar: Minha Mulher.
Atendeu com um sorriso automático.
— E aí, meu gostoso, tudo bem? — disse Maria, com aquele tom entre o carinho e a malícia que só ela dominava.
A imagem mostrou o quarto deles em segundo plano. Ela estava de toalha, os cabelos úmidos colando na pele branca, o rosto corado. A toalha marcava a curva dos s***s e do quadril, deixando claro que o tecido não ia segurar por muito tempo.
— Tranquilo, mas já tô com saudade da minha gostosa — respondeu ele, ajeitando-se na cadeira. — Agora você de toalha me complica, vai me provocar assim no meio do expediente?
Ela riu, a risada leve que sempre desmontava qualquer resistência.
— Acabei de sair do banho. Tô me preparando pra treinar, mas também estou com vários pensamentos intrusivos…
Maria riu e girou a câmera rapidamente, mostrando a cama arrumada, depois o espelho, antes de focar em si mesma novamente.
A toalha caiu. Por um instante, o mundo parou.
Maria ficou nua diante da câmera, o corpo pequeno e curvilíneo iluminado pela luz suave do quarto. Depois, devagar, começou a vestir o conjunto de treino cinza — o top justo que moldava os s***s e a legging que parecia pintada no corpo.
Heitor engoliu seco. A calça jeans justa começou a incomodar, devido a excitação que foi instantânea ao ver sua mulher.
— Você vai me deixar maluco desse jeito.
— Esse é o plano — sussurrou ela, piscando.
Maria se sentou na beira da cama e abriu a gaveta do criado-mudo. Quando mostrou o que havia lá dentro, o ar pareceu sumir dos pulmões de Heitor.
Ela puxou um vibrador pequeno com capinhas coloridas, um dos que haviam comprado juntos na Good Vibres. Colocou a capinha azul clara e o ligou. O zumbido discreto invadiu o ambiente.
— Se prepara, amor... — disse, afastando a câmera para mostrar o corpo.
Maria escorou as costas na cabeceira, afastou a perna direita e manteve a esquerda dobrada, o joelho pra cima. Com a mão livre, afastou o tecido da legging e da calcinha para o lado e encostou o vibrador no c******s já inchado. O gemido veio instantâneo, suave e abafado.
A voz dela começou a falhar entre suspiros.
Heitor se levantou, incapaz de se concentrar em mais nada. Entrou no banheiro do escritório e trancou a porta, o coração acelerado. O som da respiração dela saía do alto-falante, entrecortado de gemidos baixos.
Mesmo separados por quilômetros, pareciam respirar o mesmo ar.
Cada palavra, cada olhar na tela fazia a distância desaparecer.
Heitor então levantou a camisa e abriu a calça. O p*u estava completamente duro, grosso e latejando, com as veias marcadas. A glande já brilhava com aquele líquido pré g**o.
— Eu quero sua p***a, meu Amor — disse Maria, entre os gemidos. — Mas primeiro... eu vou gozar te olhando.
Ela começou a movimentar o vibrador em círculos, os dedos da outra mão deslizando pelos próprios s***s. Os m*****s estavam rígidos, e os olhos castanhos, vidrados na tela.
— Que delícia de pau... Toda vez que eu vejo essa p**a, repenso se dou conta mesmo... — provocou, rindo entre suspiros. — Por isso já comecei com o treino aqui...
Ela deslizou o vibrador com mais intensidade, os quadris se movendo, a respiração sem ritmo certo. Heitor se masturbava firme, a mão envolvendo o p*u com vontade, o ritmo seguindo o dela.
— Goza pra mim, Amor... mostra como tá se sentindo.
Maria gemeu mais alto, a mão tremeu, e o corpo estremeceu inteiro. O orgasmo veio forte, fazendo ela arquear as costas. Os olhos se fecharam por um instante, e o vibrador caiu ao lado da coxa. Ela ainda se tocava com um dos dedos, aproveitando os últimos espasmos de prazer.
— p***a, que delícia... — ela sussurrou, com a voz rouca. — Agora goza pra mim, amor. Quero ver tudinho.
Heitor ficou em pé, a câmera posicionada de frente. A respiração ofegante, o m****o pulsando entre os dedos. Com um gemido baixo, ele atingiu o clímax, jorrando sobre a lixeira branca ao lado do lavatório. A imagem da p***a escorrendo, grossa e quente, ficou registrada na chamada.
— Isso... assim que eu gosto... — disse Gabriela, mordendo o lábio inferior. — Se soubesse que ia terminar assim, não tinha nem vestido essa roupa...
Eles riram juntos, cúmplices, saciados. Mesmo separados por quilômetros naquele momento, sentiam-se mais próximos do que nunca.
O silêncio depois foi quase tão intenso quanto o que o antecedeu.
Maria ainda sorria, o cabelo bagunçado e o olhar cheio de ternura.
— Quando chegar em casa, me espera de toalha — ele disse, com a voz rouca.
— Pode deixar. Mas a próxima vai ter câmera também — respondeu ela, piscando.
A tela ficou preta.
Heitor apoiou as mãos na pia, tentando recuperar o fôlego. O reflexo no espelho mostrava um homem suado, exausto e completamente tomado por ela.
Mesmo separados, tinham acabado de provar que o Projeto Quente não precisava de espaço físico pra continuar pegando fogo.