I've been waiting on a war since I was young
Since I was a little boy with a toy gun
Never really wanted to be number one
Just wanted to love everyone
Is there more to this than that?
Is there more to this than that?
Is there more to this than that?
Is there more to this
More to this, more to this than
Just waiting on a war?
Just waiting on a war?
Foo Fighters - Waiting on a war
Eu surtei. Entrei no site de notícias pela manhã e vi uma foto minha e de Etienne. Estávamos entrando no seu carro, ainda em Enseada. Era uma mensagem com dizeres:
"Sobrinho do famoso empresário Júlio Leblanc, dono da empresa Leblanc, é visto com sua namorada saindo para passear. Até o momento não se sabe o nome dela, mas há especulações que ele possa ter reatado com Marina Moraes, modelo e filha de Valdes Moraes, um dos sócios da empresa Leblanc..."
Eu não me reconheceria, se não visse meu prédio e meu vestido estampado na foto, pois havia sido tirada de costas. Apenas poderia ver meus longos cabelos escuros. Eu fiquei possessa. E ao mesmo tempo curiosa. Etienne tinha uma namorada? E pelo visto ela é brasileira, além de ser uma modelo muito conhecida. E Valdes Moraes é um investidor da Leblanc e é daqui. Senti meu ciúme me corroer por dentro. Será que Etienne estava com ela e eu era a outra? Quer dizer, eu nem me consideraria a outra. Nem nos beijamos...
Bip, bip, bip. Era meu telefone, na bancada da cozinha.
Fecho a tela do meu computador e saio da sala. A cozinha era conjugada com a sala, então só precisava dar alguns passos. Era uma mensagem e Etienne.
Abre a porta, Laurinha.
E vou até a porta e vejo pelo olho mágico que ele está carregando algumas sacolas. Destravo a tranca e abro. Ele sorri para mim, mas logo fica sem reação ao ver meu semblante.
- O que houve? - ele pergunta.
Eu deixo ele passar. Ele entra e deixa as sacolas em cima do balcão. Loki sai da poltrona e vai até Etienne. Ele se enrosca em suas pernas e Etienne se abaixa e pega o gato no colo, fazendo carinho na cabeça dele.
- Qual é o nome? - ele pergunta, com um sorriso bobo.
- É Loki.
- O deus da trapaça? - Etienne pergunta, analisando o gato.
- Esse mesmo – eu concordo – Mas, esse nome é só porque meu gato é interesseiro e vive entrando na minha frente. Suas travessuras me deixam louca.
Etienne olha para o gato, levantando-o na altura dos seus olhos. Loki o fita sem o menor interesse.
- Ele parece ser fofo – ele constata – Mas, gatos são um problema para mim. Já tive vários e todos deram muito trabalho. Dois já se jogaram da janela e quebraram suas patas – faço uma careta – É, é bem triste. Então, sou adepto a cachorros.
Etienne coloca Loki no chão e o felino volta para sua poltrona, se aninhando em cima da minha manta de cor vinho. Havia tanto pelos espalhados naquele móvel, que quase não me atrevia a sentar. Então, optava sempre pelo sofá. Eram as regras da casa. Loki é dono da poltrona e eu sou dona do sofá. Na verdade, ele manda em tudo e eu sou sua hospede. Esse é problema de ter gatos. Mas, é minha única companhia, desde que sai da casa dos meus pais. E lembro que preciso fazer uma visita urgente ao meu pai. Contudo, precisava resolver aquele impasse da foto divulgada em um site de fofoca e conversar com Etienne sobre o que tínhamos, na verdade.
- Etienne, por acaso você viu as noticias hoje? – pergunto.
Ele n**a com a cabeça, sem entender. Vai até o balcão da cozinha e começa os objetos da sacola. Basicamente era pão, mamão, laranja, banana, leite e pão de queijo.
- Tem aquela coisa que espreme a laranja? – ele pergunta.
- Aquela coisa é o espremedor – eu digo, rindo – Está no armário de cima.
Ele abre o armário de cor bege e liga na tomada. Corta as laranjas no meio e começa a espremê-las no aparelho. O barulho é incomodo. Procuro o site que encontrei a nossa foto e a noticia e vou até o balcão.
- Etienne – eu chamo – Pare um pouco e veja isso – eu entrego celular para ele.
Ele primeiro parece não entender, mas quando passa o dedo pela tela, fica branco e seus olhos se arregalam. Ele coloca o celular no balcão e aperta as têmporas.
- Isso não é muito bom – ele murmura.
- E por que não é? - pergunto, sem entender.
Ele me fita, aflito.
- Meu tio detesta estar nos holofotes, Laura – ele explica, apertando o maxilar, depois abaixa a mão e coloca as duas sobre o balcão, espalmando-as – E há um pequeno problema em ser visto por aqui...eu...bem, basicamente se descobrirem que é você na foto, você pode ser demitida.
- Espera o quê? – exclamo, pasma.
- Há uma politica zero para relacionamentos entre funcionários – ele explica, suspirando – E se pensarem que há algo entre nós, isso vai colocar você em risco...
- Mas, não há nada entre nós. Somos amigos...- Ao dizer isso, sinto meu peito doer. Eu não queria que fosse assim, mas meu trabalho era importante e Etienne não precisava sofrer as consequências disso, também.
- Eu sei – ele murmurou, apertando os olhos com força e abrindo novamente – Mas, meu tio não vai pensar isso e nem ninguém...
Eu estava de mãos atadas.
- Então você não pode ter amigos do trabalho? Não estou entendendo nada...
- É claro que posso desde que eu seja discreto. E eu não imaginava que nesse fim de mundo teria algum jornalista desgraçado a ponto de ficar vigiando a vida da minha família – ele explode. Está nervoso – E do jeito que a noticia foi veiculada, parece que temos algo. É por isso que eu disse a você que quase não tinha diversão, Laura...é por isso que você é meu raio de sol...você não parecia nem saber quem eu era e me tratou de forma normal...
Ele fecha a boca, parece não saber o que fazer.
- Você quer ir embora, Etienne? – pergunto, sentindo a dor por ter que dizer isso – Eu vou entender...eu sei que você precisa preservar sua imagem...
- Não, Laura – ele n**a com a cabeça – Só peço que entenda que se eu não sair com você por aqui, perto da empresa é devido a esse problema. Mas, não pense que é menos importante para mim, somente não quero prejudica-la.
Eu assinto. E ao mesmo tempo, sinto o distanciamento entre nós. Se em um momento eu acreditei que teríamos algo a mais, aquilo estava fora de cogitação, por trabalharmos na mesma empresa. E seu procurasse outro lugar para trabalhar...Ah, eu não sabia se valeria o esforço e descartei aquele pensamento. Sendo sua amiga, eu não me machucaria.
- É claro que entendo – eu concordo, mesmo sentindo um aperto por dentro. Minha garganta parecia fechar e minha respiração estava falha, mas eu mentiria mais uma vez. E dessa vez, para alguém que realmente era importante para mim – Fique tranquilo.
Ele sorri.
- Que bom, Laurinha – ele disse, mordendo os lábios, parecendo distante – Não quero que nada de m*l aconteça com você...
Etienne voltou sua atenção para fazer o suco de laranja. Eu aproveitei e coloquei um vestido solto, de cor branca e meu all star branco inseparável. Deixei as cortinas do meu quarto aberto e uma fresta da janela. Depois deixei a ração e água para meu gato e fiquei olhando aquelas rosas vermelhas e lindas na sacada da sala. Eu não sei o motivo de Etienne ter me dado aquele presente, sendo que queria ser somente meu amigo. Mas, iria guardar aquelas flores e seu cartão. Se um dia ele fosse embora, pelo menos deixaria apenas lembranças boas.
Tomamos café juntos no sofá e deixamos tudo em cima da mesinha de centro. Ele parecia mais leve, mas podia ver que ainda estava nervoso. Sabia que era por causa daquela foto. E queria perguntar sobre a modelo que ele namorou, mas me faltava coragem para isso. Até porque, ainda não nos conhecíamos direito e eu iria parecer uma bisbilhoteira. Mas, pensei que não faria m*l fazer perguntas sobre sua vida e arrisquei em perguntar qual era seu sobrenome.
- É Florence. - ele responde, comendo seu pão de queijo - E você, só seu nome e sobrenome. Tem algum nome do meio? O meu é Maurice. Não ria - ele fez uma cara f**a para mim.
Eu mordo os lábios, tentando me conter.
- Não, ainda bem que não tenho - respondo - Se fosse pelo meu pai, eu teria sim. Seria Laura Dolores Dias. Que horror.
Ele dá risada.
- Realmente, seria bem engraçado de chamar você de Dolores. Parece nome de velha.
- Ei, não é nome de velha. É o nome da minha avó - eu retruco - Mas, bem...não é um nome que combine comigo.
Ele dá de ombros.
- Laurinha já é bem mais bonito - ele provoca.
- Quando é que você vai perder a mania de me chamar assim? - pergunto, irritada.
- Quando você não se importar mais - ele responde, me fitando intensamente - E ai vou ter que achar outro modo de irritar você.
Suspiro, cansada.
- Você é muito chato.
- E você é muito estressada, Laurinha. Dá um sorriso.
Acabo sorrindo, sem mesmo querer. Era o poder que Etienne tinha sobre mim, me deixar uma completa pateta. E depois daquela conversa, nós lavamos a louça e saímos oito e meia em ponto. Não desço pelo elevador. Se for para sermos discretos, precisávamos nos esconder de todos. Contudo, seu Afonso já saberia da metade da nossa história. Ele viu Etienne subir duas vezes para meu apartamento e carregando um buque de rosas. Se Etienne não queria chamar a atenção, fez errado em me dar aquele presente.
Entramos no carro e dessa vez ele não está com seu sedan, mas uma moto. Eu dou um passo para trás, fazendo cara f**a.
- O que foi? - ele pergunta, colocando o capacete e me estendendo um - Não vai me dizer que tem medo, Laura?
- Eu não tenho medo - retruco - Eu só não gosto de motos...
- Não gosta, por quê? Precisa ter um motivo – ele cruza os braços, me analisando, contendo um sorriso.
Eu mordo os lábios.
- Eu não tenho motivo, só não gosto - eu respondo sincera - Vai que a gente cai na estrada? Vai que um caminhão passa por cima de nós? Vai que...
Ele gargalha, me interrompendo.
- Pare de pensar, Laura. Se você ficar pensando nas probabilidades do que pode acontecer, não vai viver. Apenas curta o momento. Vem, eu cuido de você – ele me passa o capacete de cor branca.
Aceito o capacete, mas com muito medo. Coloco na cabeça e subo na garupa. Ele fica na minha frente e não resisto em me segurar nele. E isso foi apenas instinto protetivo, mais nada. Não que eu quisesse me aproveitar dele...
- Você vai me quebrar desse jeito, Laura - ele alerta, sem conter o riso - Solta um pouco esse aperto na minha barriga, por favor.
Eu fico sem graça e solto um pouco, mas continuo a me segurar nele, com os braços envolvidos na sua cintura. Ele olha para trás, mas não consigo ver seu rosto, por causa do capacete.
- Vamos começar a andar - ele avisa - Fique tranquila, eu sou um ótimo piloto.
- Sei, vai nos m***r. E se eu morrer e você não, eu vou sair do meu tumulo para te atormentar - eu ameaço.
Ele gargalha e dá partida. Eu estou suando frio e me agarro com mais força nele. Etienne não parece ligar, pois pilota a moto com segurança. Ele acelera nos sinais amarelos e vejo as ruas passarem por nós em um borrão.
- Dá pra diminuir a velocidade? - quase grito para perguntar.
Ele não responde, mas diminui um pouco a velocidade. Ele passa entre os carros, o que me faz gelar ainda mais. Parece que cada vez que faz isso, vai bater em um retrovisor. Quando eu descer, vou m***r ele, eu juro!
E chegamos a serra, em pouco tempo. Ele disse que iriamos em uma praia próxima a Enseada, mas teria que ser pela BR. Confesso que a visão daquela paisagem cheia de morros, montes e árvores era maravilhosa. O céu estava aberto e azul. Havia poucas nuvens e o calor era agradável. Sentia o vento bater sobre minha pele e rosto. Era gelado, mas depois de tanto tempo em uma cidade abafada, era bem vindo. Afrouxei o aperto na cintura de Etienne e aproveitei mais a vista. Paramos depois de pelo menos uma hora de viagem. Ele havia dito que faríamos esse tempo, para chegar a Guarda do Embaú. Ele para a moto em uma vaga na rua e eu desço, com as pernas moles. Ele abre a tampa do assento e de lá tira uma bolsa pequena e coloca nas costas. As ruas aquele lugar eram de pedras. Havia pelo menos dois restaurantes de frutos do mar, naquela rua, um mercadinho e um ponto de ônibus, em direção a Floripa e praias próximas. Eu ainda não tinha conhecido aquele lugar. Era lindo. Etienne me segura pela cintura e caminhos juntos.
- Viu, não morremos - ele diz, em meu ouvido - Agora confia em mim?
- Não sei, ainda estou propensa a cometer um homicídio - eu digo, com voz soturna.
Ele ri.
- Ah, mas como é dramática, Laurinha - ele diz, me apertando mais pela cintura - Vem, vou mostrar para você a praia.
Nós andamos até o fim da rua e de pedras e ela termina na areia. Vejo um espaço aberto. Há várias pousadas aos arredores e tenho a visão da praia. Há um pequeno rio que separa o lado que tem as casas e a praia de fato. Há um homem dentro de um barco com passageiros dentro. A praia estava lotada de pessoas tomando banho de sol ou dentro da água. E havia vários guardas sois na extensão da praia. Também havia uma tenda com locação de cadeira de praia.
- Como fazemos para atravessar esse rio? - eu pergunto.
- Podemos ir de barco ou podemos entrar e atravessar...mas se bem que você pode morrer afogada.
Eu bato em seu braço. Ele exclama de dor.
- Aí Laura, você vai fazer meu braço cair desse jeito. Assim não dá – ele fez uma careta para mim.
Dou de ombros.
- Nem é tão fundo assim - eu analiso mais de perto - Dá pra passar na boa.
E fazemos isso, só que me arrependo, pois a água bate em meus p****s e estava gelada demais. Saímos do outro lado e Etienne dá risada de mim. Todo meu vestido estava molhado e eu tive dificuldade para atravessar, pois a correnteza estava forte. O pequeno rio, se poderia se chamar assim, corria até desaguar no mar.
Pegamos duas cadeiras de praia e um guarda sol e ficamos sentados, tranquilamente. Eu tiro meu vestido e fico só se biquíni. Passamos protetor solar, porque ninguém merece ter queimadura. O sol estava a pino e ainda o clima estava abafado.
- Meu Deus, como você é branca - Etienne me avalia - Acho que é mais que a mim. Vai cegar alguém desse jeito...
Eu mostro o dedo do meio e fico estirada na cadeira de praia, fechando os olhos. Acho que acabo dormindo, pois sinto alguém me tocar algumas vezes no ombro.
- Acorda, bela adormecida - Etienne diz, em minha frente - Não vai entrar na água comigo?
Eu bocejo, cansada.
- Outra hora, Etienne - eu recuso.
- Tá bom - ele diz, dando de ombros e se afasta.
Ele está apenas de calção. Posso ver toda sua pele clara exposta, com sardas espalhadas pelo braço e alguns pelos negros pelo corpo. Ele realmente era bem bonito. Ele entra no mar, mergulhando de corpo inteiro. Depois, sai, pingando água...eu não conseguia parar de olhar para ele. Havia alguns rapazes jogando bola perto e ele se aproxima. Começam a jogar e eu fico somente observando. Etienne parecia interagir muito bem com estranhos, diferente de mim. Uma mensagem no meu celular, dentro da minha bolsa apita, me tirando dos meus devaneios.
Era da minha mãe:
Filha, quando vem nos visitar? Seu pai está com saudades.
E mais uma mensagem, de Millie:
Ah meu Deus, você viu a foto que foi tirada do Etienne?
Está circulando por todos os sites de fofoca.
E ele estava com uma garota. Quem será? E onde você tá?
Passei na sua casa e o seu Afonso disse que você saiu com um cara. Quem é?
Não vai dizer que é o Paulo? Se for, vou jogar você da ponte.
Típico de Millie fazer ameaças desse estilo. Depois eu iria responder com calma. Mas, o celular vibra novamente. Eu abro a tela e vejo que uma mensagem de um número desconhecido.
Abro e leio:
Seu namorado não parece muito fiel, Laura.
Você viu a foto dele com outra mulher?
Apenas estou alertando, pois me preocupo com você.
Sei que está com raiva de mim e com motivo.
Me dá uma chance para gente conversar.
É o Paulo.
E na sua mensagem contém a foto que está viralizando na internet. Era eu e Etienne. Mas não era possível me identificar, pois estava de costas. Pensei em jogar aquele vestido florido fora. E deletei a mensagem de Paulo. Cara chato.
Etienne acenava, tentando me chamar para a praia. Ele havia parado de jogar bola. Não fiz questão de levantar-me da cadeira. Ele se aproximou e me deu um sorriso maroto.
- Vamos pra água, Laurinha - ele pede, com dengo - Não vai me deixar sozinho, vai?
- Ah, Etienne, estou com preguiça - recuso - Entra você.
- Ah, vem Laura - ele insiste - Prometo me comportar.
Reviro os olhos e me levanto. Ele sorri para mim, me puxando pela mão. Nos aproximamos da água e sinto a temperatura gelada sobre meus pés. Apesar de fazer muito calor, em santa Catarina a água é gelada. Eu entro, a contragosto. Etienne me fita, com um olhar indecifrável e me puxa para ele.
- Somos só amigos, Laura? - ele pergunta, com os lábios próximos aos meus, sem parar de me fitar.
Eu prendo a respiração.
- O que quer dizer? - pergunto.
- Eu quero saber se somos só amigos ou algo mais - ele murmura.
Eu não sabia o que responder.
- Eu não sei - respondo, sem olhá-lo.
Ele beija meu nariz. É um gesto doce, mas eu não estou pensando dessa maneira. Suas mãos acariciam minhas costas e ele beija minha bochecha dessa vez.
- Amigos podem fazer isso que você está fazendo? - pergunto.
Ele ri.
- Eu não sei, me diz você - ele rebate.
- Etienne, o que você quer de mim? - pergunto, sem entender suas ações - Você demonstra querer algo a mais e depois parece distante.
Ele morde os lábios. Seus olhos fitam o horizonte.
- Eu quero você - ele sussurra.
Fico sem reação. Meu corpo queima por inteiro.
- Você disse que me quer? - eu provoco. Se ele queria me torturar, também faria o mesmo.
Ele ri.
- Sim. Eu desejo você - ele diz, com um olhar penetrante, mas posso ver também indecisão - Mas, isso pode prejudicar sua carreira, Laura...eu não sei o que fazer...
- Vamos apenas curtir, tudo bem? Sem promessas - eu proponho.
Ele não parece de acordo.
- Laura, eu não gosto de apenas curtir, já passei essa fase...eu quero levar a sério quem está comigo. E não sei...eu não - ele parece ter perdido as palavras, pois se cala.
Ele beija minha testa e me abraça. Envolvo meus braços na sua cintura.
- Podemos nos conhecer, apenas, Etienne. Não precisamos casar - eu digo, sentindo a batida do seu coração.
Ele suspira.
- Casar é a última coisa da minha lista, Laura. Mas, o dia que eu quiser isso, poderia ser você - ele diz, em tom brincalhão - Você é divertida, gentil, ao mesmo tempo mandona e fica linda quando está irritada.
Eu dou risada.
- Então tá, o dia que você quiser casar, eu topo ser sua esposa - eu brinco.
Ele me aperta mais em seus braços. Sinto sua respiração irregular. A minha também está assim. Ele se afasta um pouco e me olha nos olhos. Eu não sei quem se aproximou primeiro, mas estamos nos beijando, no meio de várias pessoas. Mas, não estou me importando. Ele me beija com mais intensidade, acariciando minha nuca e com a outra mão ele segura minha cintura. Eu somente quero isso. Só quero estar com ele. Seu beijo é a única coisa que dou atenção. O resto do mundo poderia acabar e eu não me importaria.