Eu não estava bem. Eu sentia um enjoo h******l e não sabia dizer se era meu almoço. Entrei no banheiro do restaurante Perola n***a e expeli tudo no vaso sanitário. Fiquei sem ar e de olhos fechados. Minha sorte que o banheiro era individual, então ninguém escutaria ou veria aquela cena. Millie batia na porta.
- Amiga, o que você tem? – ela pergunta, aflita – Deixa eu entrar.
- Não...volta pra mesa com o Etienne – eu peço.
- Não saio daqui não – ela disse, veemente – Abre essa porta, guria.
Eu puxo a descarga, lavo o rosto e abro. Era terça feira, dois dias depois que saia com o Etienne, para praia. Se eu fui para cama com ele? Não. Depois daquele beijo a gente aproveitou a praia, mas ele não subiu para meu apartamento. E achei melhor assim. Não queria chegar naquele nível com ele. Eu havia feito isso com Paulo e somente me magoei. Eu sempre fui muito apressada com os homens e Millie disse que esse era meu problema. Não que eu devesse ser recatada, ela não era. Mas, se não queremos nos magoar, é melhor conhecer a pessoa melhor. s**o não é algo que se deva brincar e eu nunca levei isso a sério. Minha mãe dizia: “Filha, cuidado com os homens que você se envolve. Tem tantos que só querem lhe usar. E isso não vale só para eles, há muitas mulheres que fazem isso. Não deixe que os outros usem você. Em uma relação é preciso ter respeito mútuo”. Ok, era bem moralista, mas agora isso fazia muito sentido. Paulo não se mostrou digno de estar na minha cama nem no meu coração, depois daquele fiasco perto do bar.
Então, depois de hesitar, eu abro a porta.
- Nossa, você tá um horror – minha amiga e sua sinceridade eram incríveis.
- Obrigada, sua vaca – eu respondo.
- De nada, sempre à disposição – ela diz, irônica – Mas, sério, o que houve? Você estava tão bem...
Ela me empurra para dentro do banheiro, quando vê Etienne passar. Ele nos olha, desconfiado, mas não tenho tempo de falar. Millie fecha a porta e tranca.
- Ai...isso não parece nada bom – ela diz – Você tá grávida?
Aquela pergunta de novo?
- Não, Millie. Para de dizer a cada coisa estranha que acontece comigo que estou grávida. Sei lá, posso ter um tumor?
- Para de fazer piada, mulher – ela ralha – Você deu uma inchada. Você era bem magrinha e de repente inchou esse mês...Tem certeza de que o Paulo usou p******o?
Reviro os olhos.
- Sim. Eu lembro. Eu estava lá, Millie – respondo com sarcasmo.
- Bem, mas você sabe que c*******a nem sempre é confiável.
Ela tinha razão. p**a m***a. Mas, que beleza, eu pensei irônica.
- Vamos correr para a farmácia – dizemos juntas.
E saímos do banheiro. Pagamos a nossa conta e nos despedimos de Etienne. Ele me segura pelo ombro e sussurra no meu ouvido:
- O que você tem Laura? Parece pálida – ele pergunta, preocupado.
Eu engulo seco. Como dizer para ele a minha suspeita?
- Não é nada não, Etienne – eu desconverso, com um sorriso amarelo – A gente vai na farmácia compra um remédio. É só dor de cabeça.
Ele franze o cenho e cruza o braço.
- Eu vou com vocês – ele diz, sério.
- Nããoo! – Eu e Millie dizemos juntos.
- Por que não? O que vocês estão aprontando? – ele pergunta, desconfiado.
Millie olha com uma cara para mim: Você conta ou eu conto?
- A Millie acha que tá grávida – eu deixo escapar, mordendo os lábios com força.
Dentro do restaurante, todo mundo em volta olha para nós. Millie me belisca no braço.
- Aí – eu exclamo.
- Nossa, Camilla, eu sinto muito – ele diz – Quer dizer...bem...
- Só cala a boca, Etienne – ela diz entredentes – Vamos logo, antes que cabeças rolem.
Ela me fitou com raiva e me puxou pelo braço. Etienne ia atrás, assoviando.
- Por que você disse aquilo? Não era mais fácil dizer a verdade? – ela pergunta.
- Pra quê? Para ele pensar que é filho do Paulo? Nunca. E o pior que se estiver, é dele mesmo – eu sussurro.
- Mas, por que eu preciso parecer à grávida? Está de rolo com Etienne? Eu até queria que vocês ficassem juntos, mas se a diretoria saber disso...- ela murmura e faz um sinal de cortar garganta – Isso não vai prestar.
- Eu sei, eu sei – eu digo – Mas, a gente só deu dois beijos, só isso...
- Dois beijos? – ela exclama, chamando a atenção de Etienne – Dois beijinhos, vamos comprar?
Etienne franze o cenho, sem compreender.
- Ele não sabe o que é beijinho é um doce, sua tonta – eu sussurro – Mas, sim...só foi isso...nem chegamos aos finalmente.
- Ah...bem, sejam discretos e não deixa a Ana descobrir, por favor – ela me alerta – A Ana tá muito afim dele e só não pegou porque ele não deu bola.
- Como assim? Ela tentou algo? – perguntei, sentindo meu ciúme ferver meu estomago.
- Sim, ela tentou. Quando você não quis sair sexta – explica Millie – Mas, Etienne foi super cavaleiro. E pelo visto ele curtiu você mesmo...olha pra pro lado.
Eu viro a cabeça e vejo que Etienne está me olhando com intensidade. Ele me oferece um sorriso maroto.
- Eu disse, não disse? Me deve tequila, heim – Millie diz, rindo – Mas, enfim, vamos comprar esse teste. Espero que dê negativo...
Eu também, eu também.
***
Chegamos à farmácia, depois de andar duas quadras. Etienne ficou do lado de fora, enquanto fumava. Ele fumava, mas sempre longe de mim. E eu agradecia. Odiava cigarros. Achava a fumaça enjoativa. Millie ficou comigo e compramos três testes de gravidez. Parece exagerado, mas era bom tirar a dúvida. Nem sempre o teste era confiável. E somente um exame mais detalhado às vezes para saber de fato. Contudo, eu não queria fazer o exame, não ainda.
- Escuta, você não notou que faltou a sua menstruação esse mês? – minha amiga perguntou.
- Sabe que eu nem lembro – eu respondi, com um sorriso amarelo.
Eu era muito desligada com datas e nunca tive que me preocupar com isso. Minha vida s****l era escassa. E agora, minha única noite que tive s**o em meses, poderia me gerar uma dor de cabeça sem fim. Eu estava em pânico, para ser bem sincera. Nós pagamos pela caixa e Millie como uma boa amiga, levou minha sacola de teste, colocando em sua bolsa. Faríamos isso no banheiro da empresa.
Chegamos à empresa e esperamos meia hora. Não conseguia focar na edição de imagens que estava fazendo no meu computador. Eu estava realmente nervosa. Millie não parava de me lançar olhares, também nervosos. Estava editando uma apresentação para a campanha de Páscoa, que seria dali dois meses. Era um treinamento para os funcionários da loja e também havia um vídeo promocional do perfume. Mas, era um trabalho minucioso. Eu fazia a parte de editar o treinamento sobre os produtos, Millie era responsável pelo vídeo e o restante da equipe estava vendo erros no site e alterando imagens. E, o trabalho de corrigir os erros e ver também era do pessoal do TI. Etienne fazia esse trabalho com sua equipe.
E passou meia hora. Eu não havia feito progressos com o meu trabalho. Levantei da cadeira e sai para ir ao banheiro do segundo andar. Sandro passava pelo corredor, com um dos diretores, o senhor Fonseca. Cumprimentamo-nos, com cordialidade. Fonseca era de estatura média, um pouco acima do peso, cabelos grisalhos em uma barbicha e ele era querido. Sempre me perguntava se eu estava bem. Ao contrário de Sandro. Sua careca lisa, seu terno e seu ar esnobe, além de tantas outras coisas, me deixavam irritada, com asco e ao mesmo tempo com medo. Mas, não queria lembrar e não iria lembrar-me de nada.
Entrei no banheiro e me fechei na cabine. No banheiro do segundo andar havia seis cabines e ninguém estava lá. Nem a dona da limpeza. Escutei saltos repicarem no chão e pensei que fosse Millie, mas não era.
- Você viu a foto do Etienne no site da Biju? – comentou Stella, com sua voz enjoada.
Ela trabalhava no TI também, ao lado de Etienne.
- Eu vi e que ódio – disse Ana.
Perdi a respiração.
- Ué, mas você não estava de caso com o Sandro? – pergunta Stella, com ironia – E ainda por cima está fazendo isso, sabendo que pode ser demitida, Ana.
- Eu sei, eu sei – ela disse. Escutei sua respiração ruidosa.
- Então, por que se arriscar tanto? Você nem gosta dele.
- Eu não gosto, mas eu devo alguns favores a ele. Você acha que consegui esse cargo como? Ele me indicou para os diretores dessa empresa – Não acredito, Ana foi indicada por Sandro. Não quero nem imaginar o que ela andou fazendo de favores para ele. Fico até enjoada.
- É...tem isso também, mas se você quer o Etienne, convida ela para sair com você – Stella sugere.
- Eu já tentei, Stella...duas vezes. Acho que ele está namorando – ela diz, frustrada – Mas, não vou desistir não. Você verá, ele vai largar essa garota para ficar comigo. Quem não iria gostar de mim?
Eu estava tremendo por dentro. Se Ana soubesse que estava ali, na cabine, eu não sei o que seria. Eu tinha vontade de voar no pescoço dela e ao mesmo tempo medo que ela descobrisse que sai com Etienne. Escutei as duas saindo e não prestei atenção na conversa. Meu celular bipou.
Mensagem de Millie:
Amiga, eu já tô indo, espera ai.
A chefe saiu para o banheiro e eu não queria que ela visse a gente.
É claro, e agora eu estava por dentro de toda vida s****l da minha chefe. Aquilo era h******l. Millie chegou logo em seguida. Fizemos o teste e esperamos. Contei tudo para ela, o que tinha ouvido.
- Não conta pra ninguém, Millie, por favor – eu peço – Eu só estou te contando porque estou perturbada. O Sandro...aquele homem asqueroso...
- Calma amiga – Millie diz, apertando minha mão – E fica tranquila. Eu já sabia, na verdade. É você que é bem desligada.
- Ah, eu prefiro ser a ouvir essas baboseiras – eu retruco.
E esperamos os minutos passarem. O teste havia dado negativo. Suspirei aliviada.
- Os outros dois vou testar em casa – eu digo – Você vai lá em casa hoje?
- Ah, amiga, eu ia sair com o Breno – ela diz, sem graça – Vamos fazer a amanhã o teste? Pra você não fazer isso sozinha.
- Tá bom, se divirta – eu digo, sinceramente.
Eu pensei em realmente ficar sozinha. Eu estava muito perturbada emocionalmente e mentalmente. Peguei a sacola com os testes e saímos de fininho do banheiro. Voltei ao trabalho a mil e nem percebi que já havia acabado o expediente. Ana sorriu para mim, com aquela cara de: “Que trabalho lindo, só ajusta aqui”.
- Está tudo perfeito pessoal – ela disse – Começamos nossa terça-feira muito bem. Estão dispensados. Não quero ninguém fazendo hora extra.
Ela poderia ter feito coisas erradas moral e eticamente, mas Ana sabia liderar. E isso não era possível negar. Sai com Millie, de braços dados. Ela me puxou para o elevador, mas eu retesei. Eu não iria entrar no elevador, nunca mais. Não nesse pelo menos.
- Amiga sério. Eu não entendo por que você não pega o elevador – disse Millie – Nunca deu defeito. Não que eu saiba.
- Eu só gosto de fazer exercício – eu minto.
- Tá, vamos descer então – ela deu o braço a torcer.
E descemos dois lances de escada. O elevador havia chegado ao térreo quando chegamos ao saguão. De lá saiu Sandro, o vice-diretor e o diretor da empresa e Etienne. Apressei o passo, puxando Millie comigo. Ela me olhou sem entender, mas me acompanhou. Somente parei quando estava do lado de fora, do outro lado da rua.
- O que foi isso, Laura? – ela perguntou.
Eu respiro fundo, tremula.
- Nada, só não queria cumprimentar Sandro – eu respondo com uma meia verdade.
- Eu heim...sua aversão por ele está cada vez mais estranha. Eu sei que ele é asqueroso, mas o que houve?
Mordo os lábios, tensa.
- Nada, só não quero ficar perto dele. Ele me dá medo.
- Ah, florzinha, fica tranquila. Ele é cão que late, mas não morde – ela diz, rindo.
Millie estava na empresa fazia dois anos. Era normal ela achar que sabia de tudo, mas nem tudo ela sabia. Principalmente o que houve no elevador há seis meses. E eu também nem queria lembrar. E minha amiga precisou ir embora, me deixando sozinha no ponto de ônibus. Fiquei esperando a condução por dez minutos, até que uma moto parou do meu lado. Não prestei a atenção, pois estava falando com minha mãe por mensagem. Iriamos fazer um jantar no sábado à noite, para alegrar meu pai. Olhei para cima e vi Etienne olhando para mim, com seu capacete estendido.
- Vem comigo, Laurinha – ele disse, com um sorriso maroto. O capacete preto dele cobria sua cabeça e era possível ver seu rosto, apenas porque o visor estava levantando– Já está escurecendo e não quero você andando de condução.
Reviro os olhos.
- Etienne, eu não sou uma donzela em perigo – eu digo, irritada – Pode ir pra casa.
- Não, eu quero ir com você. Eu que preciso da sua p******o – ele zombou de mim – Sobe na garupa por bem ou por m*l – ele ameaça, com um tom brincalhão.
Dou risada. Era típico dele fazer essas ameaças. Eu pego o capacete da sua mão e me sento atrás dele, segurando-me na sua cintura. Ele já estava me levando e trazendo todos os dias. Aquilo não iria acabar bem para nós alguma hora.
Etienne da partida e vai cortando pelo meio dos carros. Eu queria esganar ele por isso, mas o que fazer? Ele não me escutava. Era teimoso igual uma porta quando se tratava daquela moto. Chegamos depois de quarenta minutos na frente do meu prédio. Desço mais uma vez com o estomago embrulhado. Sentia medo de andar naquela moto e somente ia porque confia nele.
- Até amanhã, então – eu digo, entregando o capacete.
- Até, Laurinha – ele disse, tirando seu capacete e deixa no guidão da moto e me puxa para ele, dando um beijo demorado na minha bochecha – Eu busco você amanhã, tá bom?
- Etienne...você precisa parar com isso...Sabe que é perigoso...
- Não é não – ele diz, com um sorriso maroto – Não há nada escrito na política da empresa que não posso ter amigos, não é? Somos amigos? – ele faz entre aspas com os dedos.
Eu dou risada.
- Eu nem sei mais o que somos.
- Somos mais do que qualquer coisa que já tive, Laura – ele disse, sincero, acariciando meus cabelos – Somos como um paraíso...eu e você, somos incríveis juntos.
Lembro-me de Paulo dizendo que eu era como o paraíso para ele, como um sonho...Ouvir Etienne usar as mesmas palavras me deixou m*l.
- O que foi? – ele pergunta, parecendo ler minha expressão – Estou indo rápido demais?
- Não, está sendo perfeito – eu digo, beijando sua testa – Eu preciso entrar agora.
- Hum...eu quero ficar com você, Laura – ele diz em meu ouvido – Posso dormir contigo?
Meu corpo inteiro está queimando.
- Não...não pode – eu digo, sem folego.
- Por que não? – ele insiste, me fitando com seus olhos esverdeados e posso ver sua confusão.
- Porque a gente m*l se conhece – eu sei que arranjei uma desculpa esfarrapada, mas quem disse que sou ótima com respostas?
- Isso não é desculpa – ele disse, mordendo os lábios, mas está vermelho até o pescoço – Tudo bem. Podemos ficar juntos final de semana? Eu quero levar você para outro lugar. O que acha de a gente acampar?
Seria um sonho, eu penso.
- Não vai dar – eu respondo, chateada – Eu vou ver minha mãe final de semana...meu pai ainda está bem fraco.
Etienne morde os lábios.
- Hum...tudo bem... veremos na próxima então – ele disse, beijando minha bochecha – Até amanhã, Laurinha.
- Até – digo, me afastando.
Subo as escadas e cumprimento seu Afonso. Não pego o elevador e subo, mesmo sentindo minhas pernas cansadas. Chega de elevadores para mim. Eu nem deveria ter medo do meu, mas quando entro, me sinto claustrofóbica. Abro a porta e me deparo com Loki. Ele mia para mim e vejo que seu prato de ração está vazio e falta água. Reponho tudo e depois tiro minhas sapatilhas pretas e jogo no quarto de qualquer jeito, com minha bolsa. Todo conteúdo dela cai no chão, pois ela acaba virando. Vejo a sacola do teste e pense se devo ou não fazer. Havia dois ainda e estava meio tensa quanto a isso. Se realmente estivesse grávida, perderia Etienne e teria que falar para Paulo. Mas, quem disse que precisava dele? Eu não precisava de ninguém. Tinha aquele apartamento e só precisava trabalhar de casa quando estivesse com a barriga maior e depois...bem, depois eu iria pedir socorro, pois uma bebê era algo que eu não fazia ideia de como cuidar. Minha mãe poderia me ajudar...não eu que pedisse para ela fazer todo trabalho, mas eu precisaria dela para me socorrer. Pensar em tudo isso me deixou hiperventilado. Era um futuro assustador. Passei a mão pela minha barriga, incerta. Aquela criança não tinha culpa de nada, se realmente estivesse ali. Eu ficaria com ela, com certeza. Seria bom ter companhia. Alguém para amar, amar incondicionalmente.
Pensando nisso, fui fazer mais uma vez o teste. Segurei a caneta do teste e fiquei esperando, mas o tempo parecia não passar. Conferia o relógio no celular, mas os minutos corriam devagar. Estava tremendo de nervoso. Uma mensagem chegou ao meu celular.
Mensagem do francês gato (sim, deixei esse nome no celular, porque eu não sou de ferro né):
Pode abrir a porta?
Você está ai que eu sei.
A meu Deus!
Ele está na porta.
Eu larguei o teste de qualquer jeito na pia e fechei a porta do banheiro. Fui até a porta e verifiquei o visor. Ele estava parado com uma sacola na mão e a outro no bolso da calça jeans escura. Seus cabelos castanhos estavam bagunçados, o deixando mais sexy. Respirei fundo e destravei a porta.
- Oi – ele disse, sem jeito – Você me disse que não me queria aqui, mas eu não consegui esperar até amanhã para ficar com você mais uma vez...
Ele mostrou a sacola. Havia vinho dentro.
- Você não vai dormir aqui, Etienne – eu o alerto, mas estou feliz demais por dentro – Pode entrar.
Eu o deixo passar e Loki sai em disparada para fora.
- AH, não! Gato maldito! – eu exclamo.
Etienne dá risada e eu o fuzilo com olhar, mas nem tenho tempo de brigar com ele. Corro atrás de Loki, que já descia as escadas. Tentei ir com o maior cuidado e nem notei que estava descalça. Quase rolei escada abaixo, mas cheguei ao térreo são e salva. Voltei a correr, pois Loki está na porta da saída, mas alguém o pegou. O rapaz era quem eu não esperava ver, na minha vida toda.
- Paulo?