Sozinha na Mansão

1089 Words

O som da chuva ainda estava ali. Mas, sem ele, a casa parecia maior — e mais fria. Leonardo havia partido há quatro dias. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nenhuma explicação. Apenas o silêncio. Um silêncio que preenchia tudo: os corredores, os cômodos, o meu peito. No começo, achei que seria um alívio. Mas a solidão é traiçoeira — ela se disfarça de paz até que o eco do próprio pensamento começa a te sufocar. Passei as manhãs tentando fingir que a vida seguia normal. Tomava café sozinha, lia os jornais dele, observava os retratos nas paredes. Tudo nele era presença — mesmo ausente. A cada canto da casa, havia um vestígio. O cheiro do perfume no armário. O relógio esquecido sobre a mesa. O copo de whisky vazio no bar. Coisas pequenas que gritavam o que ele não teve coragem

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