CAPÍTULO 55 CRIS NARRANDO Tava voltando pra casa depois de deixar a Carol, caminhando tranquila pela rua quase deserta, quando ouvi o barulho de moto se aproximando devagar. O coração acelerou na hora — já era noite e qualquer movimento estranho no morro deixava a gente em alerta. A moto encostou do meu lado, e quando olhei, reconheci na hora: era o mesmo cara que apareceu cedo na padaria. Ele baixou a viseira e sorriu, meio de lado, como se já tivesse planejado a abordagem. — E aí, princesa… tá indo pra onde sozinha essa hora? — perguntou, com a voz arrastada. Engoli seco, mas tentei manter a calma. — Pra casa. — respondi curta, ajeitando a bolsa no ombro. — Sobe aí que eu te deixo lá. — ele ofereceu, batendo a mão no banco da garupa. Balancei a cabeça rápido. — Valeu, mas eu vou

