CAPÍTULO 49 DANTE NARRANDO Montei na moto ainda com a mente cheia de coisa. O vento da descida batia no rosto, mas nem isso me tirava o peso do dia. Quando encostei na frente do barraco, já percebi logo que algo tava errado: a Carol não tava. Entrei, larguei o capacete no sofá e puxei o celular do bolso. Disquei pro menor que eu tinha deixado na bota dela. — Fala aí, patrão. — ele atendeu. — Cadê a mina? — perguntei, seco. — Tá na casa de uma amiga… aquela mina que trampa na padaria. Fechei os olhos por um segundo, controlando a raiva. — Beleza… fica de olho. Qualquer parada errada, tu me liga na hora. — Pode deixar. — ele disse rápido. Desliguei e fiquei encarando o chão. Parte de mim queria descer agora e buscar ela, mas outra parte achou melhor deixar… pelo menos dessa vez. A

