CAPÍTULO 26 CAROL NARRANDO Eu ainda tava com o peito arfando de tanto tentar me soltar dele. A raiva ainda vibrava dentro de mim, pulsando forte, mas agora misturada com outra coisa… medo. Não daquele medo que paralisa, mas o medo do que eu vi nos olhos dele quando ele me jogou no sofá. Ele tava diferente. Tinha algo no olhar. Um choque. Um susto. Um desespero que eu nunca tinha visto antes em ninguém, muito menos num homem igual aquele — frio, dono da porrä toda, linha de frente da boca. Segurei a blusa rasgada nas costas, tentando cobrir a pele, ajeitei o cabelo com a mão trêmula, e olhei pra ele. Ele tava pálido, a respiração curta, como se tivesse visto um fantasma. — Que porrä tá acontecendo? — perguntei mais baixo, tentando entender aquele surto. — Essa mancha… — ele murmurou

